Banca de Jornal

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Aqui, algumas revistas bacanas que estão circulando pelo mundo esta semana. Acima a revista semanal do jornal espanhol “El País”. Veja outras.

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Linda a capa retrô da revista semanal francesa de variedades “Télérama”, sobre o fim dos clichês da família.

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O Oscar já está na capa da “New Yorker”.

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Jean Paul Gaultier foi convidado para ser o redator-chefe deste número da “Têtu”, a mais importante revista gay da França.

[fotos: Reproduções]

 

Triste História

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O dia 26 de fevereiro é um dia triste para a História da Humanidade. Foi neste dia, em 2001, que o governo Taliban do Afeganistão destruiu as duas estátuas do Buda de Bamiyan. Localizadas na Rota da Seda, a 240 quilômetros da capital, Cabul, as duas maiores estátuas de Buda de pé, medindo 38 e 55 metros de altura, foram simplesmente dinamitadas, apagando milhares de anos de História em questão de segundos.

[fotos: Reproduções]

Made in USA

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O mundo dos Beatles não tem fim. Chegou a vez dos treze álbuns da banda, que saíram nos Estados Unidos, serem encaixotados em forma de cd, respeitando fielmente as capas originais. No pacote, a novidade são quatro discos que nunca haviam sido editados em formato cd. Veja abaixo. Preciosidade para fãs e colecionadores.

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[fotos: Reproduções]

No Future

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No livro “Western Front”, ainda inédito no Brasil, o fotógrafo norte-americano Stanley Greene faz um raio-x da cena punk californiana, a partir de 1975. Na foto acima, a banda Dead Kennedys faz um show no dia do décimo-quinto aniversário da morte do ex-presidente John Kennnedy.

[foto: Stanley Greene]

 

Em Busca de Iara

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Prepare-se para ver no cinema uma grande história. É a história de Iara Iavelberg, guerrilheira brasileira, ex-companheira de Carlos Lamarca, assassinada pela ditadura militar. Com direção de Flávio Federico e baseado na investigação da sobrinha de Iara, Mariana, o filme conta um capítulo da História do Brasil, de um sonho, de uma ideologia, de uma paixão. “Em Busca de Iara”. Não dá pra perder. Veja o trailer.

 

 

Caio F.

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Há 18 anos, o jornalista, dramaturgo e escritor Caio Fernando Abreu nos deixava. Na foto de Nem de Tal (acima), Caio lambe a cria. Estávamos eu, ele, Luiza Oliveira e Marco Antônio Lacerda vendo o primeiro número do Caderno 2 do jornal “O Estado de S.Paulo”, em abril de 1986, cria nossa. Para lembrar o grande amigo, você vai ver abaixo a crônica “Assim tipo Caio F.” que escrevi e que está está no e-book “The Book is on the Tablet” (editora e-galáxia, 2013).

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A primeira vez que vi Caio Fernando Abreu foi numa fotografia em branco e preto estampada na capa da Inéditos. A revista chegou de navio meio estropiada lá no meu cafofo da Rue de La Roquette, pertinho da Bastilha. Veio toda enroladinha, embrulhada num papel pardo porque era assim que seguiam as revistas nos anos 70 para se pagar pouco de correio, correio que andava arisco.

A manchete me chamou a atenção: “Eu sou o Ney Matogrosso da literatura brasileira”. Conhecia apenas alguns escritos deCaio Fernando Abreu, praticamente o Caio do Ovo Apunhalado e só. Guardei a revista por muitos e muitos anos até que um dia ela se esfarelou, se perdeu em meio a tantas e tantas mudanças.

Só voltei a ver Caio F. novamente em meados dos anos 80 quando ele chegou para trabalhar conosco no Caderno 2 do Estadão que preparávamos para lançar. Ele veio caladinho, sentou-se diante de uma Olivetti, puxou levemente os fios de cabelo e começou a folhear displicentemente o Caderno B do Jornal do Brasil, uma de suas paixões, vim a saber muito tempo depois.

Além da camisa imaculadamente branca com todos os botões fechados, inclusive o último lá de cima, o que mais me chamou a atenção foi aquele jeito de galgo que ele tinha. Magro, elegante, meio tímido, discreto, na dele. Não sei porque, a partir daquele abril de 1986 passei a enxergá-lo como um galgo mas nunca disse isso a ele. Tinha certeza que se dissesse, com certeza soltaria algo como: “Credo, eu não sou cachorro não…” e daria um sorrisinho maroto bem tipo Caio F.

Durante muito tempo ele escreveu crônicas – as tais Antenas – pra página 2 do nosso caderno e essas crônicas toda segunda-feira caiam nas minhas mãos pra serem copidescadas e publicadas na quarta. Confesso que nunca precisei copidescar coisa alguma, nunca precisei mudar uma vírgula sequer daqueles textos enxutos e impecáveis. Talvez uma única vez acrescentei um segundo g em Peggy Lee na crônica “Então vamos continuar dançando”.

Todas essas crônicas do Caderno 2 foram reunidas agora no livro A vida gritando nos cantos que a Nova Fronteira está colocando nas livrarias. Com muito prazer reli uma por uma de uma talagada só. Quando cheguei na última – “Por aquelas escadas subiu feito uma diva’’ – é que caiu a ficha. Naqueles anos existia um mundo  muito particular, um mundo tipo Caio F.

Era um tempo de chegar em casa com a cabeça cansada e colocar uma Nara básica, bem bossa nova, para ouvir baixinho na radiola. Era tempo de ouvir Cely Campelo e ler Hilda Hilst pra não cair, tempo do rock and roll do The Cure, dos Talking Heads, do Eurythmics, do Police, da Legião, do Cazuza e da Patife Band de Paulo Barnabé. Era tempo da irreverencia dos Mulheres Negras e do desbunde das Frenéticas, bonitas e gostosas.

Era tempo também da revista A-Z, de noitadas dark no Madame Satã, de uma comidinha no Ritz, de sorver Adélia Prado, Ana Cristina C. e Clarice Lispector até quase morrer. O tempo de Caio F. era um tempo de curtir a teoria punk  de Antônio Bivar, as tiradas de Mario Prata, de viajar ao som de Philip Glass e sentir o cheirinho bom daquele incenso vindo lá do Nepal. Era tempo de falar das amigos & amigas, conhecidos, conhecidas ou não. Marco Antonio de Lacerda, Marcio Penido, Nelson Pujol Yamamoto, Eduardo Dusek, Vicente Pereira, Vânia Toledo, Marildinha da WEA, Cecilia Thompson, Silvia Simas.

Era tempo de rasgar elogios a uma ovelha negra chamada Rita Lee e perguntar a Caetano Veloso: Existirmos, a que será que se destina? Era tempo de brincar com novas palavras que saiam da sua cabeça: Jacira, Naja, saia justa, lhama, nigrinha, perua e modelão. Era um tempo de andar pela avenida Paulista pensando na vida, na morte, de elogiar Luiza Erundina e acabar com Jânio Quadros e Fernando Collor de Melo.

Era tempo de rever sempre Marlene Dietrich, de descobrir Win Wenders, de ficar encantado com o Down by Law e de ouvir um velho blues de Bessie Smith no final da noite. Era um tempo formidável que Caio F. se perguntava: “Será que alguém ainda escreve cartas?” Isso há 25 anos! Era um tempo que acabou, que Caio F. chegava em casa e pensava com os botões de sua camisa imaculadamente branca coisas que muita gente hoje nem sabe o que significa. Tipo “é preciso virar a fita da secretária eletrônica”.

Nostalgia

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Quem se lembra do Exame de Admissão? Era um exame que se fazia para saltar o quinto ano primário. Passando no exame de admissão, você ia direto do quarto ano primário para o primeiro ano ginasial. Quem passou por isso, não se esquece deste livro nem desses nomes: Aroldo de Azevedo, Domingos Paschoal Cegalla, Joaquim Silva e Osvaldo Sangiorgi. Era a bíblia de quem não queria passar um ano inteiro fazendo o quinto primário.

[foto: Reprodução]

Bastidores

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Hoje, 8 da noite no Bar Sabiá, em São Paulo, o jornalista Jotabê Medeiros lança o seu primeiro livro, “O Bisbilhoteiro das Galáxias”. Jotabê, que escreve há 25 anos no Caderno 2 do jornal “O Estado de S.Paulo”, reuniu 50 histórias de bastidores das reportagens que fez sobre música e músicos. Histórias divertidas que vão de Bob Dylan a Roberto Carlos, de Iggy Pop a Zé Ramalho. Cotação: Ótimo.

[Bar Sabiá – Rua Purpurina, 370 – São Paulo]

Polêmica no ar

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O comercial da Friboi com Roberto Carlos que entrou no ar ontem, já causa polêmica. Tem que afirme que Roberto nunca foi vegetariano e há quem afirme que ele continua vegetariano, apesar de fazer propaganda de carne. A carne é fraca e a polêmica está na mesa. Veja o comercial.

 

 

Os Versos Satânicos

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Hoje está fazendo exatamente 25 anos que o aiatolá Ruhollah Khomeini ofereceu a recompensa de 3 milhões de dólares pela morte do escritor britânico de origem indiana, Salman Rushdie, por ele ter escrito o livro “Os Versos Satânicos”. 24 de fevereiro é um dia que Salman Rushdie, que hoje está com 66 anos, nunca tirou da memória.

[foto: Reprodução Internet]