Erraram feio

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Foi ao ar através do “Jornal do SBT” uma reportagem especial sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil, com erros assustadores. Entre eles, a informação de que as músicas “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil, “Alegria Alegria”, de Caetano Veloso e “Roda Viva”, de Chico Buarque, foram proibidas pelos censores da ditadura. “Aquele Abraço”, composta em parte na prisão, jamais teve um verso censurado. “Alegria Alegria”, que ganhou o quarto lugar no Festival da Record de 1967 também nunca foi censurada. O mesmo aconteceu com “Roda Viva”, que ficou em terceiro lugar no mesmo festival. O repórter deve ter se atrapalhado com as informações.

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[fotos: Reprodução TV] 

Na Pressão

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Dando uma espiada nas fotos que ilustram os últimos acontecimentos no Rio e em São Paulo, chega-se à conclusão que a capa do CD “Na Pressão”, de Lenine, nunca foi tão atual.

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Veja só!

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[fotos: Reprodução]

14 de Abril

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No dia 14 de abril de 1964, quinze dias após o golpe militar, o jornal “O Globo” chegava às bancas com essas notícias na primeira página, entre outras: “A revolução liberou a Guanabara, diz H.Beltrão”, “Darci Ribeiro fugiu com Cr$300 milhões”, “Amaral leva ao presidente eleito a certeza de que não haverá pressões dos partidos”. No alto da primeira página de “O Globo”, a manchete era a seguinte: “Sinos, sirenas e o Hino Nacional saudarão em todo o Brasil a posse de Castelo Branco”. Há cinquenta anos, direto do túnel do tempo.

[foto: Reprodução]

Circo

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Nos anos 70, o jornal “O Pasquim” era o ninho dos bambas do humor: Millôr, Jaguar, Ziraldo, Hubert, Reinaldo, Miguel Paiva e tantos outros. Nos anos 80, foi a Circo Editorial quem deu as cartas. Nas páginas dos gibis editados por Toninho Mendes, lá estavam os personagens de Angeli, Glauco, Laerte, os irmãos Caruso e traço fino e elegante de Luiz Gê  Luiz Gê. Toda essa turma está de volta, reunida num livro que conta toda a aventura de Toninho Mendes, que sempre acreditou nesse pessoal. É chegada a hora de matar a saudade da Rê Bordosa, do Meiaoito, dos Piratas do Tietê, do Geraldão, personagens que entraram pra história.

[foto: Reprodução]

Zaz!

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Para quem conhece a música francesa só de Charles Aznavour, Maurice Chevalier, Edith Piaf, Dalida, Charles Trenet ou Serge Gainsboug, é chegada a hora de conhecer Zas, a cantora francesa meio pop, meio rock, meio jazz, nascida em 1980. Com letras originais, seu novo disco – Recto Verso – lançado essa semana no Brasil é cheio de surpresas. “On Ira” não para de tocar nas rádios francesas, repetindo o sucesso de “Je veux”, do primeiro álbum. Vale conferir aqui. On Ira!

Sexo Frágil

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Minha mãe viveu num mundo que não é esse nosso em que vivemos hoje. Mãe de cinco filhos, tinha todos os dias a casa pra arrumar, os filhos pra cuidar, a roupa pra lavar, passar, o almoço pra fazer. Não havia leite em caixinha, arroz parabolizado ou feijão pré-cozido. Ela tinha de ferver o leite todos os dias porque senão azedava. Tinha que separar os marinheiros do arroz – para quem não sabe, marinheiro é aquele arroz com casca – e tinha que tirar as pedras do feijão. Para quem não sabe, o feijão não vinha limpinho como hoje, vinha cheio de pedras.

Minha mãe não era muito de leitura não. Eu me lembro dela lendo um livro chamado A Filha do Diretor do Circo, da Baronesa F. Von Brackel e as obras de Alberto Campos, de quem ela era fã. Nunca soube do que se tratava aquele livro A Filha do Diretor do Circo. Ela não contava nada pra gente e sempre lia à noite, depois de rezar sua novena e apagar a vela.

Para ler o livro da Baronesa F. Von Brackel, minha mãe sempre tinha uma faca ao lado. Não que fosse um livro policial ou para se defender. Assim que ela acabava uma página, pegava a faca para abrir a página seguinte, que vinha sempre colada. Sem muito cuidado, ela metia a faca na Filha do Diretor do Circo e depois de liberada, começava a ler.

Com as obras de Alberto Campos era diferente. Aquilo era para ela uma verdadeira Bíblia do futuro. Cada parágrafo, ela parava, refletia, e chamava as filhas.

Era um tempo em que mulher não dirigia automóvel, nem empresa alguma. Mulher, quase nenhuma, trabalhava fora. Eram poucas nas universidades e num boteco tomando cerveja, nenhuma. Zero! Mulher não saia sozinha à noite, não ia a campo de futebol, não trocava pneu, não conseguia trocar uma lâmpada, nem abrir o pote de geleia. Mulher só comprava absorvente na farmácia, já embrulhado, pra não passar vergonha ali no balcão.

Nem mesmo nesses tempos de Google e pesquisas avançadas, consegui achar os livros de Alberto Campos que ela lia e nos chamava a atenção. Fazendo uma pesquisa profunda, desconfio até mesmo se seriam de Alberto Campos aqueles livros que ficavam em cima do criado mudo. Mas ela sempre citava seu nome e quando chamava minhas irmãs, falava:

– Venham ver o que Alberto Campos está dizendo!

Ela ia contando o que estava escrito e acabara de ler. No futuro, a mulher ia dirigir automóvel! Não somente dirigir mas veríamos também mulheres trabalhando como motorista de táxi. Segundo minha mãe, ele contava que lá pelo ano 2000, a mulher ia ser totalmente independente. Ia trabalhar fora, ganhar o seu próprio dinheiro, tomar cerveja com as amigas no boteco, sair desacompanhada à noite, ir ao campo de futebol  e até mesmo decidir sozinha que modelo de geladeira, de liquidificador ou de fogão comprar.

Minha mãe ficava muito assustada com aquelas palavras mas não duvidada, em momento algum, daquilo que acabara de ler. Dizia para as minhas três irmãs que elas precisavam estudar muito, fazer faculdade, ganhar dinheiro, ser independentes para nunca precisar pedir dinheiro ao marido. Se não, estavam perdidas. Ao ler Alberto Campos, minha mãe, de repente, virou uma espécie de Beth Friedmam, meio Chiquinha Gonzaga.

Ela percebeu que não estava errada quando o meu tio rico voltou de uma turnê pela Europa, que incluiu Moscou e Stalingrado, quando São Petersburgo ainda se chamava Stalingrado. Ele veio contando que viu em Moscou, mulheres garis varrendo a Praça Vermelha, mulheres policiais na porta do Kremlin e mulheres dirigindo trens na estação Lubyanka do metrô.

Eram as palavras de Alberto Campos se concretizando. Ela não se espantou nem um pouco e disse ao meu tio rico, que já previa isso desde que começou a ler aqueles livros. Hoje, sinceramente, gostaria que minha mãe estivesse aqui conosco, orgulhosa de ver suas três filhas – uma advogada, uma psicóloga e outra professora –  além de um punhado de netas, todas elas jogando no ataque de um time que poderíamos chamar de Independente Futebol Clube.

[Crônica da semana publicada no site da revista Carta Capital]

http://www.cartacapital.com.br

Goleada

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O dia 11 de abril não vai sair nunca da memória do povo de Samoa Americana. Foi no dia 11 de abril de 2001 que a sua seleção de futebol entrou em campo para enfrentar a Austrália, partida válida pelas eliminatórias da Copa de 2002. Samoa, uma ilha lá na Polinésia, tinha jogadores como Nicky Salapu, Lisi Leututu, Soe Falimaua e Lavalu Fatu, o que não quer dizer nada. Resultado: 31 a 0 para a Austrália. Só o jogador australiano, Archie Thompson fez 13 gols na partida. Foi a maior goleada da história das eliminatórias. Se você tiver paciência pra rever os 31 gols, eles estão aqui.

 

Nicky SalapuDF4Lisi LeututuSubstituído após 50 minutos de jogo 50’DF5Soe FalimauaDF7Lavalu FatuDF8Sulifou FaalouaDF9Travis SinapatiMF13Sam MulipolaMF15Pati FeagiaiFW16Ben FalanikoSubstituído após 84 minutos de jogo 84’GK18Tiaoali SaveaMF20Young Im MinSubstitutos:FW17Darrell IoaneEntrou em campo após 84 minutos 84’MF19Richard MarikoEntrou em campo após 50 minutos 50’GK16Raymond DaleTécnico:Tunoa Lui