Diário da Copa 19

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[São Paulo 30.06.14 Segunda]

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Não foi um domingo fácil para quem torceu pelos hermanos. Não foi fácil ver o México do querido Ochoa segurar o jogo contra a Holanda até os minutos finais e, nos minutos finais, ver aquela seleção que já foi chamada de Laranja Mecânica e Carrossel Holandês, virar o jogo e mandar os mexicanos pra casa. Não tem tristeza maior ver o juiz apitar o fim do jogo e ver latino-americanos chorando no gramado. Mas Copa das Copas é isso mesmo, emoção, alegria e tristeza, a cada minuto.

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Como se não bastasse o sofrimento para quem torceu pelo México, ainda tinha a Costa Rica enfrentando a Grécia. A Costa Rica me parecia a favorita, claro, despachou três campeões mundiais e não seria a Grécia que mandaria seus jogadores de volta a San José. Mas não foi nada fácil. Até os 30 minutos do segundo tempo, cai na real que, finalmente, a Copa das Copas teria um jogo ruim, chato, monótono. Costa Rica e Grécia mais parecia um jogo amistoso pela paz. A Costa Rica foi levando a vitória mas eis que de repente os gregos marcam um gol no finalzinho e mudam a história do jogo. Nesse momento passei da ESPN para a Globo e, confesso, que o jogo na Globo estava bem mais animado. Não sei se pela narração do Cléber ou se pelo áudio do estádio que estava mais alto e mais empolgante. Quando o jogo foi pra prorrogação, pintou um post da Dilma Bolada: “Quanto mais jogo, melhor. Quanto mais jogo, menos Domingão do Faustão”.

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NOTÍCIA DO DOMINGO SEM A MENOR IMPORTÂNCIA

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O UOL, NA TORCIDA CONTRA

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ONDE ANDARÁ?

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O jornal francês “Libération” publicou no final de semana uma longa reportagem sobre a mídia ninja, que anda meio esquecida por aqui.

[foto: Ludovic Careme]

 

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Hoje é dia de França e Nigéria, 13 horas, em Brasília, e de Alemanha e Argélia, 17 horas, em Porto Alegre. Quem vai vencer? Europeus ou africanos? Allez les bleus!!!

 


Diario da Copa 18

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[São Paulo 29.06.14 Domingo]

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Nem é preciso dizer que foi um sufoco. O Jornal Nacional já disse umas 200 vezes. O que me impressionou depois do jogo, foram os urubus que voltaram a sobrevoar as redes sociais. Li coisas do tipo: “Ganhar com uma bola na trave é uma vergonha”, “Acho que o Chile merecia ganhar”, “Estou envergonhada com essa seleção” e “Temos a pior seleção da Copa”. Sim, o Brasil estava irreconhecível em campo. Neymar me fez lembrar de Ronaldo naquela decisão com a França em que perdemos por 3 a 0. Já sabia que depois do jogo, Julio César seria chamada 300 vezes de herói. E foi mesmo. Olha só a cara de felicidade dele.

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Que venha a Colômbia! A Colômbia que despachou os uruguaios num jogo mil vezes melhor que Brasil e Chile. Vi de perto, são simpáticos os colombianos, mas precisamos ganhar. Nem que seja com uma bola na trave no último pênalti.

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Colombianos fazem a festa na Savassi, em BH.

 

RIR É O MELHOR REMÉDIO

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NOTÍCIA SEM A MENOR IMPORTÂNCIA

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[UOL]

 

BRASIL E CHILE, BY GOOGLE

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NEM TUDO SÃO FLORES PRO UOL

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NOTA ZERO PRA QUEM VAIOU O HINO DO CHILE

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Diário da Copa 17

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São Paulo 28.0614 Sábado

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Ontem foi uma espécie de Day After. Sem Copa, teve gente perdido, sentindo falta daqueles hinos à uma da tarde, planejando o amanhã, quando Brasil e Chile entram no Mineirão num jogo mata-mata. As piadas sobre Suárez continuaram nas redes sociais, mais amenas e mais sem graça. Muita gente achando que a punição da Fifa foi exagerada demais. Enquanto o jogo Brasil X Chile e Colômbia X Uruguai não chega, dê uma olhada na foto que abre este Diário da Copa. Na periferia de Lima, no Peru, uma mulher costura uma bola de futebol para ganhar um dinheirinho a mais. A foto é de Enrique Castro-Mendivil, da Reuters.

Agora ouça o depoimento desta mulher. Que lição Dona Maria Sueli dos Santos, catadora de material reciclado, de 54 anos, nos dá.

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SUGESTÃO

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MEMÓRIA

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TORCEDORES

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Um belga…

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… e alguns mexicanos.

 

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Vamos lá, Brasil!

 

 


Diário da Copa 16

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São Paulo 27.06.14 Sexta

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Com trabalho fora, confesso que nessa quinta vi os quatro jogos da Copa, em pequenas parcelas, em doses homeopáticas. Comecei no meu escritório, passei pela sala da minha casa, pela portaria do meu prédio, pelo carro da Editora Trip, pelo aplicativo da Copa e por uma TV ligada na Band num boteco da Lapa. Mas cheguei em casa a tempo de ver o gol que classificou a Argélia para as Oitavas de Final. Como sofri durante aqueles vinte minutos finais com o bombardeio russo. Sei que respirei aliviado. Foi uma tarde de jogos estranhos. A Bélgica despachou a Coréia do Sul, Portugal de Cristiano Ronaldo despachou Gana e, por fim, adorei o que li no Face.

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Enquanto o “Jornal Nacional” mostrou, numa longa matéria, que a imprensa estrangeira que estava criticando a Copa no Brasil, prevendo o caos, agora faz elogios, sem citar a imprensa brasileira, a “Folha de S.Paulo” e “O Globo” foram buscar nos cientistas políticos estrangeiros a explicação que queriam: É normal criticar um mega evento antes dele começar e elogiar depois que começa. Depois reclamam que estão vendendo pouco jornal.

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Lembra daquela capa da “Veja” dizendo que os estádios só ficariam prontos em 2038? E aquela manchete do “Estadão” dizendo que com a ajuda do PCC, os black blocks iriam barbarizar durante o Mundial? Pois é, essa mesma imprensa agora faz enquetes em seus sites para saber qual é a arena mais bonita da Copa 2014.

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DOIS TORCEDORES AFRICANOS

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Um nigeriano…

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… e um argelino.

 

CAPA DA COPA

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A revista semanal inglesa pergunta se a Copa 2014 no Brasil será a última.

 

BOLA CHEIA

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A Itália foi eliminada da Copa, mas um craque saiu com a bola cheia: Mario Balotelli.

 

 


Conto do Vigário

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Jornalista de sorte sempre está no lugar certo e na hora certa. Faltavam vinte minutos para as oito da noite quando entrei naquele avião branco e laranja da Gol com destino a Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Fazia muito frio, uma corrente de vento vinha lá de fora, de uma São Paulo cujos termômetros marcavam 13 graus na Avenida dos Bandeirantes.

As pessoas foram entrando cheias de sacolas, arrumando um pacote aqui, outro ali, no lugar reservado para as bagagens de mão. Através da janelinha oval, vi um certo burburinho lá fora, ao pé da escada que leva os passageiros até a aeronave. Uns fotografavam, uns faziam selfie, outros pediam autógrafo. No meio do buchicho, muito simpático e sorridente, ninguém mais, ninguém menos que Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco. Pelo menos, era a cara dele.

Eu tinha lido na edição de sexta do jornal La Repubblica que o papa Francisco tiraria mesmo alguns dias de folga, aproveitando o início do verão, que não é brincadeira pros lados do Vaticano. Imaginei que iria pra Castel Gandolfo descansar, nunca para Porto Alegre.

Apesar da neblina lá fora, vi Francisco subir bem devagar os degraus e, de repente, entrar no avião. Cumprimentou as comissárias de bordo e com uma pasta de couro na mão, foi caminhando pelo corredor. Passou pelas poltronas de número 1, 2, 3… e foi chegando bem perto de mim, que estava na 6B. Ele conferiu o número do seu assento no ticket de embarque e começou a instalar-se ali, bem ao meu lado.

Cara de sorte, sou eu! Pensei.

Sim, Francisco sentou-se na poltrona 6A, a da janela. Esperei que ele se acomodasse pra puxar conversa, fazer a primeira pergunta. Não sabia se o chamava de Papa, Vossa Santidade, Santíssimo Padre ou simplesmente Francisco. Mas, como jornalista, não poderia perder aquela chance que caiu do céu.

– Vai pra Porto Alegre? Perguntei.

Num português correto, apenas com um leve sotaque, ele respondeu.

– Sim, aproveitei os dias de folga para ver o jogo Argentina e Nigéria.

Lembrei que o papa é chegado numa bolinha e emendei a conversa.

– Está gostando da sua Argentina?

– A seleção não está mostrando todo o seu potencial. Mas nós temos Messi e quem tem Messi, tem Deus.

– Viu os primeiros jogos do seu país?

– Sim, vi pela televisão. Não foi fácil passar pela Bósnia-Herzegovina e pelo Irã. Mas o que importa é que ganhamos.

– E o Brasil, o que tem achado?

– Na minha opinião, vai pra final com a Argentina.

– Mexeria no nosso time, Francisco?

A essa altura já estava chamando o papa de Francisco, que respondia tudo com muita presteza.

– Tiraria o Paulinho. Ele não tem feito grandes coisas, está encabulado, meio perdido em campo.

– O que achou da eliminação da Espanha e da Inglaterra?

– Ninguém é invencível, meu filho. Ninguém é forte o suficiente para nunca cair. Mas saberão levantar novamente, com certeza.

– O que acha daquele movimento que dizia que não teríamos Copa?

– As pessoas estão inquietas, algumas insatisfeitas. É normal, nesse mundo conturbado em que vivemos. Mas tinha certeza que assim que começasse o jogo Brasil e Croácia, todos os olhos estariam voltados para o grande espetáculo que é o futebol.

– Fica no Brasil até o final da Copa?

– Não posso. Depois de Argentina e Nigéria, passo dois dias em Buenos Aires para rever parentes e velhos amigos. Depois volto direto para Castel Gandolfo, pois tenho alguns compromissos de verão e um encontro marcado com Bento XVI.

As luzes se apagaram, o papa virou de lado, deixando claro que queria dar uma cochilada. Quando a aeromoça avisou que poderíamos usar nossas engenhocas em modo avião, comecei a digitar essa entrevista pra enviar rapidinho pra CartaCapital.

Não é todo dia que a gente encontra um Papa, um Felipão ou coisa parecida, num voo assim da Gol. E eu não poderia perder um furo como esse, não é mesmo?

 

[Crônica semanal publicada no site da revista Carta Capital]

http://www.cartacapital.com.br

[foto: Reprodução Internet]


Diário de Bordo

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São Paulo 26 de junho de 1997

Quatro horas da madrugada o telefone tocou anunciando o nascimento da Flora. Flora Villas Carvalho! A menininha nasceu em Belo Horizonte de parto normal. Veio ao mundo pesando 3 quilos 520 gramas e medindo 49 centímetros. Resumo da ópera: Virei avô no meio da madrugada, de uma hora para outra. Estamos muito felizes. Acordei a Paula, a Maria Clara e a Marilia pra dar a notícia. Elas ficaram na maior alegria, querendo ir pra BH conhecer a sobrinha. Na primeira hora da manhã comprei uma passagem pela TAM pra ir ver minha netinha querida. Não vejo a hora de conhecer a Flora. Está chovendo muito em SP mas lá vou eu, avô de primeira viagem.

[Assim registrei nos meus diários o nascimento da minha primeira (e por enquanto, única) neta, que hoje completa 17 anos]  

FLORA HOJE

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[fotos: Álbum de Família]


Diário da Copa 15

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São Paulo 26.06.14 Quinta

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A tarde começou com um país dividido. Enquanto uns torciam pela América do Sul, apesar da rivalidade com os argentinos, outros torciam pela África, representados pelos nigerianos. Que países são esses? A Argentina de Maradona, Borges, Cortázar, Gardel, Piazzola, Peron, muita gente conhece. Mas a Nigéria, pouco falada aqui, é um país distante do nosso. Foi na Nigéria que Gilberto Gil buscou inspiração para o disco Refavela, gravado no final dos anos 1970. Quem não se lembra de Gil cantando “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”? Foi na Nigéria que nasceu o maior representando da música afro-beat: Fela Anikulapo Ransome Kuti, o Fela Kuti (na ilustração), morto em 1997. Vi alguns shows dele em Paris, que nunca me sairam da memória. Até hoje, é um orgulho nacional. A seleção nigeriana perdeu dos argentinos mas segue na Copa. O fato de ter conseguido fazer dois gols no time de Messi, é histórico. Os argentinos, em primeiro no grupo, partiram pro abraço.

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Um torcedor argentino, num flagrante de Kai Pfaffenbach, da Reuters.

 

OLÉ! O TORCEDOR MAIS FANÁTICO DA ARGENTINA

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A vitória da Bósnia-Herzegovina, que acabou de derrubar o Irã por 3 a 1, vi apenas piscando a TV de tempos em tempos, já que naquele 3 a 2 de Argentina e Nigéria poderia sair gol a todo momento.

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Ai começou França e Equador. Bem que poderia torcer por nossos hermanos mas sempre torço pela França. Nunca vi um time perder tanto passe, tanto chute e gol e atrasar tantas bolas para o goleiro equatoriano. Mereceu ficar no zero a zero. Segue adiante e vai enfrentar a Nigéria de Fela Kuti, o mago do afro-beat. Enquanto os argentinos encaram a Suiça, que ganhou de Honduras por 3 a 0. A Suíça é um país conhecido por seus queijos, bancos, canivetes, relógios e chocolates.

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Ah, que vontade que dá de ver os suiços mandando os argentinos pra casa…

 

A COPA NUM CLICK

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No Vaticano, guardas suiços aproveitam a calma para ver um jogo da Copa, num flagrante de Alessandro Bianchi, da Reuters.

 

A COPA DA VIRADA 

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O CRAQUE QUE TOCA SETE INSTRUMENTOS

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[foto: Ueslei Marcelino/Reuters]

 

MEMÓRIA

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1970





Diário da Copa 14

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São Paulo 25.06.14 Quarta

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Copa das Copas tem até vampiro ao vivo e em cores. Tem uma grande virada da imprensa, que abandonou completamente qualquer vestígio do tal #naovaitercopa. Não vai mais ter copa para as supercampeãs Espanha, Inglaterra e Itália, que hoje acabou caindo para o Uruguai do José Mujica.

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Foi um começo de tarde magro em gols. Apenas um do Uruguai e nenhum no jogo entre Costa Rica e Inglaterra. Mas o final de tarde prometia. Sofri vendo a Costa do Marfim voltando pra casa aos 90 minutos com um pênalti muito estranho. Não merecia. Torci pra Colômbia e venci de goleada. A torcida colombiana, que conheci de perto em Belo Horizonte, é só alegria. Acho que torci pra torcida.

A Copa das Copas continua dando o que falar. O líder do movimento de maio de 68, Daniel Cohn-Bendit, que está no Brasil vendo alguns jogos, gravou um vídeo pro jornal francês “Libération” acabando com a FIFA e fazendo um discurso de mais ou menos um mês atrás. Disse que o Brasil está baixando a cabeça pra FIFA, que os estádios custaram muito caro e blá blá blá…

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Para “Le Rouge”, essa não é a Copa dos brasileiros.

 

A PIADA DO DIA  

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NOSTALGIA

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A gente colava essas figurinhas com goma arábica.

 

UM TORCEDOR GREGO

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[foto: Kai Pfaffenbach/Reuters]

 

CAPA DA COPA

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Para quem acompanha a Copa pelo radinho de pilha, uma edição especial da revista inglesa “Radio Times”.

 

A COPA EM SEIS CLICKS

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O jogador alemão Miroslav Klose, visto pelo fotógrafo Mike Blake, da Reuters

 


Diário da Copa 13

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São Paulo 24.06.14 Terça

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Difícil nós, latino-americanos, não torcermos pelo Chile, mesmo querendo ver um espetáculo alaranjado. Aguentamos até onde deu. Depois do um a zero, jogo perdido, o jeito foi torcer pela Holanda, uma das muitas sensações dessa Copa das Copas. Enquanto isso rolava Espanha e Austrália e, para ser bem sincero, nem me lembrei desse jogo, hoje tão importante quanto um Tupi e Vila Nova lá em Juiz de Fora. Sei que a tarde começou assim, como se fosse uma obra de Mark Rothko.

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Quando começou Brasil e Camarões, confesso que nos primeiros minutos, acreditei que o Brasil daria uma de Holanda. Começou atacando, correndo, levando perigo ao gol camaronês. Mas a alegria durou pouco. Apesar do um a zero meio rapidinho, veio o gol de empate e quase um dois a um para Camarões. Mas se os argentinos tem Messi, nós temos Neymar, o homem-show, o homem-gol. Dois a um, três a um, quatro a um! E a grande surpresa foi Fernandinho, espero que agora, titular. Foguetes estouraram e o prédio em frente ao meu era cem por cento Brasil. Nas bandeiras dependuradas nas janelas e no grito. Quando lá no Recife, os croatas marcaram o primeiro, depois dos chilenos marcarem três, respiramos aliviados. Nosso próximo adversário, sábado que vem no Mineirão, não serão os holandeses.

O CRAQUE VISTO PELO “LE MONDE”

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A PIADA DO DIA

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A COPA NUM CLICK

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[foto: Ricardo Moraes/Reuters]

TRÊS TORCEDORES

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Coréia do Sul

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Bósnia-Herzegovina

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França

AS CAPAS DO #naovaitercopa

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OUÇA O NOSSO HINO

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https://www.facebook.com/photo.php?v=812398385437879

 


Diário da Copa 12

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São Paulo 23.06.14 Segunda 

Queria ser uma mosquinha dessas bem pequenininhas para sobrevoar redações. Redações dos três principais jornais do país, só pra ver o sorriso amarelo daqueles que fizeram os títulos profetizando o caos. Não íamos ter arenas, não íamos ter aeroportos, não íamos ter hotéis, não íamos ter transporte. Enfim, não íamos ter Copa. A “Folha de S.Paulo” anuncia que os jornais estrangeiros reconhecem que os jornais brasileiros exageraram na cobertura pré-Copa. Pois é. Quem ainda se lembra de uma notícia como esta? Quem escreveu tal notícia? O autor! O autor!

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O domingo começou com uma vitória apertada da Bélgica sobre a Russia, num Maracanã em festa. Uma piada surgiu rapidinho nas redes sociais, afirmando que vários belgas foram presos logo após o jogo.

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Estava preparado para o segundo jogo, Argélia e Coréia do Sul. Como acompanhei a torcida argelina em Belo Horizonte, dei entrevista no aeroporto de Confins pra TV de Argel, garantindo que era pé quente e que a Argélia iria pra segunda fase, só podia mesmo torcer pra eles. Quando fez três a zero, postei o grito de guerra deles, com sotaque e tudo mais: “On tu tri, Vive l’Algerie!” Depois veio o três a um, a pressão coreana, o alívio com o quatro a um e o sufoco novamente com o quatro a dois. E fim de jogo. Depois de 32 anos sem uma vitória em Mundial, eis que a Argélia enfia quatro na Coréia do Norte. O dono daquela lojinha no Mercado Central de Belo Horizonte, que fotografei no início da semana deve estar feliz da vida.

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Ai veio Portugal e Estados Unidos. Com um tiquinho de sangue lusitano nas veias, não tinha dúvidas para quem torcer. Um joguinho meio chato, emocionante apenas aos 95 minutos quando veio o dois a dois e aquela chama (praticamente apagada) de Portugal sobreviver na Copa. Que tristeza. E o jornal “A Bola” saiu com esta manchete.

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A COPA EM UM CLICK

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O fotógrafo da Reuters flagrou o goleiro inglês Joe Hart no fundo da rede.

FALA, LEITOR!

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[Folha de S.Paulo/23.06.14]

SHOW DE BOLA DO GOOGLE, MUDANDO O SEU LOGOTIPO TODOS OS DIAS

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QUEM DIRIA?

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Os alemães, acostumados a beber Dab, Beck’s, Paulaner e Erdinger, estão encantados até mesmo com a nossa Itaipava.

A CAPA DA COPA

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Sei não. Estou desconfiado que os portugueses estão brincando com os nossos adversários de hoje. Dá só uma espiadinha acima na capa da “Time Out Lisboa” desta semana.

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Bem, só nos resta dizer: Que venham os camarões! Vamos lá, Brasil!

 


Diário da Copa 11

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São Paulo 22 Junho 14 Domingo

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Os jogos de sábado nem eram assim tão emocionantes, quando fui checar no aplicativo da FIFA. Mas como essa é a Copa das Copas, de emoção a cada jogada, lá estava o Irã (quem diria?) colocando em risco a classificação da Argentina. Mas quem tem Messi (foto) tem gol aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. O Mineirão estava mais azul do que em dia de jogo do Cruzeiro e nós tivemos que engolir os argentinos, lembrando uma frase do velho Zagalo. Ouça o gol de Messi narrado pelo locutor iraniano:

http://www.ole.com.ar/mundial-2014/mejor-dia_3_1160913951.html

Ai veio o segundo jogo e quem estava em campo era ela.

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Soltinha da silva, colocando inclusive Gana durante alguns minutos na frente da toda poderosa Alemanha. Não dá pra perder um só jogo, um só lance. Estou desconfiado que até o jogo das desclassificadas Espanha e Austrália vai ser um jogão. Depois ainda teve Nigéria e Bosnia Herzegovina com jogadas de arrepiar até o último minuto.

A CARICATURA DO DIA 

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[Pataxó]

A PIADA DO DIA

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[The Piauí Herald]

REFRESCANDO A MEMÓRIA

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CAPA DA COPA

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[Zeit Magazin/Alemanha]

OLÉ

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O jornal argentino em cima do lance.

 


Diário da Copa 10

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São Paulo 21 Junho 14 Sábado

galo frances

 

Sei que muita gente odeia a França, torce contra, quer que perca, que saia logo da Copa. Confesso que não só gosto da seleção azul, vermelha e branca, como torço sempre por ela. Como hoje, durante 90 minutos contra a Suiça. Fui gostando dos gols e queria mais, uns seis ou sete. Talvez pela primeira vez torci por um zero a zero no jogo Honduras e Equador, só pra ajudar a França a se classificar por antecedência. Não teve jeito. No final, pensando bem, gostei de ver a vitória equatoriana, aquela alegria toda. Talvez tenha meus motivos pra torcer pro time do Benzema. Morei em Paris durante os anos de chumbo, me formei e tive dois filhos que nasceram por lá. Não sei se vou torcer até o fim. Se der Brasil e França na final, de novo, mudo de opinião. Agora emocionante mesmo foi ver a Costa Rica derrubar os italianos e mandar os ingleses pra casa. Que zebra! Quando alguém fala da Costa Rica me vem sempre aquela imagem de um folheto de agência de viagem que tem, invariavelmente, um sapinho verde e amarelo espiando a gente com aquele olhar meio malandro.

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Sim, esse ai. Mas, pensando bem, é hora da gente procurar aprender mais sobre esses nossos hermanos. Não ficar apenas sabendo que a capital é San José, que tem mais uma população de mais de quatro milhões de habitantes, que o presidente chama-se Luís Guillermo Solís e a moeda é o colón costariquenho. Vamos lá, pra frente Costa Rica!

AS SEMANAIS COM A COPA NA CAPA

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DERRUBANDO AS PREVISÕES

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[do UOL]

A COPA EM TRÊS CLICKS 

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A alegria dos jogadores da Costa do Marfim depois de um gol.

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Suiços após o jogo com o Equador.

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Uruguaios comemoram um gol contra a Inglaterra.

A IMPRENSA FRANCESA COMEMORA OS 5X2

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O jornal francês “L’Équipe” deste sábado.

[clique nas fotos para ver melhor]

Domingo é dia de futebol. Hoje tem Argentina e Irã em Belo Horizonte, Alemanha e Gana em Fortaleza e Nigéria contra a Bósnia-Herzegovina em Cuiabá. #vaitergol

 

 


O goleiro

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Desgraçado é o goleiro porque até onde ele pisa não nasce grama. Quando li o título dessa reportagem na revista Realidade, lá nos anos 1960, pensei com as minhas chuteiras: Esse cara sou eu!

Tinha eu pouco mais de 14 anos de idade quando faltou o goleiro naquele final de campeonato entre o Colégio de Aplicação e o Colégio Estadual e eu assumi o posto. Troquei minha camisa azul por uma preta de manga comprida, com o número 1 nas costas. Coloquei cotoveleiras e joelheiras e lá fui eu ficar debaixo daquele travessão.

O jogo terminou zero a zero, foi pro pênaltis e, como segurei dois, assustadíssimo, fui nomeado imediatamente goleiro oficial do Colégio Arnaldo Futebol Clube.

Voltei pra casa até achando mesmo que era um bom goleiro pelo fato de ter conseguido segurar aqueles dois arremessos que foram parar no canto esquerdo e eu também.

O lugar do goleiro no campo era muito especial, e a reportagem da Realidadeestava certa. Não nascia grama onde o goleiro passava os noventa minutos, andando pra lá e pra cá acompanhando onde estava a bola.

Eu tinha medo de ser goleiro, mas fui em frente. Medo de deixar escapar a bola e sofrer um frango homérico, fazendo o meu time perder e ser desclassificado. No paredão da minha casa, ficava chutando a bola de couro marrom e defendendo como se fosse um Gilmar, um Castilho, um Manga.

Goleiro usava apenas camisa preta de manga comprida, o número 1 nas costas, cotoveleiras e joelheiras, bem do jeitinho que me vesti para aquele jogo da morte no Colégio Arnaldo.

Mas eis que meu dia chegou. Organizamos um pequeno torneio no bairro do Carmo, cujas partidas seriam realizadas no campinho de terra da casa do Doutor Asplênio. O campo era só terra e pedrinhas e o gol era engraçado, três pedaços de pau, não tinha rede, não tinha nada.

A essa altura do campeonato, já tinha convencido minha mãe a ir comigo até O Mundo Colegial e comprar um uniforme completo de goleiro, inclusive uma sunga Big, que tinha um macaco no logotipo.

O primeiro jogo era entre a turma da Rua Rio Verde e a turma da Rua Grão Mogol. Todos a postos, eu ali debaixo daquele pedaço de pau, na maior expectativa do mundo. Jogou-se para o ar uma moeda e a saída ficou com a turma da Grão Mogol.

Pimenta era o que chamávamos na época de pereba. Driblava mal, cabeceava mal, finalizava mal. Seu chute era torto e fraco e raramente acertava o gol. Mas por falta de elenco ele estava ali naquele time, bem na hora H em que o juiz apitou o início da partida.

Guilherme apenas tocou na bola e Pimenta enfiou um bicudo que passou feito um foguete em cima da minha cabeça. Só não furou a rede porque não tinha rede. Confesso sinceramente que não vi a cor da bola.

Resultado: Cinco segundos de jogo, um a zero para a turma da Grão Mogol. Resisti bravamente, fui até o final do jogo e só sei que perdemos aquela partida, nem me lembro do placar final.

Saí do campinho cabisbaixo e decidido a nunca mais vestir aquela camisa preta com o número 1 nas costas. Percebi que, definitivamente, eu não tinha nascido pra Gilmar. Hoje, sinto que tampouco pra Guillermo Ochoa.

[Crônica da semana publicada no site da revista Carta Capital]

http://www.cartacapital.com.br


Tem Copa

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Não consigo entender como a capa do jornal “Lance” de hoje, que circula em SP, tem como

assunto principal, o jogador Kaká. A capa carioca (à direita) é, sem a menor sombra de dúvida,

muito melhor.

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… já a capa do jornal argentino “Olé” dá um show de bola.

[fotos: Reprodução]

 


Diário da Copa 9

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São Paulo 20 Junho 14 Sexta-Feira

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Em nove dias de Copa, já assisti a jogos de todas as maneiras possíveis. Na minha casa, em companhia de quarenta universitários, na tranquilidade do lar doce lar, deitado no tapete vermelho do aeroporto de Congonhas, no aeroporto de Confins, na casa da minha irmã no bairro do Sion em Belo Horizonte, num boteco na Savassi ao lado de enlouquecidos torcedores americanos, argelinos e colombianos, no apartamento de uma outra irmã também na Savassi, dentro de um táxi a caminho de Belo Horizonte, num radinho portátil em cima da pia de uma casa vazia e em reforma ao lado de pintores no bairro do Padre Eustáquio em Belo Horizonte e na casa do meu irmão, em Sabará. Mas a festa foi sempre a mesma. Ontem vimos a Colômbia derrubar a Costa do Marfim e seguir adiante, o pequeno Uruguai de José Mujica praticamente mandar pra casa os poderosos ingleses e Coréia e Grécia não passarem de um zero a zero. A uruguaia enrolada na bandeira azul e branca e roendo unhas nos minutos finais do jogo, no aeroporto de Confins, ficou na memória. Depois veio o alívio e a comemoração, enquanto um argelino a caminho de Porto Alegre e pra lá de Marrakesch, gritava: Oni, tu tri… Vive l’Algerie!!! Uma zorra total.

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A melhor da Copa foi, sem dúvida, a entrevista com o falso Felipão, dentro de um avião da ponte-aérea, em plena Copa. O jornalista Mário Sérgio Conti, acreditando que o ator de um programa humorístico da TV Globo era o verdadeiro técnico da seleção, não teve dúvida, fez a entrevista exclusiva, publicada nos sites da “Folha de S.Paulo” e “O Globo”.

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Pouco tempo depois, a primeira piada já estava circulando nas redes sociais: “Imagine se o Inri Cristo senta ao lado do Mário Sérgio Conti na ponte-aérea?” Os humoristas de plantão não perdem tempo. Meu Jesus!

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Pra terminar, é bom lembrar que o aeroporto de Confins estava tranquilo, tudo funcionando normalmente, o avião da Gol saiu no horário certinho e havia papel para enxugar as mãos nos banheiros. Só dois senões: A imagem do telão estava digitalizando e o bar do aeroporto não tinha Mate-Couro, o meu refrigerante mineiro preferido.

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Itália ou Costa Rica? Suíça ou França? Honduras ou Equador? Para quem vamos torcer hoje? A festa continua.


Diário da Copa 8

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Belo Horizonte 19 Junho 14 Quinta

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Uma Copa cheia de surpresas provisórias e algumas definitivas. Ver a Austrália na frente da Holanda, por exemplo. Imagine quantas mil vezes não se ouviu nesse país, enquanto estava aquele dois a um, que futebol é uma caixinha de surpresa. Mas alegria de pobre dura pouco. Percebeu-se isso quando o gigante acordou e virou o jogo. Ver o nosso vizinho chileno derrubar a poderosa Espanha, ai sim, confirmou-se a tal caixinha de surpresa. Depois foi só confirmar a inferioridade dos africanos e ver Camarões voltar pra casa, sem nem precisar jogar com o Brasil. Ainda em Belo Horizonte assistindo os jogos de casa em casa. Ora na casa de uma irmã, ora na casa da filha, ora num radinho portátil em cima de uma pia de cozinha coberta de plástico e latas de tintas para todos os lados, numa casa em obras. Os pintores ficaram na maior alegria em ganhar camisas da seleção brasileira, um oferecimento das Tintas Coral. A Savassi continua uma festa permanente, um mix de nacionalidades e de línguas como se fosse uma Torre de Babel. As camisas amarelas circulando pelas ruas da cidade, mesmo em dias em que o Brasil não está em campo. Hoje volto pra São Paulo. A festa ainda está longe de acabar.

QUEM VAI SER O MELHOR?

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Diário da Copa 6

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Belo Horizonte 17 junho 14 Quarta

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Odeio zero a zero. E não estou falando especificamente do Brasil zero, México zero. Tinha tanta raiva quando saia de casa numa quarta-feira chuvosa para assistir no Estádio do Independência um América e Metalurzina e o jogo acaba zero a zero, que achava justo devolver o dinheiro ou ir pra disputa de pênalti. Acho sem graça jogo zero a zero e continuo achando que devia ser proibido deixar o público pagante voltar pra casa sem ver gols. Ontem fui ao Mineirão ver Bélgica e Argélia. Eu torcendo pra Argélia e minha filha pra Bélgica. Foi um espetáculo, mesmo com a virada que fez minha Argélia perder o jogo. Pegamos o ônibus na Savassi, uma fila grande mas que andava. Fomos sentados, pagamos 15 reais ida e volta. Uma organização impecável. Uma caminhada até chegar ao estádio. Tudo funcionando bem, placas informando, o Mineirão nos esperando. Os banheiros limpos e o único ponto negativo foram os pontos de venda de refri (em Minas só se fala refri) e cerveja. Como eram lentos e desorganizados os vendedores. Cada troco que o cara tinha de dar, ele abria uma pochete e ficava procurando as notas de dois reais. Faltou treinamento, sem dúvida. O campo ficou lindo e lindo foi ver, por exemplo, um atleticano ao lado de um cruzeirense, sentados lado a lado (foto) na maior harmonia, torcendo pelo espetáculo. Saímos voando do campo a tempo de ver Brasil e México, aquele jogo que acabou zero a zero e que, acho eu, faz parte de uma Copa do Mundo. Depois veio Rússia e Coréia do Norte. Um jogão. Não torcia pra ninguém e ainda bem, o jogo acabou um a um e não zero a zero.

CLICKS DO MINEIRÃO

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[fotos: Alberto Villas/Marilia Villas]