Ah… o sábado!

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O sábado chegou. Apesar de um frila pela manhã, existe um dia inteiro pela frente. Uma tarde de inverno no sul do país que inspira ouvir música. Que tal bossa-nova. A pedida certa é a caixa da histórica com cinco vinis da gravadora Elenco, que está nas lojas. O box reúne cinco pérolas raras: “Vinícius & Odete Lara”, “Bossa Nova York”, “Caymmi visita Tom”, “Vinícius/Caymmi” (na boate Zum Zum com o Quarteto em Cy e o conjunto Oscar Castro Neves) e “Nara”. Enfim, a tardinha cai, o barquinho vai.

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Para acompanhar o som da bossa-nova, nada melhor que um livro de poesias de Millôr Fernandes: “Essa cara não me é estranha e outros poemas”, que está sendo editado pela Boa Companhia, galho da Companhia das Letras. São poeminhas do final dos anos 1950 e início dos anos 1960. O poema que dá nome ao livro diz o seguinte:

Vi meu amigo ao longe

E ele também me reconheceu

Nos aproximamos alegremente

E cada um arrefeceu

Eu vi que não era ele

Ele viu que não era eu.

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Revistas? Eu fico com a “TPM”, que tem uma boa entrevista com Marta, a melhor jogadora de todos os tempos…

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Fico também com a “Trip”, que tem uma ótima entrevista com o ator Lázaro Ramos, onde ele diz: “Frequentei culto do candomblé, meu avô era da Assembléia de Deus, minha mãe era espírita, e fiz catecismo na Igreja Católica. Se você perguntar qual minha religião, vou dizer que sou baiano”

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E fico ainda com a revista “Ciência Unesp”, que mostra na capa que a culpa é do sushi. O atum está sumindo do mapa, virando um panda, uma ararinha azul, um mico leão dourado. Corremos de ficar, além da água, sem o sushi.

Millôr

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Eu vivo lembrando das frases inesquecíveis do bom e velho Millôr Fernandes. Hoje, particularmente, eu me lembrei de uma: “Não sei porque brigam tanto por um Oriente que é apenas médio”.

Medida Certa

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Este é um protesto político e simbólico. Na região de Ratanakiri, no Camboja, um lavrador, cansado de ver suas terras invadidas por caçadores, resolveu posar para a jornalista Pha Lina, do “Phonom Penh Post”, enrolado em uma fita métrica, para denunciar os metros e metros de terra que ele já perdeu.

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Ando meio desligado

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Quem conseguiria viver hoje desconectado? Sem Internet, sem smartphone, desplugado de qualquer modernidade tecnológica? Um grupo de americanos está vivendo essa experiência na Califórnia, entre livros, revistas, palestras, meditação, jardinagem. E estão conseguindo. O resultado da experiência do grupo Digital Detox, saberemos um dia. Na foto, um flagrante de parte do grupo redigindo seu dia-a-dia, seus pensamentos, em velhas máquinas de escrever do século passado.

[foto Aurélien Dailly/We Demain]

Vidas Secas

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Não é de hoje que se fala do perigo do Planeta Terra sem água. Como não parecia ser um problema para hoje ou para amanhã, o mundo foi levando, empurrando com a barriga. Agora é chegada a hora. A falta de água está batendo na nossa porta. Na foto acima, um retrato dos dias que estamos vivendo. A foto foi feita por Oswaldo Rivas, da agência Reuters, na cidade de San Francisco Libre, na Nicarágua. Abaixo, o link de um artigo de Lúcia Rodrigues, do Viomundo. Ela faz um retrato do problema que, como disse, está batendo na nossa porta.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/as-aguas-e-os-tucanos-sabesp-segue-sanepar-e-privilegia-acionistas-em-detrimento-dos-consumidores.html

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Fina Estampa

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Quem mandou um manifestante sair às ruas de Paris, todo grã fino, pra protestar contra os bombardeios de Israel? Virou meme. Veja!

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[foto original Laurent Troud]

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Filé à Cubana

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Pratos somem da mesa, desaparecem do mapa com o andar da carruagem. Há três décadas não como um arroz de forno, daqueles tradicionais, com um franguinho desfiado por cima e cheio de petit pois. Na era do arroz de forno, chamávamos ervilha de petit pois.

Não sei quanto tempo faz que não como um olho de sogra numa festinha infantil. Lembra daquele docinho de coco amarelo com uma ameixa preta? Ele sumiu da mesa onde ainda resistem firmemente os brigadeiros.

Quem não se lembra daquele pavê feito com camadas de biscoito champagne? Quem não se lembra do manjar de coco com ameixas por cima. E do lombo de porco rodeado de abacaxi e pêssego em calda? Vai me dizer que não se recorda daquela gelatina cheia de cubinhos coloridos?

Pratos também saem da moda. Já foi moda – e chique – servir melão com presunto num jantar requintado para amigos Vips. Como já foi moda o estrogonofe, o arroz à grega, o coquetel de camarão e o canudinho de doce de leite.

Alguns pratos ficam na nossa memória, lá da infância. Não sei se vocês se lembram, mas eu me recordo como se fosse hoje de um pudim feito com pão velho, com uva passa e que, na minha casa, era servido com um fio de mel por cima. Naquele tempo não se falava “fio de mel” mas hoje é bacana. Como bacana é uma palavra antiga mas que voltou à moda.

Mas tem alguns pratos que a gente nem se lembra mais. Semana passada, andando pelo bairro de Pinheiros, aqui em São Paulo, bati os olhos num restaurante desses bem antigões que tinha um aviso na porta: “Hoje: Filé à cubana”. Confesso que a última vez que ouvi falar em filé à cubana, Fidel Castro ainda não tinha feito a sua revolução. É uma lembrança muito remota, de criança mesmo.

O filé à cubana era um prato muito comum em todos os restaurantes do centro da cidade. Era uma época em que não havia pratos individuais, a não ser o PF, que resistiu também bravamente esse tempo todo.

A família ia ao restaurante e pedia um prato só e ele dava pra todos e ainda sobrava. Lembro do meu pai perguntando ao garçom se aquele filé à cubana dava para os sete da família e o garçom, sempre com um bloquinho e uma toalhinha branca nas mãos, respondia.

– Sim, esse prato serve bem sete pessoas.

Claro que cheguei em casa e fui direto ao Google para saber o que é mesmo esse tal de filé à cubana. E encontrei várias receitas. Quando cliquei em imagens, lembrei imediatamente do tal prato. O filé à cubana que nunca mais tinha passado pela minha cabeça é aquele prato que vai um bife à milanesa, arroz, banana também à milanesa, batata palha, uma rodela de abacaxi e umas folhas de alface pra enfeitar.

Lembrei direitinho do prato que comíamos no centro de Belo Horizonte, geralmente aos domingos. Mas confesso a vocês que já fui a Cuba duas vezes, comi camarões deliciosos nos Paladares, tomei até Coca-Cola mexicana, mas não vi em restaurante nenhum uma placa escrito: “Hoy: Filé à cubana”. Acho que a moda passou.

 

[Crônica da semana publicada no site da revista Carta Capital]

http://www.cartacapital.com.br

[foto Maria Clara Villas]

Senta que lá vem história!

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Caiu na minha caixa postal, uma foto histórica feita em Havana, no ano de 1981. Da esquerda para a direita: Márcio Souza, João Ubaldo Ribeiro, Gianfrancesco Guarnieri e José de Souza Martins. Eles estavam em Cuba como jurados do Prêmio Casa das Américas. Reproduzo abaixo uma historinha deliciosa contada pelo professor José de Souza Martins:

‘’João Ubaldo fazia mágicas. No hotel em que os jurados do Prêmio Casa das Américas ficaram hospedados, na Ilha de Pinos, durante a leitura das obras a serem julgadas, após um jantar, distraidamente, diante de todos – e dos nossos acompanhantes oficiais e cicerones, que eram na verdade agentes do serviço secreto – cortou uma laranja ao meio e tirou de dentro dela uma nota de um dólar, ainda molhada do sumo. Os secretas arregalam os olhos. Tanto eles quanto nós queríamos saber qual era o truque. “Truque nenhum”, disse João Ubaldo. Cortou outra laranja e tirou de dentro outra nota de um dólar. Os secretas insistiam, mas ele apenas dizia: “Vocês estão perdendo dinheiro”, disse ele com um sorriso malando. “Aqui dólar dá nas laranjeiras” A agonia dos anfitriões – e a nossa! – só aumentava. Mais algumas laranjas e mais alguns dólares e fomos dormir. Os cubanos devem estar, até hoje, tentando descobrir como é que se tira dólares de laranja para não depender do dinheiros dos soviéticos, que era o que acontecia na época”.

[colaboração Cecília Thompson]

Minha casa, Minha vida

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No centro de refugiados da ONU, em Jabalia, um menino palestino que fugiu dos bombardeios em Beit Hanoun, no nordeste da Faixa de Gaza, posa para uma foto no saguão principal, aparentemente aliviado, depois de receber uma garrafa de água, um saquinho com biscoitos e um agasalho. Mais de 700 palestinos já morreram desde que começaram os bombardeios de Israel.

[foto Mohammed Abed/AFP]

Sexo!

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A revista francesa “Les Inrockuptibles” não é uma revista de mulher pelada. Nasceu como uma revista de rock, mensal e meio underground, nos anos 1980 e hoje é uma das publicações mais importantes de artes e espetáculos do país. Todas as semanas ela fala de música, cinema, teatro, literatura, artes plásticas, política e todos os novos movimentos que pipocam no cenário. Suas capas surpreendem a cada semana. A que saiu hoje, por exemplo. Um número especial sobre a sexualidade dos franceses. O porquê desse azul, abaixo, ilustrando esse post? Para lembrar que nos anos 60 e 70 no Brasil, revistas com “apelo erótico” vinham embrulhadas num saco plástico assim, azul.

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[foto Reprodução]

A fuga

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Ir pra onde? É isso que o povo palestino tem perguntado todos os dias. Com as ameaças de Israel de bombardear não importa quem, eles fogem, sem rumo. Se escondem. Fotógrafos internacionais estão registrando diariamente a luta de civis na faixa de Gaza. Luta pela vida. Abaixo, mais cinco desses flagrantes falam mais que mil palavras.

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[foto Ahmed Zakot/Reuters]

 

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[foto Finbarrr O’Reilly/Reuters]

 

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[foto Mohammed Salem/Reuters]

 

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[foto Mohammed Salem/Reuters]

 

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[foto Finbarr O’Reilly/Reuters]

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Retratos

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Retrato 1: Corpos se amontoam no Hospital Al-Shifa, em Gaza.

[foto: Mahmud Hams/AFP]

 

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Retrato 2: O corpo de um passageiro da Malaysia Airlines encontrado num campo de trigo em Donetsky, na Ucrania.

[foto: Alexander Khudoteply/AFP]

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Gazeta Esportiva

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Na ressaca da Copa, a revista “France Football” mostra na capa do número desta semana, dois náufragos do Paris Saint Germain; David Luiz e Tiago Silva.

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Numa festa patrocinada pela Nickelodeon, o ex-jogador David Beckhan e seus dois filhos mergulharam num líquido dourado, só pra se divertir. Realmente, o trio vale ouro.

[foto: Mario Anzuoni/Reuters] 

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