Hoje é sábado

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O sábado de frio no sul do país promete. Um bom dia para ouvir o segundo CD do Terno. Gosto deles desde que eram pequenininhos, tempo do primeiro disco, “66”. O segundo, que leva apenas o nome da banda, cresceu. São doze canções com letras contundentes de Tim Bernardes. Não queria falar aqui que ele é filho do Maurício Pereira, dos Mulheres Negras, mas falei. Gosto desse novo trabalho do início ao fim. Adoro músicas que começam assim: “Pare/Você não vê que está me torturando?/Pare/Não faça mal a quem sempre lhe fez bem”  (“Bote ao Contrário”) ou “Eu confesso/Que gosto das moças do bairro onde moro/Do estilo indie-hippie-retrô-brasileiro/Que habitam os bares e ruas daqui” (“Eu Confesso”). Enfim, sábado de frio e Terno.

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Quando entrevistei o físico Marcelo Gleiser, há alguns anos, e perguntei a ele qual era a revista científica que mais gostava, tinha certeza que responderia “The New Scientist”, “Science” ou “American Scientific”. Nada disso, ele respondeu: “A National Geographic”. Foi ai que comecei a prestar mais atenção na revista. O número de setembro da edição brasileira, que está chegando às bancas, tem um dossiê sobre comida no mundo, exemplar. Vale a pena ler e guardar.

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Para quem gosta de carro antigo, a Editora Abril está colocando nas bancas uma série de três revistas especiais. A primeira, sobre os carros dos anos 60, é um luxo só. Lá estão o Karman-Ghia, a Rural Willys, o Aero-Willys, o Dauphine, o Fusquinha, o DKW e muitos outros. Depois virão os carros dos anos 70 e 80. Para colecionador.

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Uma sugestão de filme: “O Mercado de Notícias”, com direção de Jorge Furtado, é um documentário sobre o jornalismo atual, que vale por muitas e muitas aulas de uma boa faculdade. Com depoimentos de treze jornalistas, entre eles Geneton Moraes Neto, Mino Carta, Bob Fernandes, Paulo Moreira Leite, Renata Lo Prete, o filme nos faz pensar sobre o começo, o meio e o fim do jornalismo. Dois episódios em particular, são destaque: O episódio da bolinha de papel na cabeça do então candidato a presidência da República, José Serra, e a história do “quadro” de Picasso numa agência do INSS em Brasília, que o jornal “Folha de S.Paulo” bancou e só deu o “erramos” dez anos depois. Implerdível.

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A dica de leitura é o livro “Aos 7 e aos 40”, de João Anzanello Carrascoza, editado pela Cosac Naif. Meio crônicas, meio contos, meio biografia. São histórias deliciosas que vão costurando uma vida, dos 4 aos 70. A gente lê numa talagada só. Gostei muito.

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E um recadinho para quem estiver em Londres. A exposição “Matisse Cut-Outs”, na Tate Modern, só vai até 7 de setembro. Quem estiver por ai, não dá pra perder.

[fotos Reprodução]

 







Serra da Saudade

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O Brasil ficou sabendo ontem, via IBGE, que a menor cidade do Brasil fica em Minas Gerais e chama-se Serra da Saudade. A cidadezinha (os mineiros vão ficar chateados de chamar Serra da Saudade de cidadezinha) tem 822 habitantes. Isso,se não morreu ou nasceu alguém essa noite…

[foto Reprodução Internet]


Um mês!

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Estamos acompanhando aqui o crescimento de um fenômeno, os filhotes trigêmeos de panda, nascidos no Safari Park Chimelong, ao Sul da China. Quando eles vieram ao mundo e a primeira foto foi mostrada, era feinhos de dar dó, pareciam três ratinhos.

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Com quinze dias de vida, eles ficaram mais bonitinhos, já revelando que eram mesmo pandinhas e fofos.

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Hoje, eles estão comemorando um mês de vida. E olha só a carinha deles. Estão firmes e fortes. Benzadeus!

[fotos Alex Lee/Reuters]

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O pedreiro apareceu, Monalisa?

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Não tem jeito. Eu, pedestre que sou, andando pelas ruas de São Paulo, acabo ouvindo coisas alheias. Não sei se sou bisbilhoteiro nato, fanático, ou se são as pessoas que andam falando alto demais. A verdade é  que ouço frases sem parar, como se essa gente dissesse algo em alto e bom som de propósito, só para eu ouvir.

Nos últimos tempos, resolvi postar no Facebook o que ando ouvindo pela cidade. Na praça do meu bairro, no salão de beleza, no elevador, na fila do banco, nos restaurantes, não importa onde. Não dou nome aos bois, claro, porque nem sei quem são.

A reação foi imediata. Uma amiga minha de Face, chegou a implorar: “Pelo amor de Deus, escreva um livro sobre isso!” Um livro, não sei, mas uma crônica bem que dá.

Millôr Fernandes tinha uma seção na revista Veja dos anos 1970, em que contava apenas o final de uma piada que não existia. Então você ficava imaginando que piada seria essa. “Ai ele disse: A ideia não foi minha de guardar na caixinha!” Qual seria a piada?

Do mesmo jeito, fico aqui pensando que história teria por trás da frase que ouvi, outro dia, no ponto de ônibus, em Higienópolis? Uma mulher disse pra amiga:

– Mudei de lá desde que briguei com a bruxa.

– Que bruxa?

– Minha sogra!

Que história teríamos quando ouvi na Praça Cornélia, na Lapa?

– Levamos uma cesta cheia de pães e ela não tinha nenhum queijo pra servir pra gente.

E no dia em que, dentro de um ônibus, ouvi o seguinte?

– Quando minha filha disse que estava namorando um segurança, eu já não gostei.

Na semana passada, no salão de beleza, ao cair da tarde, uma madame falou ao celular:

– Faz um peixinho, Rose. O papai não está podendo mais comer carne à noite.

Uma outra madame, descendo a escada rolante do Shopping Leblon, desabafou para a amiga:

– Desaforo! Hoje, antes de dormir, vou desligar a geladeira e deixar a porta aberta. Quero ver ela não limpar amanhã.

São muitas as histórias que ouço todos os dias quando saio à rua. Os altos papos geralmente ocorrem dentro dos ônibus, nas filas do correio, nas escadas rolantes, nos salões de beleza que, infelizmente só vou a cada dois meses.

Ontem, sentado na sala de espera do cinema, enquanto não começava o filme O Mercado de Notícias, ouvi uma boa que ainda é inédita. O celular toca, uma mulher procura desesperadamente o danado na bolsa, revira daqui, revira dali e acaba achando. Antes de atender dá uma espiadinha na tela pra ver quem era e atende. Mas nem espera o alô do outro lado

– O pedreiro apareceu, Monalisa? Então, se ele aparecer ai amanhã, diga que não quero mais o serviço dele. Chega!

[crônica da semana publicada pelo site da revista Carta Capital]

http://www.cartacapital.com.br




O morto

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Impressionante como um acontecimento que virou notícia, que ganhou páginas inteiras dos jornais, de repente vai caindo no esquecimento. Um homem negro foi assassinado pela polícia americana em Fergusson, durante os protestos contra a morte de outro negro, Michael Brown. Fica aqui o registro, numa foto de Adrees Latif, da agência Reuters.

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Um balde de água fria

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Antigamente, quando uma pessoa dizia “foi um balde de água fria”, queria dizer que aconteceu um fato desanimador, tirando a esperança de algo bom acontecer. Hoje, a história mudou. Um balde de água fria, mais precisamente gelada, é outra história. E a melhor foto dessa moda, não resta a menor dúvida, foi esta dos colegas da equipe Mercedes, jogando um balde de água fria no piloto Lewis Hamilton.

[foto Reuters]

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