Musica, Maestro!

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O fim de semana vai ser de música, para celebrar a vida. Começando pelo CD duplo “The McCartney Of”, que reúne 34 canções do Beatle, numa reunião de astros pop como Bob Dylan, Cat Stevens, Def Leppard, Willie Nelson, BB King, Alice Cooper, The Cure e menos conhecidos como Corinne Bailey Rae e The Airborne Toxic Event.

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Fim de semana para mergulher na música pop do Pato Fu, num CD com músicas inéditas depois de sete anos. “Não Pare pra Pensar”.

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Quem gostou do tributo que Gil fez ao mestre João Gilberto, vai gostar desse “Gilbertos Samba so Vivo”, disco duplo, registro do show que encantou bossa-novistas ou não.

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Tempo bom para ouvir as 16 canções escolhidas a dedo por Ney Matogrosso e que estão no documentário de Joel Pizzini. Tempo de ouvir mais uma vez “O Patrão Nosso de Cada Dia” e “Preciso me Encontrar”.

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Se você começou o final de semana com Paul, nada melhor que encerrar com George, ouvindo seus dois discos experimentais, raríssimos: “Wonderwall Music by George Harrison” e “Eletronic Sound”. Um outro lado do beatle George Harrison, que está na caixa “The Apple Years”. Bom final de semana a todos.

[fotos Reprodução”



Volta ao Mundo

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Enquanto um homem, solitário, tenta uma conexão no seu smartphone, nas proximidades de Alep, na Síria, destruida pela guerra…

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… no estado de Osun, na Nigéria, a população prepara uma grande festa para Ogbeni Rauf Aregbesola, reeleito para um novo mandato.

[fotos Karam al-Masri/Akintunde Alinleye]

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Banca de Jornal

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A regulação da mídia digital na capa da “Economist”.

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Espelho, espelho meu, existe revista mais bonita do que eu?

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Enquanto no Brasil os jornais minguam, as revistas desaparecem, a imprensa piora a olhos vistos, os editores da revista semanal de informação francesa “L’Obs” anuncia, para o próximo dia 4 de dezembro, uma nova revisa mensal nas bancas. A revista vai se chamar “O”.

[fotos Reprodução]

 


Em cima da hora

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Andei procurando feito um louco uma correntinha de couro para o meu relógio dos cosmonautas soviéticos. A minha puiu, fui de shopping em shopping e nada. Já tinha desistido, resolvido a andar com o relógio no bolso, já que não tinha correntinha de couro para ficar no meu pulso.

Andando por uma ruela da Lapa vi, de longe, uma placa esmaltada com os dizeres: “Trocamos bateria de todos os tipos de relógio”. Pensei com os meus botões: Se trocam bateria de todos os tipos de relógio, quem sabe não trabalham também com correntinhas de couro para todo tipo de relógio, inclusive o dos cosmonautas soviéticos?

Atravessei a rua, entrei na lojinha, uma lojinha bem simples. Tinha apenas um balcão meio vitrine, de madeira maciça e vidro, quatro relógios cuco dependurados na parede, todos funcionando, mas cada um marcando uma hora diferente.

Atrás do balcão, Seu Odair, 82 anos, o relojoeiro. Tirei meu relógio do bolso e mostrei a ele. Pegou, olhou de um lado, do outro, examinou bem e comentou:

– Relógio de qualidade.

Quando comecei a perguntar se tinha a correntinha de couro, ele já estava abrindo uma enorme gaveta embutida no balcão. Um espanto! Naquela gaveta tinha todo tipo de correntinha, inclusive a de couro que tanto procurava. Ele ainda perguntou de que cor eu queria. Tinha marrom e azul. Preferi a marrom, um marrom bem escuro.

Seu Odair buscou um monóculo meio lupa que só relojoeiro tem e começou a examinar o maquinário. Foi assim que ele chamou aquelas pecinhas minúsculas no interior do meu relógio. Limpou, trocou a bateria, fechou e colocou a correntinha de couro. Ainda pegou uma flanelinha e fez uma limpeza, deixando o danado novinho em folha.

Por tudo isso paguei 30 reais. Perguntei quanto tempo tinha aquela lojinha ali na Lapa e ele foi logo respondendo:

– Quarenta e cinco anos!

E completou:

– Mas estou fechando.

Perguntei porque estava fechando aquela simpática lojinha de relógios que tinha, inclusive, uma correntinha do tamanho certinho para o relógio dos cosmonautas soviéticos. Ele brincou:

– Devido ao adiantado da idade.

Foi aí que ele me confessou seus 82 anos de idade que carregava nas costas. Disse que já estava na hora de se aposentar, não sei se fazendo um trocadilho. E disse que estava fechando o comércio, principalmente porque ninguém mais quer usar relógio de pulso.

– Todo mundo hoje olha as horas no celular.

Brinquei com ele que eu era um especialista em coisas do tipo o mundo acabou e comecei a enumerar o que me veio na cabeça e que tinha desaparecido do mapa.

O lenço de pano, a TV  em preto e branco, a caneta tinteiro, o mata-borrão, a máquina de escrever, o telefone de disco, a radiola, o bambolê, o pega-varetas, o baralho do Mico Preto, a ficha da Telesp, o envelope verde e amarelo e por ai fui.

Seu Odair arregalou os olhos azuis e o papo foi longe, nem preciso dizer aqui. Perguntei a ele o que iria fazer com aqueles quatro relógios cuco na parede e ele me confessou que já tinha vendido para um antiquário. Não só os quatro cucos mas tudo que ainda restava na loja, inclusive um relógio de bolso que foi do seu pai e que ele guardava numa caixinha, não no bolso.

– Tenho medo de sair com ele na rua e ser assaltado.

Confessei a ele que se soubesse, e se ele ainda não tivesse vendido os cucos, juntaria todas as minha economias para arrematar um daqueles que estava na parede, talvez aquele que quando fui me despedir do Seu Odair, abriu a portinha e o passarinho cantou como se fosse uma hora.

– Cuco!

Na verdade, já eram mais de cinco horas da tarde.

[Crônica da semana publicada no site da revista Carta Capital]

http://www.cartacapital.com.br









All Things Must Pass

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Em tempos de Paul McCartney, acaba de sair na Europa e Estados Unidos, a caixa “The Apple Years”, que reúne dos seis primeiros discos de George Harrison gravados na Apple: All Things Must Pass, Wonderwall Music, Eletronic Sound, Dark Horse, Living in th Material World e Extra Texture. Um luxo, acompanhado de um livrinho com inúmeras fotos quase inéditas.

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[fotos Reprodução]


Frutos

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Ainda bem que com o Código do Consumidor, os fabricantes do suco DoBem e dos pilocés Diletto vão ter de explicar se o que está escrito nas embalagens de seus produtos é ficção ou realidade.

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[reprodução O Globo/foto Alberto Villas]


Poluição Mental

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A prefeitura de Grenoble, na França, aprovou uma lei que elimina uma boa parte das publicidades espalhadas pelo centro e bairros da cidade. Os franceses, irritados com tanto anúncio espalhado pelas cidades, andam pichando os cartazes, como esse no elegante quarteirão do Champs Elysées.

[foto Stephane de Sakutin]


Baltz

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O fotógrafo americano Lewis Baltz, morreu sábado aos 69 anos de idade. Um dos mestres da fotografia abstrata, Baltz deixa clics intrigantes que entraram para a história, como este “Dana Point Number 1”, de 1970. Uma pena.

[clique na foto de Baltz para ver melhor]