BANCA DE JORNAL/FIM DE SEMANA

Captura de Tela 2015-05-31 às 01.20.20

Louise Bourgeois, na capa da revista de domingo do espanhol EL PAÍS

Captura de Tela 2015-05-31 às 01.21.02

O Estado Islâmico apagando a história, na capa da revista de domingo do português PÚBLICO

Captura de Tela 2015-05-30 às 09.30.17

Santiago de Compostela, na capa do suplemento de Turismo do EL PAÍS

Captura de Tela 2015-05-30 às 09.31.19

Skansen, Suécia, na capa do suplemento de turismo do PÚBLICO

Captura de Tela 2015-05-31 às 09.38.10

Miranda July, na capa da revista Serafina, da FOLHA DE S.PAULO

 

 



A LEITURA DO DOMINGO

Captura de Tela 2015-05-27 às 06.43.24          Captura de Tela 2015-05-27 às 06.43.42

A editora Cobogó lançou, esta semana em São Paulo, uma coleção muito simpática chamada “O Livro do Disco”. São livrinhos que contam a história de um disco. Em destaque aqui, “Estudando o Samba”, disco de Tom Zé, radiografado aqui por Bernado Oliveira e “A Tábua de Esmeraldo”, retratado por Paulo da Costa e Silva. Discos antológicos que mereciam mesmo uma biografia.




O SOM DO SÁBADO

Captura de Tela 2015-05-27 às 08.47.23

“Carbono”, o novo CD de Lenine, é uma coleção de boas canções, dessas que a gente vai gostando mais e mais a cada escutada. Parcerias com Carlos Posada, Vinicius Calderoni, Carlos Rennnó, Lula Queiroga, entre outros. Ouça “Castanho”.



ACADEMIA DE DANÇAS

Captura de Tela 2015-05-29 às 17.09.56

 

Outro dia, estava sentado na sala de espera do aeroporto Santos Dumont, quando vi passar Egberto Gismonti. O aeroporto estava cheio de gente aflita, com um olho nos smartphones e outro no painel luminoso anunciando os voos, os atrasos, os cancelamentos.

Egberto Gismonti veio em passos mansos, com aquela toquinha de crochê, deixando o vasto rabo de cavalo jogado pra trás. Trazia nas mãos, guardado dentro de um bonito estojo,  um violão. Foi caminhando, caminhando e ninguém percebia a sua presença por ali.

Tirei os olhos do livro do Francisco Bosco que estava lendo e fui acompanhando Egberto Gismonti sumir, lá longe, lá pro lado dos portões 1 e 2.  Fechei o livro e fiquei refletindo, por um tempo, que país é este.

Ouvi Gismonti pela primeira vez lá no início dos anos 70, quando ele ainda colocava voz em suas composições. Foi cantando O Sonho que conheci o músico da cidade do Carmo.

Sinto que ora salto
Meu foguete some
Queimando espaço
Tudo vejo e abraço
A vaidade

Conheci melhor Egberto Gismonti quando chegou, pelo correio, na minha casa, a mais de dez mil quilômetros de distância da Cidade Maravilhosa, embalado entre duas placas de isopor, o disco de vinil chamado Academia de Danças.

Era um tempo de descobertas ainda. Sem falar um pingo de francês, eu andava cantando baixinho London London pelas ruas de Paris. Cuidava de duas menininhas – a Elodie e a Cèline – lavava pratos, descascava batatas, lavava privadas e limpava garrafas de Coca-Cola num porão ao lado do Café Le Deux Magots,  numa Cidade Luz que me deixava encantado, ao mesmo tempo que morto de cansaço.

Assim que rasguei aquele papel pardo que envolvia o Academia de Danças, me espantei com a beleza dos nomes das canções, verdadeiros primores: Palácio de Pinturas, Jardim de Prazeres, Celebração de Núpcias, A Porta Encantada, Continuidade dos Parques. Mais pareciam nome de pinturas, óleo sob tela que, na verdade, eram mesmo, obras primas.

Apesar do som ruim e tosco que tinha em casa, ouvia as sonoridades cristalinas do disco, aquela maravilha de disco, recém chegado do país tropical.

Todas aquelas canções acabaram virando trilha sonora dos primeiros dias de Paris. Era um tempo de colar com alfinetes numa parede de cânhamo, todas as fotografias que iam chegando do meu país em envelopes verde e amarelos. Lá ficavam pra visitação pública, aqueles folhetos dos movimentos pra derrubar a ditadura militar, além de cartões postais do Mineirão, do Corcovado, do Elevador Lacerda, de vitórias-régias e daquela selva de pedra chamada São Paulo

Os anos foram passando e o Academia de Danças sempre presente, ao meu lado, como se fosse um disco de cabeceira. Até mesmo no último dia, antes da volta, ele foi colocado pra rodar e devidamente reverenciado na vitrola, antes de ser empacotado de novo.

Nunca mais me desliguei de Egberto Gismonti, mas confesso que jamais consegui completar sua discografia. Ainda me faltam uns dez discos dele, gravados na ECM de Oslo, que nunca achei nas lojas, logo eu, rato de sebos.

Tudo isso me veio a cabeça naquela tarde de calor no aeroporto Santos Dummont, quando vi Egberto Gismonti passar, como um anônimo, carregando o seu violão.

Quem ali, seria capaz de reconhecer um dos maiores músicos do país, autor de canções como Dança das Cabeças, Águas Luminosas, Bambuzal, Coração da Cidade, Baião Malandro e Palhaço? Acho que ninguém.

Só me restou voar 50 minutos, chegar em casa e colocar Academia de Danças para ouvir. Pela enésima vez. E não será a última.

[Crônica da semana publicada no site da revista Carta Capital]

http://www.cartacapital.com.br






BOA NOTÍCIA

Captura de Tela 2015-05-22 às 17.19.20

Uma newsletter assinada por Laurent Joffrin, diretor de redação do jornal francês, anuncia que a partir do dia primeiro de junho, o jornal, que nasceu nas asas de maio de 68, passará por sua maior mudança desde que foi às bancas pela primeira vez, ainda teimoso, sem aceitar propagandas. Joffrin anuncia uma mudança radical, de cabo a rabo, para enfrentar os novos tempos de Internet e vida virtual. É uma boa notícia. O slogan do Libération, nos anos 80, era: “Em time que está ganhando, a gente mexe”. Aguardemos.

 







JORNALISMO CELEBRIDADE

Captura de Tela 2015-05-26 às 16.16.20

Observe, na primeira página do jornal “O Estado de S.Paulo”, o espaço dado ao acidente que provocou um pouso forçado no Mato Grosso do Sul, do jatinho onde estava o casal Angelica e Luciano Huck, os três filhos do casal e duas babás. Agora observe o espaço dado, na mesma primeira página do mesmo jornal, à morte do matemático John Nash, Nobel de Matemática de 1994, que morreu juntamente com a sua mulher num acidente de táxi, nos Estados Unidos.

[foto REPRODUÇÃO]