DEMOCRACIA

Ontem, os chilenos foram às urnas para escolher o novo presidente da República em eleições diretas, livres, democráticas. Dois candidatos disputavam o cargo. Sebastián Piñera, de direita, e Alejandro Guillier, de esquerda. Com 54,6% dos votos, o candidato de direita venceu as eleições. E o que vimos? Guillier, o perdedor, parabenizou o vencedor pela clara e larga vitória, afirmando que “infelizmente sofremos uma derrota dura”. A atual presidente, Michelle Bachelet, de esquerda, também felicitou o vencedor e marcou um café da manhã com o vencedor, já nesta segunda-feira. O que aconteceu no Chile foi exatamente o contrário do que vivemos aqui em 2014. Aécio Neves não admitiu a derrota, pediu a recontagem dos votos, enquanto o vice, Aloysio Nunes Ferreira (hoje chanceler do golpe) afirmou, no mesmo dia do resultado das urnas: “Vamos sangrar a presidenta!”. Existem democracias e democracias.

[foto/Reprodução da primeira página do jornal chileno El Mercúrio]

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