COMO VAI MINHA ALDEIA?

Assim que cheguei na aldeia de Vryses, na Grécia, onde vamos passar uma temporada, duas coisas me vieram à cabeça. Uma velha canção do mineiro Tavinho Moura chamada Como vai minha aldeia, que diz assim: “Como vai minha cidade/Oi, minha velha aldeia/Canto de velha sereia/No meu tempo/Isso era meu tesouro/Um portão/Todo feito de ouro/Uma igreja/E a casa cheia/Cheia/No vazio/Desse meu Brasil”. A segunda coisa que me veio à cabeça foi a disciplina História, nos meus dias de Caseb, em Brasília. Isso porque estamos na região do Peloponeso. Eu sabia que um dia essas aulas seriam úteis pra mim. Ficava ali decorando o que eram as Capitanias Hereditárias, a Guerra dos Emboabas, o Caminho das Índias, a guerra do Peloponeso. Cá estou eu. Deixei a São Paulo de 25 milhões de habitantes, passamos uma temporada em Florença de pouco mais de 300 mil e chegamos a Vrises, com 78 habitantes, sim, 78, contando o Prefeito que já veio nos ver no final da tarde de ontem. A casa é uma casa muito acolhedora, com vista pras montanha, onde, ontem, experimentamos o primeiro por do sol deslumbrante. Foi aqui que nasceu uma das nossas grandes amigas, Olga Vlahou, que veio do Brasil nos recepcionar e passar a primeira semana conosco, nos ensinando as frases básicas do grego e coisas do tipo “precisamos de gás”. Já demos uma volta pela redondeza e muitas coisas nos chamou a atenção, uma delas, foi a quantidade de árvores frutíferas em todas as casas: Uvas, pêssegos, abricots, peras, ameixas, limões sicilianos, uma fartura. Estamos no alto da montanha e das janelas da sala enxergamos toda a natureza em volta. De noite, ouvimos, ao longe, alguns lobos uivando. Ainda não perguntei pra Olga mas acredito que seja lobos. Ouvimos muitos passarinhos ao amanhecer. Acordamos com o canto deles.Não ouvi nenhum sabiá, acho que aqui não há. Daqui a pouco vamos descer pra tomar o primeiro café da manhã em Kyparessia, a cidadezinha mais próxima. No primeiro dia, o café será fora, depois aqui nessa casa tão aconchegante. Chegamos não faz muitas horas em Vrises mas já deu pra registrar as primeiras imagens.

Vimos pêssegos no pé na casa do vizinho.

Da janela da sala, nossa visão é esta.

Vimos flores estranhas, nunca antes vistas.

Vimos a igrejinha e fomos ao cemitério visitar o túmulo do Senhor Vlahou, pai de Olga.

Da porta de entrada da nossa casa, vimos a primavera lá fora, que já chegou.

Comemos o melhor tzazik do mundo, feito pela Helene, na Taberna Panorama.

 

Vimos este por so sol.

Sim, chegamos aqui.

[fotos Alberto Villas]

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