PYLOS

Só de noite, quando voltamos pra casa, fui ver na Wikipédia, um pouco da história da cidade que visitamos hoje. Descemos a montanha e saímos andando de carro por estradas lindas e, depois de muitos erros, chegamos a Pylos, uma cidadezinha que deve ter mais mais de 2.104 habitantes porque o último censo, de 2001, registrou esse número. Pylos está situada na região de Messénia, no Sudoeste da periferia do Peloponeso. Foi uma importante cidade durante o período micênico, e subseqüentemente, na Grécia Clássica, onde foi uma aliada de Esparta na Guerra do Peloponeso. No século XII foi ocupada pela República de Veneza. Palavras da Wikipédia. A cidade é toda clara, meio branca, meio beje, meio amarelada, cercada por um mar azul maravilhoso. Tem tudo que uma cidade à beira mar tem. Um porto com barcos ancorados, um cheiro de maresia, uma orla com bares charmosos que vendem Aperol Spritz, cerveja Mythos, Fanta sem gás, café gelado – uma mania nacional – e muitos drinks. Um deles anunciava na lousa,  a nossa famosa caipirinha. Tem pracinha com coreto, bancos de madeira com encosto, árvores frondosas, bicicletas que passam, velhinhas que cochicham, uma banca de jornal que vende o Le Monde, o La Repubblica – pra minha alegria – e até mesmo o Süddeutsche Zeitung, segundo minha filha, o melhor jornal da Alemanha. Ficamos de voltar porque adoramos Pylos, um típico amor à primeira vista. A visita foi curta, tínhamos que voltar pra comer as batatas fritas com um ovo por cima, prato que nossa vizinha da frente, Tia Margaritae, prometeu fazer assim que chegássemos. Os flagrantes de hoje foram esses:

Lembramos do rock rural de Zé Rodrix porque vimos cabras pastando solenes no jardim

Vimos árvores frondosas, misteriosamente mostrando parte dela com a aparência de morta

No meio do caminho, a vontade de parar, admirar e fotografar

Pylos, os casarões perto do porto

Na hora de voltar, uma mocinha nos dá informação: Pra que lado fica Kyparessia?

Kyparessia à vista! Agora é só subir a montanha pra chegar a Vryses, nossa aldeia.

[fotos Alberto Villas]

Um comentário em “PYLOS

  1. Não deixo de ler uma crônica. São relatos simples, mas extremamente interessantes de lugares tão importantes que conservam a simplicidade e zelam pelo bem estar da vida simples e pela imensa beleza dos lugares. Relatos deliciosos que nos deixam mais cultos e com vontade de segui-los ao vivo!

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