VERDE QUE TE QUERO VERDE

Uma reportagem de página inteira publicada recentemente no jornal La Repubblica, mostrava que, com esses tempos modernos das grandes cidades, todo mundo quer um pouco de natureza dentro de casa. O meio encontrado de suprir aquela vida de outrora, onde as crianças conviviam diariamente com pés de árvores frutíferas, hortas e bichos que iam do tatu-bola ao cachorro, foi cultivar numa pequena área, um vasinho de planta, uma hortinha com hortelã, alecrim, tomilho, salvia, essas coisas. O “meu verde” afasta um pouco o estresse do trânsito, do trabalho, da pressão nossa de cada dia. Não existe nada mais prazeroso que ver as flores de um  tomateiro se transformar em tomatinhos cereja ou um pequeno cactus florir. A reportagem do jornal italiano falava apenas da “mania” de plantas que tomou conta de praticamente todas as metrópoles do mundo. Andando pelo interior da Itália durante dois meses e agora pelo interior da Grécia, a gente percebe que cultivar plantas em casa por aqui sempre foi um hábito e não simplesmente moda. Por onde a gente vai, a gente vê sempre um vasinho na janela. Por menor que seja o espaço, lá está uma florzinha revelando a mais perfeita tradução da primavera ou um verde dando o seu ar da graça Não é à toa que as cidades daqui são tão lindas e fotografadas todos os dias.

Uma janela na cidade de Kardamyli, na região de Messinia, no interior da Grécia.

[foto Alberto Villas]

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