TORRE DE PAPEL

Quando fiz o curso de Jornalismo no Institut Français de Presse, em Paris, no início dos anos 1970, tinha matérias como Imprensa do Oriente Médio, Imprensa dos Países do Leste, Imprensa Europeia e imprensa de outros cantos do país. Me entusiasmei com aquilo e fui gostando cada vez mais dos jornais e revistas do mundo inteiro. Virou motivo de estudo, virou paixão. Por onde vou, paro durante horas nas bancas e nos pontos de venda de jornais. Mesmo não entendendo nada de algumas línguas, como é o caso do grego atualmente, onde estou convivendo com essas dezenas de jornais diários em que consigo traduzir as fotos e os títulos dos jornais que estudei quando jovem cabeludo. Fico observando a invasão de edições locais de revistas que viraram a Coca-Cola das bancas. A National Geographic, a Marie Claire, a Playboy, a Rolling Stone, a Wired, as publicações Disney, essas revistas já vi dependuradas nas mais diversas línguas. Ontem fiquei parado diante de uma banca em Atenas observando aquela fileira de jornais dependurados com títulos que mais pareciam erros de digitação, vi o Kim cumprimentando o Trump na primeira página do H KAOHMEPINH e até comprei um exemplar do Mick grego pra ver se dá pra entender essa língua danada.

[fotos Alberto Villas]

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