O PAPEL DO JORNAL

A leitura diária do jornal de papel num café foi uma das cenas que mais me chamou a atenção nesses três meses de Europa. Em Roma, particularmente, onde fiz um clic deste senhor que chegou para tomar um spresso, seguramente o melhor do mundo. Ele colocou o cinzeiro no chão por não ser fumante. Todos os restaurantes daqui ainda têm cinzeiros nas mesas e as pessoas – acredito eu – fumam muito mais do que no Brasil. Voltando aos jornais. Eles são interessantes, com muito conteúdo. Com vários suplementos – saúde, comida, medicina, tecnologia, design, viagem, economia, literatura, além de revistas com serviço e grandes reportagens. Todo dia é uma montanha de novidades. E são muitos: La Repubblica, Il Manifesto, Il Messaggero, Corriere della Sera, Il Foglio, Il Fatto Quottidiano, Corriere dello Sport, Gazzetta Sportiva, para citar alguns. Sinto que o brasileiro perdeu o hábito da leitura de jornais por culpa talvez dos próprios jornais, óbvios, envelhecidos e partidários, principalmente. Talvez ainda exista no Brasil uma pequena confraria de leitores de jornal de papel. Eu sou um deles e quero continuar sendo.

[foto Alberto Villas]

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