LITERATURA

O Brasil sempre torceu o nariz para as histórias em quadrinhos. Sempre considerou uma arte menor, uma arte para quem não gosta muito de ler. O forte aqui sempre foi (ou era) quadrinhos para muito jovens, tipo Disney ou Mauricio de Souza. Claro que os super-heróis sempre tiveram seus fãs, bem como a Valentina de Guido Crepax, as tirinhas de Angeli, Laerte, a turma do Circo, Chiclete com Banana. Essa é uma visão minha, meio superficial, sem entrar em detalhes, por exemplo, dos livros primorosos que estão saindo aqui com os grandes clássicos da literatura em quadrinhos. Mas o quadrinho para adultos, ainda engatinha. O brasileiro Marcello Quintanilha, por exemplo, ganhou uma página inteira do prestigioso jornal francês Le Monde porque acaba de arrebatar um dos maiores prêmios do setor e quase ninguém o conhece por aqui.  O álbum de Quintanilha – Les Lumières de Niterói – será lançado na França no dia 9 de novembro e está sendo esperado como a grande obra de HQ da rentreé. As historias em quadrinhos para adultos são tratadas na França com valor que merecem. Basta entrar numa das Fnacs de Paris e ver que a seção de quadrinhos é do tamanho de uma livraria grande daqui.

[foto Reprodução/Le Monde]

 

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