NOVOS TEMPOS

Sou do tempo de Mamãe Dolores, do Direito de Nascer. Sou do tempo em que as pessoas diziam “lista negra” e “a coisa tá preta”. Mas sou do tempo em que Elis Regina começou a cantar Black is Beautiful, que Angela Davis foi capa da Life e da Newsweek e que John Lennon e Yoko Ono cantaram Women is the nigger of the world. E hoje, sinto-me feliz por ter vivido para contar. Contar que, apesar de todas as pedras que os racistas colocam na nossa frente quase que diariamente, estamos vivendo um novo tempo. Um tempo em que negras e negros aparecem em papéis importantes nas novelas, estão nos anúncios da televisão, ocupam as capas de revistas que sempre chegaram às bancas estampando loiras de olhos azuis. Vogue, Elle, Marie Claire, Porter e tantas outras. Sou do tempo em que negros só apareciam na capa da americana Ebony. Sou do tempo em que Paul McCartney virou o jogo e cantou ao lado de Stevie Wonder, uma de suas mais belas canções, Ebony and Ivory, onde as teclas do pianos, umas pretas, outras brancas, convivem em perfeita harmonia.

[foto Reprodução]

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