O TRABALHO

No dia 21 de abril de 1985, fomos convocados para trabalhar numa edição histórica do jornal O Estado de S.Paulo sobre a morte de Tancredo Neves. O jornal era pilotado por Miguel Jorge, que reuniu todos no centro da redação, ainda barulhenta com máquinas de escrever, e disse; “Mãos à obra!” Gente da editoria de Esportes, de Cidades, de Internacional, de Artes e Espetáculos, de Economia, de Política, do Suplemento Agrícola, do Estadinho. Sem contar as sucursais e os correspondentes internacionais que o jornal tinha em vários cantos do mundo. Todos nós nos unimos numa única editoria chamada “Tancredo” e começamos a trabalhar com afinco. Era, na época, redator de Internacional. Junto com os meus companheiros, deixamos de lado os conflitos no Oriente Médio, da América Latina, deixamos de lado Ronald Reagan e fomos quase todos  ajudar a fechar tal edição. Mexendo no baú do Jornalismo que tenho em casa, encontrei esse recorte acima e ele está aqui hoje para mostrar como os tempos mudaram. O que impressiona é o número de pessoas envolvidas no fechamento de uma edição. Como os jornais eram poderosos, gordos, pesados, recheados de conteúdo. Como empregavam gente! Com certeza, toda essa equipe aí acima era contratada, carteira assinada, tinha direito a férias e décimo terceiro salário. Vivíamos num outro mundo.

[AV]

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