UM PASSEIO PELA MINHA BH

Uma volta pela cidade para matar a saudade

O Edifício Niemeyer, na Praça da Liberdade, cartão postal que não poderia passar em branco

A intervenção urbana, presente nas esquinas do clube

Os grafitis que se espalham pelos muros

As peças de chita, a cara de Minas

Os irresistíveis queijos no Mercado Central

Mil tipos de pimenta, outra marca registrada

As livrarias de rua, o charme que ainda resiste. Aqui, a Dom Quixote

A coleção BH, a cidade de cada um, para quem quiser conhecer o coração da cidade. O volume 13, Carmo, foi escrito por este cronista

[fotos Alberto Villas]

MINHA TERRA

Voltar a terra onde nasci e vivi meus primeiros 22 anos. Devia vir mais aqui, mas venho pouco. Oito horas de estrada nos separam há muitos anos. Tenho noticias quase todos os dias no grupo dos irmãos, mas notícias frescas só quando venho aqui. Depois de muita estrada e as montanhas em volta, cheguei aqui. De noite, já escuro. Vi pouco da cidade, suas luzes, seus pequenos engarrafamentos, seus táxis brancos com a inscrição na porta: BH Cidade Surpreendente. Hoje vou sair, rever meus cantos, o bairro do Carmo, a Savassi, a Praça da Liberdade, o CCBB, o Palácio das Artes, o Mercado Central. São coisas que mexem com o meu coração, minha memória, tão cantada nas crônicas semanais que escrevo pra Carta Capital. O que vou ver hoje? Amanhã eu conto.

OUTROS PAPOS

Um operário finaliza o topo da réplica da Torre Eiffel que está sendo construída na cidade de Nova Delhi, na Índia.

[foto AFP]

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A capa, sempre deslumbrante, da New Yorker da semana.

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Memória. Califórnia, 1960

[foto Historyinpix]

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Leitura recomendada:

https://www.pagina12.com.ar/168283-mas-que-tabla-de-salvacion-chaleco-de-plomo

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Uma leitura indispensável.

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A melhor definição para a polêmica do Brexit está na capa do jornal português Público desta terça-feira.

 

PESQUISA

O Brasil é um país curioso. Todos sabem, por exemplo, que a maioria da população seria incapaz de dizer o nome do deputado estadual que ela votou nas últimas eleições, mas para responder pesquisas sobre os problemas do Brasil, a mesma população parece afiada. Ou, pelo menos, é o que pensa o DataFolha. Depois de perguntar ao povo se Lula deveria ser preso ou não, mesmo sabendo que ninguém conhece o processo, ele obteve um resultado e manchetou. A população brasileira parece afiada para responder qualquer pergunta: Demarcação de terras indígenas, aborto, maioridade, dívida externa, déficit público, armamento, tudo. Só falta o DataFolha perguntar o que o povo achou da Bolsa de Nova York ter caído 1,2%. Cada brasileiro já está com a resposta na ponta da língua. É só perguntar.

[AV]

OUTROS PAPOS

Leitura recomendada:

https://www.elmundo.es/papel/historias/2019/01/05/5c2f91a8fc6c834e478b45dc.html

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O jornal infantil Le P’tit Libé, do Libération, ensina essa semana aos seus pequenos leitores, o que é homofobia.

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Uma grande reportagem sobre as mega cidades no mundo, assunto de capa do Guardian Weekly

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O presidente norte-americano, Donald Trump, transformou-se no homem mais caricaturizado do mundo. Acima, ele na pena de João Fazenda, para a New Yorker

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A Opéra National de Paris está comemorando este ano os seus 350 anos. Não é pouco

JÁ VAI?

O caderno L’Époque, do jornal Le Monde, publicou neste fim de semana uma matéria de capa muito atual e interessante. Ela mostra que, apesar do avanço da tecnologia, das novas invenções que são pensadas para o homem ganhar tempo, os empregados ficam, cada vez mais, no seu local de trabalho. Pessoas assinam contrato de sete horas de trabalho e costuma trabalhar (ou ficar no local de trabalho), nove, dez horas. A competitividade entre os colegas de trabalho e o medo de perder o emprego são as causas principais dessa paranóia. Curiosamente, um livro foi chamado Trabalhar duas horas por dia, foi relançado na França neste início de ano e mostra que se fosse para produzir estritamente o necessário, o homem não precisava trabalhar mais que duas horas por dia.

[AV]