HORIZONTES

Eu me lembro quando Belo Horizonte cabia quase toda dentro do contorno que dá nome a avenida. Pouca coisa saia fora dali, as primeiras ruas tortas, as primeiras favelas, a periferia. Hoje, a cidade se perdeu. Cresceu pra todos os lados mas continua Belo Horizonte, uma cidade maior e mais viva. Protesta em seus muros, escreve suas poesias nas paredes, expõe sua arte onde der, principalmente nas laterais dos edifícios. É uma cidade viva e confusa como todas as outras, com motocicletas do Uber Eats circulando por todos os cantos, entregando comida aos funcionários que não tem mais tempo, como o meu pai tinha, de ir em casa  almoçar o seu arroz, seu feijão tropeiro, sua couve, seu franguinho com quiabo, sua marmelada de sobremesa. Continuo andando por aqui, buscando na memória os lugares que não existem mais. As Estâncias Califórnia, a Guanabara, a Bemoreira, o Cine Pathé, o indiozinho da TV Itacolomi, Cafunga comentando os gols na rádio, a coxinha da Torre Eiffel e a Padaria Savassi. Continuo circulando por aqui e vendo coisas que gosto. A cada esquina eu me espanto e, mineiramente, digo: Nu!!!

Visto assim da Praça da Estação

O vendedor de algodão-doce

A presença de Niemeyer

Que tal um selfie?

[fotos Alberto Villas]

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