DOMINGO NO PARQUE

Um homem solitário ficou ali parado durante muito tempo, contemplando o verde da natureza do Parque Municipal. Também o céu infinitamente azul e nuvens que mais pareciam algodão. Ao lado do Teatro Francisco Nunes, ele apreciava tudo: O lago manso, as pequenas ondas que vinham quando um barco à remo ia. Ou quando um casal de patos mergulhava a cabeça n’água, em busca de resíduos para comer. As pessoas que passavam, nós por exemplo. Mas o homem que estava ali solitário praticamente não mudava de posição, só os olhos mexiam pra lá e pra cá. Quem é ele? Por que estaria ali no parque? Descansando de um final de semana de trabalho duro, respirando um pouco de ar puro? Teria ele mulher, seria viúvo? Teria filhos, genros, noras. netos? Não teria sido convidado pro churrasco do domingo? Não sei. Sei que ficou ali debaixo de uma árvore centenária que lhe dava sombra e um pouco de conforto. Vai ver que não é nada disso que imaginei. Estava ali apenas esperando o seu amor para um encontro marcado, título de uma velha crônica do seu conterrâneo.

[foto Alberto Villas]

 

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