ÁGUA COM AÇÚCAR

Não sou noveleiro. Lembro-me de ter visto O Direito de Nascer, Se o mar contasse e, muitas décadas depois, Avenida Brasil. Vendo as chamadas da novela Verão 90, antes de ir para o ar o primeiro capítulo, me interessei pelo assunto vintage e resolvi dar uma espiadinha. Disposto até mesmo a seguir a trama. Começou bem ao meu gosto, aqueles carros com placa amarela, o telefone fixo como meio de comunicação fundamental, uma Brasília amarela, um fusquinha azul, estava tudo muito engraçado. Confesso que cheguei a assistir a primeira semana inteira. Todo capítulo tinha algumas coisas que nos remetiam aos anos 90 e eu curtia. Mas desisti – e não tem volta – no sexto capítulo. Que novela mais boba! Não sei se as novelas ultimamente são assim mesmo – principalmente a das sete – e eu não estava sabendo. Uma série de coincidências impossíveis, de encontros sistemáticos “não previstos”, alguém me alertou: “Mas isso é novela”. Por ser apenas uma novela das sete, sem pretensão de ter um bom argumento, cai fora. Apesar dos elogios virem para Lidiane (Claudia Raia) de todos os cantos, confesso que não consigo sequer olhar mais para a personagem, over, mais do que over, fora de qualquer parâmetro. A ideia de resgatar um verão do século passado é boa, mas a historinha é infantil, é banal. Parece que a única preocupação da direção é mostrar que estamos nos anos 90 e isso vai divertir o povo. A historinha boba, as pessoas já estão acostumadas. E se divertem. Desculpe, eu não.

[AV]

foto Reprodução/TV Globo

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