PROCURA-SE

Foi assim com Fernando Collor, nas primeiras eleições diretas depois do golpe militar de 1964. Entusiasmados com o “caçador de marajás”, milhões de brasileiros foram às urnas e colocaram na presidência da República, um político inexperiente, falastrão e tudo mais. Em poucos meses de governo, a coisa mais rara nesse pais era encontrar um eleitor de Collor. O que mais se ouvia era “votei nulo” ou “votei em branco”. Muitos anos depois, a onda anti-petista que chegou trazendo o ódio contra qualquer programa social, elegeu um deputado de quinta categoria que, em 27 anos de mandato, nunca mostrou a que veio. Apelidaram a fera de “mito” e ele virou presidente da República da noite pro dia. Sem o menor preparo. Agora, cinquenta e poucos dias depois de sua posse, os seus eleitores começaram a sumir. É claro que alguns mais truculentos e com o pensamento parecido com o “mito” deles – defender a tortura, ser contra os índios, as ongs, os homossexuais, a liberação das armas, por exemplo – ainda desfilam nas ruas com a camisa amarela da seleção. Mas são cada vez mais raros. Dentro de poucos meses, a coisa mais difícil nesse país vai ser encontrar um eleitor de Bolsonaro. É melhor Jair se acostumando a ouvir “eu votei nulo” ou “eu votei em branco”. Escuta só!

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