ESSE NÃO É O CARA

A viagem do presidente de ultra-direita aos Estados Unidos, todos sabem, foi um mico. Menos para a imprensa brasileira, principalmente a escrita e falada. Bolsonaro ficou hospedado num anexo da Casa Branca (onde todos os chefes de Estado costumam ficar) mas, para ele, foi “um privilégio concedido a poucos”. Entregou a Base de Alcântara aos americanos, fez uma visita mais ou menos escondida a CIA, uma das grandes responsáveis pelo golpe e implantação de uma ditadura cruel no Brasil, na metade dos anos 1960, não falou uma palavra em inglês, ganhou uma camisa da seleção americana com um adesivo improvisado de última hora que, na primeira lavagem, vai desaparecer, abriu as portas para os turistas americanos enquanto a nossa porta de entrada lá, continua rigorosa e vigiada, e provocou um chilique no chanceler tupiniquim, deixando apenas o seu garoto na sala para o encontro privado (ou seria privada?) com o presidente norte-americano, mesmo sabendo que aquilo não era conversa de criança. Essas são as estratégias erradas e as gafes que vazaram. Com certeza, tiveram outras. Mas para a nossa imprensa, a imagem que ficou foi (enorme) essa que ilustra esse pequeno texto.

[AV]

[foto e legenda/Reprodução da primeira página do jornal Folha de S.Paulo]

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