TRISTE BAÍA

Folheando o jornal O Globo, você depara com uma foto onde mostra a Baía de Guanabara  como se fosse uma lata de lixo, com pneus, garrafas de plástico, latinhas, papel, peixes mortos.  Consultando os meus arquivos, observo que foto parecida com esta, O Globo publica, pelo menos, há mais de quarenta anos. De tempos em tempos a imagem da Baía de Guanabara reaparece nas páginas do jornal e o texto é sempre o mesmo, o de uma novela sem fim. Até quando? O meu otimismo vai até a esquina e volta. Acho que não tem solução. Deixo aqui alguns versos da canção O Estrangeiro, de Caetano Veloso, apenas para reativar a memória:

O pintor Paul Gauguin amou a luz na Baía de Guanabara
O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela
A Baía de Guanabara
O antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara
Pareceu-lhe uma boca banguela
E eu menos a conhecera mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela?

[foto Marcia Folletto/O Globo]

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