O LIVRO DO SÁBADO

Nos últimos tempos, os brasileiros ganharam belas, honestas e bem escritas biografias. Para citar apenas algumas, a de Carlos Marighella, de Mario Magalhães, a de Francisco Julião, de Claudio Aguiar, a de Luis Carlos Prestes, de Daniel Aarão Reis, sem contar as mais antigas de Ruy Castro – Garrincha, Nelson Rodrigues e Carmem Miranda -, as de Fernando Morais – Chatô e Paulo Coelho – e as estrangeiras: Matisse, Van Gogh, Paul, John, Michael Jackson, Godard, Sartre e tantas outras. Junte-se a todos essas citadas, a de Maria Theresa Goulart – Uma mulher vestida de silêncio -, de Wagner William, que acaba de sair do forno da Editora Record. Trata-se de uma história meticulosamente contada, cheia de charme e detalhes desconhecidos, até mesmo por aqueles que acompanharam, nos anos 60, 70, principalmente, a vida da mais charmosa e bonita primeira-dama da História, que fora casada com João Goulart, o presidente da República derrubado por um golpe militar. A vida de Maria Theresa Goulart é escrita com esmero e capricho. Logo nas primeiras linhas, temos a impressão de estar lendo um grande romance. Não falta nada, nenhum detalhe. Nenhuma história saborosa – ou não – ficou de fora. Nem mesmo uma canção que o menestrel fez para aquela beleza pura, a música Dona Maria Thereza. Uma mulher vestida de silêncio é daqueles livros que você desacelera nas páginas derradeiras, com pena de acabar. Altamente recomendável. Vale, vale, vale!

AV

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