SILÊNCIO

Nunca antes na história deste país aconteceu coisa igual. Em cento e sessenta dias de governo Bolsonaro, não passamos sequer um dia, sem um tisunami, alguns maiores, outros menores. Foram trapalhadas, uma atrás das outras, sem dar sossego. Enumerar aqui, a lista seria enorme, a começar por aqueles cavalos sapateando na frente do carro presidencial, já no dia da posse do presidente de ultra-direita. Para todas as ondas, o falastrão Bolsonaro girava sua metralhadora, mesmo não convencendo ninguém e às vezes até mesmo fazendo piadas, basicamente todas sem um pingo de graça. Mas o tisunami maior que atingiu o Planalto foi no domingo passado, no início da noite. No Day after, o governo resolveu fazer comentários pífios, na tentativa de jogar um pouco de água fria na fogueira quente. O fecho se cercou. O ministro da Justiça, aquele que tirou da corrida eleitoral o principal candidato, ficou pálido como uma cera, como podemos observar naquela cerimônia de ontem, em Manaus. O governo foi pego de surpresa e ficou sem voz, sem porta-voz, sem nada. Se recolheu esperando a segunda artilharia da Intercept, que pode entrar em ação a qualquer momento. Os jornais, tímidos no dia seguinte, por força da notícia e das redes sociais, tiveram que entrar no assunto nesta terça, colocando o escândalo nas manchetes principais. Quais serão os próximos episódios desta novela, ninguém sabe, porque ela é ao vivo e em cores.

AV

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