O CULPADO

Claro que não tem só um culpado pelo que estamos vivendo. São muitos que se juntaram a ele e caíram todos, uniformemente, do cavalo. O maior é, sem dúvida, é o playboy mineiro que se viu, um dia, diante da faca e do queijo da Canastra. Chegou a receber um telefonema de cumprimentos pela vitória, minutos antes da realidade. Colocou a mão na cintura e foi conferir na televisão, a vitória. Não era bem aquilo que lhe informaram, que estava esperando. Ao lado do incrível Huck, ele assistiu seu time perder, desabar para a segunda divisão, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Perdeu por pouco, mas perdeu feio. O mineirinho ficou, então, tão transtornado que pensou com os botões do seu pijama: Isso não vai ficar assim. O vice, todo feio, disse que não ia matar a presidenta vitoriosa, mas deixá-la sangrar, despedaçar. E as articulações começaram a ser  feitas. O Brasil seguiu em frente, sem ver as curvas da estrada de Santos e caiu num buraco fundo, ribanceira abaixo, difícil de sair. Hoje ele vive numa especie de inferno, em silêncio. Se alimenta de derrotas e mágoas. Trinca os dentes e pensa com os botões do seu terno Armani: Que cagada!

AV

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