O NÚMERO 1

Hoje está fazendo exatamente cinquenta anos que o primeiro número do Pasquim chegou às bancas de todo o país. Não sei se de todo o Brasil, porque morava em Belo Horizonte e perdi os primeiros números, apesar de ser um rato de banca, desde pequenininho. Comecei a comprar, a ler, a acompanhar a turma do Pasquim lá por volta do número 9. Eu me lembro bem, estudava no Colégio Arnaldo e fazia, toda semana, uma vaquinha pra comprar o jornal. Eu era o encarregado de fazer a vaquinha, recolher o dinheiro, comprar o jornal e levar para o colégio, onde ele passava de mão em mão. Cinquenta anos depois, cá estou eu falando do jornal que fez a minha cabeça, que me fez sonhar com um jornalismo independente, sem medo, sem pisar em ovos. Que bom que vivo assim hoje, longe das garras dos patrões, aqueles que orientam, mandando sempre você virar à direita. Fui ver o que tinha nas bandas do lado esquerdo e descobri a encruzilhada, caminhos que vão para todos os lados. Graças ao Pasquim. Merci beaucoup Jaguar, Millôr, Francis, Ivan, Ziraldo, Henfil, Luis Carlos, Tarso, Sérgio Miguel, Sergio Augusto e todo o pessoal da pesada.

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