A QUE PONTO CHEGAMOS

A quarta-feira, 7 de agosto, foi apenas um dia a mais do mês do cachorro louco. Logo cedo, logo após o café da manhã, chegou a notícia pelo computador. Para quem trabalha diariamente com notícia, ela chegou fresca, quente. Em mais um golpe em meio a dezenas, uma juizeca do Paraná, com uma canetada, resolveu transferir o ex-presidente Lula, da Polícia Federal de Curitiba, para o presídio de Tremembé onde, segundo a imprensa calhorda, estão presas as celebridades. Quase todas essas celebridades proclamadas pela imprensa, ficaram célebres como presos, por cometerem assassinatos, estupros, tiros nas costas da namorada inocente, essas coisas. Inconformados com os vazamentos comprometedores de juizes e promotores, eles tramaram mais uma. O dia inteiro passou sobre forte emoção, sobre alta tensão. Um juizeco de São Paulo logo se arvorou em designar que o ex-presidente iria para o Tremembé. Quando chegou o final do dia, aquele 10 a 1, soou como o avesso de um outro 7 a 1. Lavamos a alma e comemoramos a permanência de Lula em Curitiba, quem diria? Lula, preso político, condenado a oito anos de cadeia porque disseram que uma empreiteira teria reformado um apartamento no Guarujá, apartamento que não é e nunca foi dele. Sem contar um sítio, que ele está sendo condenado por frequentar. Fomos dormir sossegados mas o objetivo final nosso é tirar Lula daquele lugar. Sonhamos com a liberdade dele, na certeza de que vai passar. Boa noite, presidente Lula! Bom dia, presidente Lula? (Alberto Villas)

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