SEM FUTURO

Fico aqui pensando com os meus botões, como será contada nossa história daqui a cinquenta anos. Como dois grandes jornais, O Globo e O Estado de S.Paulo, vão explicar o silêncio em torno de grandes acontecimentos políticos? Como os Marinhos e os Mesquitas vão explicar que decidiram simplesmente não noticiar os vazamentos do Intercept que, em 2016, mudaram o rumo da nossa História? Como irão explicar que esconderam dos seus leitores tais fatos? Vivemos a era da vergonha na imprensa. Escrita e falada. A Rádio Jovem Pan, por exemplo, virou porta-voz da imprensa fascista. Jornalistas e mais jornalistas, todos empregados, mergulharam no política do esconder debaixo do tapete o que não lhe interessa. Vivemos a era da vergonha, em que no principal telejornal do país, plasticamente bonito, existe uma forte autocensura comandada por seus donos ou, quem sabe, por seus poderosos chefões, mais realistas que os reis. [AV]

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