AGORA É TARDE

Eles sumiram. Aquela multidão de camisa amarela se espalhou por ai, fingindo que nada aconteceu. Sobraram alguns, mais radicais que, cegos, continuam acreditando no inacreditável. Estão silenciosos, não abrem a boca, não batem boca nem panela, não mandam ninguém pra Venezuela. Estão nos casulos esperando ordem superior. Se for preciso vestir a camisa canarinho, mesmo com cheiro de naftalina, vestem. São soldados prontos para enfrentar o exército vermelho. Alguns estão vermelhos de vergonha, já o véio da Havan veste verde e amarelo como um patriota qualquer, como o Louro José. Eles não fazem falta nenhuma pro nosso dia a dia. Não fedem, nem cheiram, como dizia meu avô. Poucos, muito poucos declararam seu arrependimento. Não aceitamos porque avisamos. Todos sabiam do desastre. Antes tarde do que nunca? Não, agora é tarde!

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