O VAMPIRO

Gesticulando as mãos sempre que abre a boca, ele apareceu na televisão, assim de repente. O golpista de sempre, o vampiro de outrora. Os dentes afiados, a língua morta. Ele sentou bem no centro da roda viva, rodeado dos de sempre. Falou, falou, falou. O que espantou o um por cento do Ibope que deu, foi o saber falar, mesmo que bobagem. O vampiro consegue construir frases inteiras, conexas, em um bom português. Podem ser frases reacionárias ou mentirosas, mas são frases com sujeito, predicado, verbo e entonação. Nem me lembrava mais de um político falando assim, sem talquei. [AV]

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