É PRIMAVERA

Que primavera é essa que não podemos comemorar a chegada das flores? As poucas, quase murchas, estavam ali na cerimônia do adeus a Ágatha. Assistida por familiares, amigos, repórteres e uma boneca da Mônica. Os assassinos estavam longe, procurando novas vítimas de uma política sem pé nem cabeça, como se lá nos anos 1970, os americanos decidissem sair matando todos os vietcongs. O perigo da hora nesse país chamado Brasil chama-se Witzel, o pistoleiro que resolveu eliminar parte da população do Rio de Janeiro. A cidade do Rio, outrora chamada de Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil. Cantada por Tom, por Billy Blanco, por Caetano e por Gil. Aquela que despertou o amor no pintor Paul Gauguin. A morte da pequena Ágatha está hoje na primeira página de todos os jornais. Amanhã talvez ainda esteja, mas na quarta, passa para o corpo do jornal, até um dia desaparecer. Como desapareceu Arthur, aquele bebê atingido por uma bala perdida, ainda dentro da barriga da mãe. Quem elegeu esse maluco governador? Deviam morrer de vergonha, sair às ruas batendo panelas até ele cair. Ainda faltam mais de três anos para esse alucinado deixar o poder. É muito. Quantas pessoas inocentes ainda vão morrer nas mãos desse imbecil que desce de um helicóptero comemorando, como se fosse o gol mil de Pelé, uma ação policial que terminou com morte? Não podemos deixar esse inimigo dormir em paz. [AV]

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