ZUNZUM E MEL

Os antigos Novos Baianos diziam que eram incapazes de matar uma muriçoca. Os mesmos, diziam também que a abelha fazia apenas zunzum e mel. Albert Einstein disse, um dia, que se as abelhas desaparecessem da face da Terra, a espécie humana teria somente mais quatro anos de vida. Sem abelhas, não há polinização, ou seja, sem plantas, sem animais, sem homens. Eu, que já matei muita minhoca, muito tatu-bola, muita mosca-varejeira, muita taturana, hoje sou incapaz de matar uma muriçoca, quanto mais uma abelha. No verão, elas costumam invadir a nossa cozinha atrás de alguma coisa doce. Voam lá, voam acolá e eu sempre atrás delas indicando a janela, a saída. Acho que perto da minha casa, talvez no telhado da padaria, existe uma colmeia, não sei. É sério. A imprensa europeia não tira as abelhas das manchetes, das capas de revistas científicas, dos suplementos de saúde e comportamento. A gente por aqui, parece não dar muita bola pro assunto levantado por Einstein, tantos anos atrás. As abelhas não podem desaparecer como os dinossauros, como o dodô. Precisamos delas, não apenas pra fazer zunzum e mel. Pobre de nós brasileiros, que já estamos correndo o risco de desaparecer em quatro anos, imagine sem as abelhas. [AV]

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