LA VIE EN ROSE

Dois dia já se foram, entramos no terceiro ainda desesperançosos. Que os próximos não passem em branco, que venham dias melhores, rosa ou não. Os números do feminicídio assustam. Nos quadradinhos do UOL sempre encontramos alguma notícia, tipo marido matou a mulher, namorado matou a namorada,  menino matou a menina. As estatísticas aumentam, vão sendo computadas e o resultado da matemática são expostos nos mesmos quadradinhos. Já são tantos crimes nos últimos tantos dias. O marido é acusado, o namorado está desaparecido, o autor do crime foi frio ao confessar. Usam facas, trapos de pano, sacos plásticos, trinta e oito, ácido. Que o outubro seja de todas as cores, enfileiradas como num arco-iris ou não. Que outubro traga a coragem para que elas possam andar nas calçadas sem precisar olhar para o chão, passos apressados, olhares desviados, assustadas com a sombra em suas costas. Que sejamos homens para encarar de frente, de igual para igual, faça chuva ou faça sol. Aqui no Leblon, em Higienópolis, Morro Doce, Paraisópolis. Rita já cantou todas as mulheres do mundo, deu nomes, uma a uma. John recitou woman is the nigger of the world, ao lado da mulher Yoko. Erasmo, não o de Roterdam, o nosso, já compôs versos como dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda. [AV]

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