O BRASIL MORRENDO NA PRAIA

Dorival já disse um dia, que é doce morrer no mar. Tantos anos depois, estamos vendo o mar morrer. Morrer de plástico, morrer de óleo, morrer de medo. Achavam que salvar tartaruguinhas era coisa de ecochato. Que recolher sujeira humana na areia, era coisa de militante fanático. Não deram atenção, apertaram a tecla foda-se. Chegou a hora. Não acredito num acidente, simplesmente. Nem na coincidência dessas toneladas de óleo que chegam na costa brasileira, justamente nos estados que não votaram no imbecil para presidente da República. Vingança é o seu nome e ela pode estar chegando pelas ondas do mar. Satélites existem por todos os cantos, até mesmo dentro do elevador que você sobe para ir pra casa, pro trabalho, pro médico. Olhos nos espiam desde 1984, na garagem, no supermercado, na farmácia, no posto de gasolina. Menos no mar. Os satélites estavam de férias ou aposentaram. O departamento que cuida disso foi extinto pelo imbecil. Não acredito em coincidências. O nordestino é um bravo, cabra marcado pra lutar. Está tirando as placas de óleo com as próprias mãos, levando as tartaruguinhas para longe, salvar algumas, continuar a vida. O nosso planeta está na UTI, sinto isso, sinto muito. [AV]

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