PUXANDO A BRASA PRA SARDINHA

Quando o Caderno 2 foi lançado, em abril de 1986, eu fazia parte de uma equipe inovadora e, principalmente muito inquieta. Em poucos meses, o suplemento era o mais lido do Estadão. Virou uma espécie de Pasquim encartado dentro de um jornal declaradamente conservador. Costumávamos dizer que o Caderno 2 era uma mistura de Planeta Diário e Gazeta Mercantil. Enfim, o suplemento de artes e espetáculos do Estadão era uma festa. Queríamos fazer um jornal informativo, divertido e bonito. Suas capas eram feitas com esmero a cada dia. Capas que entraram para a história. Assim que o jornalão mudou de direção, em 1987, o Caderno 2 mudou também. Encaretou, ficou igual a todos os outros. Basta comparar as duas capas expostas acima. Uma da década de 1980 e outra de 2019. O Estadão, como um todo, ficou feio. Precisa de uma reforma gráfica urgente, antes de acabe. 

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