PALHAÇADA

Repórteres inusitados, às vezes engraçados, às vezes exagerados, diferentes, inusitados, já tivemos. Nos anos 1980, Marcelo Tass fazia sucesso na pele de Ernesto Varella, um repórter capaz de acompanhar as eleições, perceber uma marca de batom no rosto de Paulo Maluf, virar pra ele e dizer: “Acho que alguma boca de urna beijou o senhor!” Indo não tão longe assim no tempo, tivemos os repórteres do extinto CQC que, inclusive, chegaram a receber tabefes dos entrevistados. Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, foi parar no Globo Esporte depois de algumas polêmicas no SportTV. A função dele ali é colocar um pouco de graça nas reportagens. De bermuda, cabelo oxigenado, rabo de cavalo, muita gritaria e um entusiasmo exagerado,  Lucas entra no ar sempre pra tentar animar a festa. Com uma lupa muito potente, às vezes conseguimos enxergar um pingo de graça propriamente dita, de humor. É capaz de entrar de surpresa num vestiário e mostrar a bunda de um jogador claro que, na Globo, devidamente desfocada. Berra, dança, torce e acha tudo muito engraçado, certamente bem mais do que os telespectadores. Com uma lupa na mão, na verdade, a gente sente uma certa preguiça. 

[foto Reprodução TV Globo]

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