HISTÓRIA EM QUADRINHOS

O diário francês Libération é a minha Bíblia. Mesmo sendo um pouco distante daquele jornalzinho preto e branco de 1968, lançado nas ruas de uma Paris em chamas. Aquele jornal que não aceitava publicidade e era uma arma que se juntava às pedras do Boulevard St.Germain contra policiais e um governo conservador. Acompanho desde então o Libé, como sempre foi chamado. Já escrevi crônicas sobre essa paixão, artigos para o Caderno 2 do Estadão e também para a luxuosa revista The President. Não me canso de exaltar esse tabloide. Estou aqui hoje para falar da edição desta quinta-feira, 30 de janeiro, que está nas bancas espalhadas pela França. O meu amor por esse jornal é a sua criatividade. Ele está sempre surpreendendo os seus leitores, como eu. Procura nunca ser o óbvio, encadernado numa fórmula. Quando preciso rompe com o logotipo, rompe com o papel, rompe com qualquer ranço de tradição. Qual é a novidade de hoje? Aproveitando a ocasião do Festival de Quadrinhos de Angoulême, o maior do mundo, a redação entregou a quadrinistas todas as ilustrações do jornal. Nenhuma foto, só quadrinhos, em todas as páginas, ilustrando greves, coronavirus, Trump, Macron, gols, filmes, economia, tudo. Dá gosto acompanhar um jornal que nos surpreende a cada dia, desde 1968. 

[foto Reprodução]

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