NO AR!

Vinte horas em ponto, com direito a contagem regressiva, a CNN Brasil entrou no ar neste domingo, 15 de março de 2020. Deu tudo certo no quesito tecnologia. Claro que algum nervosismo, mas nenhum tropeço. Apenas algumas observações deste blog. Abrir falando inglês deixou claro que, como eles afirmam no slogan, trata-se da “maior televisão do mundo, agora no Brasil”. Teve doses de cafonismo ao mostrar o microfone da emissora chegando dentro de uma caixa vermelha, como se fosse um presente para os apresentadores. Havia estampado no rosto de cada contratado que ia aparecendo, aquela euforia meio GloboNews, “gente, eu estou trabalhando na CNN Brasil e estou muito feliz”. A nova rede de televisão por cabo que acaba de ser inaugurada, preparou um grande programa de estréia, mostrando a que veio: concorrer diretamente com a GloboNews que praticamente corria sozinha, já que BandNews e RecordNews são emissoras apagadas. Ninguém corre para uma das duas quando acontece um fato importante e precisa-se de informação. A CNN Brasil tem uma turma jovem e animada, disposta a enfrentar os leões Marinhos. De cara, uma reportagem direto da Itália, mostrando a cidade onde a grande tragédia italiana começou, depois de se espalhar pela China. A repórter, corajosa, percorreu as ruas fantasmas e deu o seu recado. Desculpe-me os leitores, mas ainda não guardei o seu nome, erro meu, deveria ter anotado. Logo cedo, exibiram um verdadeiro Vídeo Show, mostrando como tudo começou ali na Avenida Paulista. Talvez cedo demais para uma emissora que se propõe em cima do fato. Depoimentos dos novos contratados, muita obra e uma das contratadas  afirmando que nunca vai se esquecer “do cheiro de tinta” que sentiu quando entrou ali pela primeira vez. O jornal do Gottino e da Monalisa Perrone se mostrou ágil e sem vacilos. Aos poucos, a CNN Brasil foi ficando com a cara meio da GloboNews, entrevistando Rodrigo Maia, David Alcolumbre e Dias Tofolli. Talvez uma pergunta aqui, outra ali, um pouquinho mais picante que a GlobNews exatamente para mostrar a diferença. A primeira escorregada foi com a entrevista do presidente Jair Bolsonaro, em frente ao Palácio da Alvorada. O âncora garantiu que o presidente estava ali meio por acaso e depois de ver, de longe, a reportagem da CNN Brasil, foi até lá conversar com o repórter. Ora, é claro que estava tudo devidamente combinado. O único detalhe estranho da entrevista foi a camisa em tom de vermelho do presidente de ultra-direita. Bolsonaro elogiou a manifestação a seu favor e pelo fechamento do Congresso, inclusive com sua participação usando uma camisa da seleção brasileira. Minimizou quanto pôde a tragédia do coronavírus e nem o repórter, nem os âncoras, chamaram a atenção para a irresponsabilidade dele. O melhor da primeira noite, sem dúvida, deixaram para o fim, a entrevista com o ex-poderoso chefão da CBF, Ricardo Teixeira, acusado de inúmeros casos de corrupção e visivelmente abatido depois de passar por várias pendengas judiciais e de saúde também. A repórter Monalisa Perrone o enfrentou mesmo nos momentos mais tensos em que ele se portou como o outrora vibrante Ricardo Teixeira todo poderoso. Enfim, a CNN Brasil está no ar disposta a brigar pela audiência. A GloboNews certamente está ciente do poder da maior televisão do mundo, agora no Brasil. [AV]

 

 

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