HOJE É DIA 29

Hoje é dia de comer o nhoque da sorte e, ainda é cedo, não sei se teremos. Nunca pesquisei que história é essa, de onde veio, preciso. Comíamos nhoque todo dia vinte e nove e tem mais. Colocávamos uma nota de um dólar, hoje quase seis reais, debaixo do prato. Tínhamos certeza de que a sorte viria e veio. Estamos aqui até hoje, de pé. Fazer nhoque hoje aqui para poucos, sei não. Faz tanta sujeira na cozinha, farinha pra todo lado, melhor não. Nice não vem tão cedo pra dar aquele trato. Vou ficar calado, não vou lembrar da data, mas pensando bem, estamos precisando de sorte e nhoque. Sorte pra nos tirar dessa prisão domiciliar, ganhar as ruas sem perigo de contaminação, lavar as máscaras pela última vez e nem sei se guardar de lembrança ou para o próximo vírus. Precisamos de sorte para tirar esse analfabeto do poder, cortar as asas dele, mandar-lo de volta para o condomínio da Barra, nunca mais lembrar o seu nome. Precisamos de sorte para escaparmos dessas dessas duas pragas, cada vírus pior do que o outro. 

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