TRÊS EM UM

Na noite de segunda-feira (1), tinha três programas que queria ver, ao mesmo tempo. Começou pela livre do cantor e compositor baiano Tom Zé. Foi fácil achar, sintonizei e viajei com ele em velhas canções e suas histórias, um sobrevoo aos anos 70, 80. Tom Zé em casa, sem público, sem aplausos, mas os comentários passando feito um bólido, quase não dava pra ler. Minutos depois começou o Roda-Viva com Lobão. Cansei dele, mas queria apenas ver sua cara depois de apoiar Jair Bolsonaro nas eleições do ano passado. Lobão tem a capacidade de falar sem parar, girar em torno de si, e dizer sempre as mesmas coisas. Aquela velha história de Chico e Caetano, de ser polêmico, de ser chato. Ouvi coisas do tipo “a gente acha o Bolsonaro ruim, mas quando a gente lembra que Lula abraçou Kadafi, abraçou Sadam Houssein…” Ouvi coisas do tipo: “achei que eleito, o Bolsonaro ia passar um pito nos filhos”. Ouvi ele dizendo “eu sou uma pessoa sexy” e fui embora pra sala ver Papo de Segunda, já que Tom Zé, que via ao mesmo tempo de Lobão, se despediu. O que mais me impressionou no Lobão foi sua barba branca e seus cabelos negros. Parecia aquela espécie de melro que tem a cabeça preta e o papo branco. Valeu a pena a troca. O Papo de Segunda era um papo de primeira. Fabio Porchat, Emicida, João Vicente, Francisco Bosco e Pedro Bial, como convidado. Ótimas pautas sobre os tempos que estamos vivendo. Me esqueci do Lobão que continuou ligado no escritório. Quando vi, já tinha acabado, não sei como foi o final. 

[fotos Reprodução]

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