TRILHAS

E cada qual no seu canto e em cada canto uma dor. Já ouvi isso antes na voz de um Chico menino ainda, tímido e desajeitado, ao lado de Nara, mais ainda. Havia banda e a banda passava cantando coisas de amor. Estou rodeado de trilhas sonoras para enfrentar dias, já são oitenta e sete, amanhã oitenta e oito. Tenho dúvidas se o oito é o infinito de pé ou se o infinito é o oito deitado.Tenho um milhão de amigos e nem me lembro mais do barulho do tin-tin dos copos de cerveja. Não me pergunte/Não me responda\Não me procure/E não se esconda/Não diga nada/Saiba de tudo/Fique calada/Me deixe mudo/Seja num canto/Seja num centro/Fique por fora/Fique por dentro. Tenho lido todas as reportagens sobre sonhos em tempo de corona.  Se quiser saber, sonhei que um cactus havia brotado no meu celular e quando ele tocou às seis horas em ponto, tive medo de meter a mão. Ainda bem que vi antes e não me estrepei. Era cactus, mas era vírus, era corona, era covid. Hoje soube que o verde tão lindo dos gramados campos de lá estão todos com círculos para que fique cada qual no seu canto na hora do picnic. Se a esperança não vem do mar, nem das antenas de TV, vem de onde? Das asas da Panair? Falam agora de corticoide, enquanto tomo o meu Puran 25. Continuo aqui armazenando pensamentos. Pra ser sincero, não vejo a hora de lhe dizer tudo aquilo que decorei.

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