O SOL DO FIM DE SEMANA

Em festa, o jornal coloca o seu centenário na manchete principal

Uma besta em maus lençóis

Ô coisinha mais bonitinha do pai…

Na foto em destaque na primeira página, exposição marca os 100 anos da Folha

Folha, 100, na capa da Ilustrada

Nada mais incoerente para um país que só reconheceu a vitória de Biden como presidente, mais de um mês após as eleições

Quando a Economia fala mais alto

Na foto em destaque na primeira página, ao vivo, direto de Marte

Pelé & Política nunca se deram bem

Ele deveria estar no zoológico, com todo respeito aos animais

Na verdade, Bolsonaro ameaça o país

Um número redondo que assusta

Ainda resta uma esperança

Sem palavras

Fato raro na imprensa brasileira: um jornal falando bem do concorrente

Vem aí o esperado livro de Tatiana Salem

Enfim, a mamata continua

A prisão do deputado bolsonarista na capa da Veja

O Sol gosta e lê o jornal O Público todos os dias

Na capa da Economist, o sonho de uma América mais limpa

A Time circula esta semana com várias capas. O número especial 100 personalidades do mundo, inclui os brasileiros Guilherme Boulos e a cantora Anitta

MAURICIO STYCER

Estreou esta semana sem maior alarde na HBO o documentário “Yusuf Hawkins: Tempestade sobre o Brooklyn”. O filme reconstitui um crime motivado por racismo ocorrido em Nova York, em 1989, mostrando a enorme repercussão que alcançou e o impacto que teve nas eleições para a prefeitura da cidade.

Yusuf Hawkins tinha 16 anos. Em 23 de agosto de 1989, ele e outros dois amigos negros foram cercados e atacados por um grupo de cerca de 20 adolescentes brancos ao passarem num bairro próximo ao que moravam. Os agressores portavam tacos de beisebol; um deles, armado, atirou, causando a morte de Hawkins.

Mais do que expor o drama familiar que causa e a investigação policial do crime, o documentário de Muta’Ali reconstitui a mobilização da comunidade negra de Nova York em busca de Justiça.

Sob a liderança do reverendo Al Sharpton, entre meados de 1989 e 1991, foram realizadas 20 passeatas no bairro em que ocorreu o crime. Como diz Sharpton, o objetivo é constranger quem vive na região. Imagens da época expõem o incômodo que essa movimentação causou. “Não somos racistas, só não gostamos de negros”, diz um morador durante um dos atos.

Em 1989, por coincidência, foi lançado o filme “Faça a Coisa Certa”, de Spike Lee, que retrata justamente a complexa convivência entre negros e ítalos-americanos no Brooklyn.

Em 1990, David Dinkins tornou-se o primeiro, e até hoje único, negro eleito prefeito de Nova York, derrotando Ed Koch, que comandou a cidade por três mandatos seguidos, entre 1978 e 1989.

O autor dos disparos foi identificado e condenado a 32 anos de prisão. O homem que organizou o ataque aos jovens negros foi condenado a 16 anos (cumpriu a metade). Outros três participantes foram condenados a penas menores.

Uma live de quinta. Bolsonaro finge que está tudo bem, sorri e não toca na prisão do seu amigo Daniel Silveira

Quer ver o comentarista de direita Augusto Nunes irritado, é falar que o Boulos está na Time. Ele disse na Rádio Jovem Pan, entre outras bobagens: “Quer saber notícias do Brasil, não leia a Time”

Uma edição luxuosa e primorosa da Record reúne seis contos do escritor colombiano Gabriel García Márquez, ilustrados por Carme Solé Vendrell

Estamos ouvindo Elza Soares cantando Divino Maravilhoso, algumas músicas de Adriana Calcanhoto remixadas, Mosca cantando Tô, de Tom Zé, e Moreno cantando Fullgás. Vale a pena ouvir de novo. Tudo no Spotify.

 

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