FIM DE SEMANA

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São Paulo tem dessas coisas. De repente, aparece uma grande cantora, grava um disco, fica quietinha no seu canto, estrela solitária. Não vira popstar mas é cultivada por poucos, talvez entendidos. É o caso de Regina Machado e o seu CD Multiplica-se Única, onde interpreta de maneira singular, nove canções de Tom Zé, de quem já foi vocalista. Ouça .

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O desgosto com o gestor de São Paulo é grande. Ele abandonou completamente as ciclovias do governo anterior, talvez por birra. Enquanto elas vão sumindo na poeira e na sujeira da cidade, leia o livro Eu sou a mudança. Altamente recomendável ao gestor.

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De tempos em tempos, as revistas francesas mudam de cara. Mudam o formato, o logotipo, o conteúdo, sempre acrescentando, nunca diminuindo. É o caso da revista semanal de cultura Les Inrockuptibles, que mudou essa semana. Pra melhor.

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Janelas de Havana

[foto Alberto Villas]

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Sigmund Freud e Carl Jung ao sair da sauna, 1907

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Anos 1960

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FIM DE SEMANA

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Em 1973, quando Raul Seixas lançou o seu primeiro disco solo – Krig-Ha-Bangolo! – Caetano Veloso, em entrevista ao semanário Opinião disse: “Esse disco do Raulzito é máximo”. Raul expunha ali por inteiro, de corpo e alma. O disco é cheio de letras curiosas, um balançar de coreto ainda em tempos sombrios de ditadura. Krig-Ha-Bandolo! virou um clássico e, 44 anos depois está voltando às lojas de discos em formato vinil, sem tirar nem por nada da edição original. Ouça.

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Quarenta e cinco anos depois de ter feito seu autorretrato para a capa de seu disco solo O último dia do resto da nossa vida, Rita Lee voltou a se refazer para a capa do livro Drops, que está sendo publicado pela Editora Globo. Depois do sucesso de sua auto biografia, menos de um ano depois ela lança um livro de contos que é a sua cara. Uma mistura de sonhos, realidade, curtições e ficção. Diversão garantida.

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Em meados dos anos 1970, o Brasil tinha várias revistas de literatura. Ficção, José, Inéditos, O Saco e Escrita. Escrita marcou época, revelando novos autores e fazendo bonito com artigos de peso sobre a nossa literatura. Deixou saudade.

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LENIN, BRANCO DE NEVE

São Petersburgo

[foto Maria Turchenkova]

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NOS TEMPOS DA CENSURA

Cálice, de Chico e Gil, censurada

[1973]

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[Anos 1970]

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AH, O CHARLIE!

O tabloide semanal satírico francês continua aprontando. Aquele que um dia viu sua redação ser eliminada por extremistas, essa semana volta à carga. A capa é o atentado de Barcelona e a manchete é essa: “Islã, religião de paz… eterna!”

[foto Reprodução]





FIM DE SEMANA

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Lançado em 1973, Quem é Quem, de João Donato, que completou 83 anos esta semana, é considerado até hoje como sendo o seu Sgt. Pepper’s. Um disco que abriu caminho para uma carreira discreta mas sólida e impecável. Quem é Quem está sendo relançado em formato vinil, o que tem acontecido com vários Sgt. Pepper’s da música popular brasileira. Ouça!

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Treze meses dentro da TV, de Adriano Silva, é um livro surpreendente por ir contra a maré para contar uma história de fracasso. O jovem Adriano Silva, que tinha uma carreira promissora dentro da Editora Abril – era diretor do núcleo de revistas jovens – resolveu ir pra televisão. Para entender, criar e fazer, o que sempre foi seu forte. Acertou sua ida para a Rede Globo em 2006 e, animado, mudou-se de mala e cuia para a cidade conhecida como maravilhosa. Adriano assumiu o cargo de Chefe de Redação do Fantástico e foi à luta. Cheio de ideias, ele chegou e encontrou um gigante meio adormecido, em queda vertiginosa no Ibope, mais precisamente de 40 pontos para 32 pontos. Mas, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade, cuja morte completou trinta anos esta semana, havia uma pedra no caminho. Mais precisamente, algumas pedras. Nos treze meses que passou no Rio, ele fez das tripas coração para sacudir o gigante meio adormecido, principalmente acordar gente instalada há anos na zona de conforto. Adriano chegou para criar, para sacudir o coreto na expectativa de melhorar o programa e não conseguiu. Usando uma palavra bem adequada, ele foi fritado. E um dia, mais precisamente treze meses depois, foi chamado na sala da direção do programa e comunicado que estava demitido. Sem direito a resposta. Perplexo, Adriano tentou entender o que aconteceu e, com boa memória, reconstitui o “crime” no livro que está chegando às livrarias essa semana. O bom do livro é que ele dá nome aos bois e aponta caminhos para aqueles que estão começando na carreira, não cometerem os erros que ele cometeu. E ele explica um a um. Um livro altamente recomendável. Apenas uma última informação: O programa que ele pegou – mais ou menos em crise – com um Ibope de 32 pontos, hoje tem uma média de 22, isto é, dez pontos a menos. Para quem conhece os bastidores de TV, fica claro que o problema do Fantástico não era Adriano Silva.

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Uma das revistas mais bacanas de jazz, a francesa Jazz Magazine se curva ao psicodelismo dos Beatles de 1967 e consagra seu número de agosto aos cinquenta anos do lançamento de um dos discos mais importantes – se não o mais importante – do século.

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ESTÁTUA VIVA

Las Ramblas, Barcelona

[foto Alberto Villas]

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A turma do Caderno 2 do Estadão, em abril de 1986, mês em que o caderno foi lançado. No círculo vermelho, Álvaro de Moya, um dos maiores especialistas em quadrinhos do país, morto esta semana.

[foto Juvenal Pereira]

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[Anos 1960]

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FIM DE SEMANA

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Para quem é dos Beatles e dos Rolling Stones, depois de comemorar os cinquenta anos do Sgt Peppers, chegou a hora de comemorar meio século do primeiro disco do Pink Floyd. Psicodelismo puro.  Ouça!

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Não se trata de um livro oportunista. Apenas um rapaz latino-americano vinha sendo escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros, um dos mais respeitados do país, há algum tempo. Apenas foi atropelado pela morte inesperada do cantor e compositor cearense. Vida e obra de Belchior, com a pluma de Jotabê Medeiros, que dispensa comentários.

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Durante o ano de 1972, bichos grilos capitaneados por Luis Carlos Maciel, publicaram, no Brasil, uma edição tupiniquim do então tabloide americano Rolling Stone. Vivíamos o auge do hipismo, do psicodelismo e o sonho ainda não tinha acabado. O material reunido na coleção completa é raro e histórico. Viva o underground!

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EGGS

Supermercado em Londres

[foto Alberto Villas]

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O escritor Wander Priori engraxando sapatos no centro de Belo Horizonte

1988

[foto Fernando Rabelo]

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[Anos 1970]

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