VAI PRA CUBA!

Já fui a Cuba duas vezes, o que acho pouco tamanha minha paixão pela ilha. A primeira, em meados dos anos 1980, como repórter do Estadão, pra cobrir o Festival de Música de Varadero. Fui no mesmo avião que Chico Buarque, rei de Havana na época. Passei quinze dias por lá e foi amor à primeira vista. Depois voltei em 2013 com a família – mulher e filhas – como turista. Foram duas viagens bem diferentes, ambas apaixonantes. Agora, acabo de fazer a terceira viagem, lendo Farofa Paradisíaca & outras histórias cubanas, da jornalista e escritora Débora Rubin. Ela partiu em junho do ano passado com o companheiro André Julião, também jornalista, e soube reunir historinhas saborosas e pequenas aventuras que recomendo a todos. Publicado pela Tüz e ilustrado por Rodrigo Terra, a Farofa de Débora é uma delícia para quem já conhece a ilha, agora de Miguel Díaz-Canel, e, para quem não conhece, vai dar aquela vontade louca de pegar o primeiro avião com destino a felicidade.

[foto Reprodução]

ERRAMOS

A Folha de S.Paulo abre espaço para publicar fatos referentes aos 50 anos do ano de 1968 (aquele que não terminou), noticiados como se fossem fatos atuais. Uma boa ideia. Na página publicada nesta quarta-feira, uma boa reportagem mostra a morte do estudante Edson Luiz, aquele que virou um símbolo de 1968. Observa-se no entanto que a manchete de hoje – “PM mata estudante em confronto no Rio” – é bem mais realista que a manchete publicada há 50 anos: “Estudante morto em choque no Rio”.

[fotos Reprodução]

MORTE ANUNCIADA

Mais uma revista que se vai. A inglesa NME, bíblia da música, criada em 1966, no auge dos Beatles, deixa de circular em papel. O anúncio foi feito para tristeza de milhares e milhares de leitores que mergulharam de cabeça no mundo pop durante todos esses anos. Uma tristeza.

[foto/NME número 1/Reprodução]