O SOL DO FIM DE SEMANA

Quem sabe, Braga Neto não quer também a volta da máquina de escrever, do mimeógrafo à álcool, do catálogo telefônico, da TV em preto e branco e do walk-man?

Quando Joe Biden pisa na bola

Ah… estava faltando essa na Folha de S.Paulo

Uma tragédia chinesa

O Estado de S.Paulo bate o pé e enfrenta o ministro da Defesa

Resumindo: o voto impresso subiu no telhado

Olimpíadas News

Bolsonaro assumiu!

É mentira, Terta?

Antes tarde do que tarde

Os dez anos da morte de Amy Winehouse na capa do Segundo Caderno

Os riscos que a natureza corre nas capas das inglesas New Scientist e The Economist

Vimos na capa do Libération. Desenho de Coco.

A ousada capa da francesa Technikart, revista de cultura e comportamento

Na capa da Carta Capital que começa a circular hoje, aquela história: o último dólar a sair apaga a luz

Na capa da Veja, a ida do governo brasileiro a Angola, para tentar salvar a Igreja Universal por lá, violando a Constituição

NOTA 10

Para a repórter Bárbara Coelho, que vem dando um show de simpatia na cobertura das Olimpíadas no Jornal Hoje. Além de simpática, é precisa, é competente e bem informada. Faz uma interação perfeita com Maju Coutinho.

A autora iraniana de Persépolis, nos apresenta agora Frango com Ameixas. Marjane Satrapi sabe contar, em quadrinhos, a vida cotidiana como ela é.

O SOL está ouvindo, prestando atenção nas letras e gostando do segundo disco solo do hermano Rodrigo Amarante

O SOL pergunta por que os Estados Unidos silenciam diante dos opressores da África do Sul que mataram 90 manifestantes nos últimos dias.

 

 

 

 

 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

A volta da velha política

Esporte e política, de mãos dadas

O SOL recomenda a leitura do livro O Homem que Amava os Cachorros, de Leonardo Padura

Benett, na página A2

A ameaça de golpe de Braga Neto

Bolsonaro fazendo tudo que prometeu não fazer

E salvou-se! Incrível!

Isso aqui é um pedacinho do Japão, iá iá…

O Centrão é um vírus que se espalha pelo país

Ah sim, estamos vivendo uma pandemia!

Marta, my dear…

As semanais inglesas

Nos Estados Unidos, é mais difícil adotar um cão do que entrar na universidade. Capa da New York

Lembra dele?

Ô loco!

Piparote chega em versão online e em papel, para espalhar um pouco de cultura neste país tão massacrado pelo governo federal. Piparote oferece poemas, traduções, contos, crônicas, ensaios, além de teatro. Leitura de alta qualidade, um respiro!

 

 

O SOL DE QUARTA-FEIRA

Jeitinho parlamentar

O milionário Jeff Bezos está indo longe demais…

No quesito Jornalismo, não se trata de uma foto-legenda, e sim de uma equação

O frio que corta do coração

O velho toma lá, dá cá!

Quem bate? É o frio…

Pra não dizer que o jornal não falou de pandemia

Arruma daqui, arruma dali

Fazendo injustiça com as próprias mãos

Vão começar as Olimpíadas da Pandemia

Vai ser bom, não foi?

O alemão Süddeutsche Zeitung dá grande destaque para o caso Pegasus na primeira página

A arte de fazer um bom título para a viagem de Jeff Bezos. Vimos na primeira página do Correio Brasiliense

A união de Robert Crumb com o blues é receita que não pode dar errado

Nos cursos de Jornalismo, ensinam que a foto tem que estar de acordo com o título. Veja a cara de assustado do russo…

 

 

 

O SOL DE TERÇA-FEIRA

Na verdade, todo o governo Bolsonaro atrasou as vacinas

Bolsonaro já admite derrota… como soa bem esta frase!

O Haiti não é aqui

Na capa da Ilustrada, a cada dia, nasce uma obra made in pandemia

A guerra da vacina tem o seu lado bom

Ajoelhou, tem de rezar

Uma boa notícia

Fundo Eleitoral, a nova novela

Procura-se desesperadamente uma terceira via

Proporcional ao número de crimes

Onde o Brasil tem pressa

Um dos caras que está acabando com a cultura no país, tem o apelido de Capitão Cultura. Pode isso?

A vitória de Castillo na primera página do jornal peruano El Comercio…

… e do jornal argentino Página 12

A capa da revista Donna, do jornal italiano La Repubblica

A televisão aberta está perdendo público a olhos vistos e numa velocidade estonteante. O Fantástico, que em outros tempos já deu 45 pontos de média, domingo passado registrou 16.4 pontos. A média do domingo na Globo foi de 11.4, número que deve ter tirado o sono dos poderosos chefões da outrora Venus Platinada.

Comentarista de direita não fica sem emprego, já percebeu?

O SOL recomenda a exposição de Maxwell Alexandre, no Instituo Tomie Ohtake, em São Paulo. Vai até 25 de julho.

PARA LER:

https://www.pagina12.com.ar/355910-crecen-las-sospechas-sobre-la-ayuda-de-bolsonaro-a-los-golpi

 

O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

Você lava, eu enxugo

Para Bolsonaro, não existe governo mais honesto do que o dele. Quem viver, verá!

João Montanaro na página A2

Na foto em destaque na primeira página, um domingo na Avenida Paulista como se não existisse coronavírus

O sol na Indonésia

Talvez o proporcional ao desmatamento

Terrivelmente aceito

O PIX chegou para ficar

O Estadão também foi para a Paulista para fazer a foto da primeira página

Resumindo: muito dinheiro e pouca fiscalização

O Globo também não resistiu e foi pra Paulista apreciar o movimento

Depois de Eliane Catanhêde, agora é Miguel de Almeida que sugere Lula sair de vice. Que tal convencer o Corinthians ficar na vice-liderança e deixar o Palmeira ser campeão?

A Bossa-Nova é foda!

O verão do coronavírus, na capa da alemã Der Spiegel

A espanhola Panenka, a melhor revista de futebol do mundo, sai com um número especial Jogos OlÍmpicos

Na capa da IstoÉ, Arthur Lira, o amigo do presidente e presidente da Câmara dos Deputados

Existe um programa na Rede TV! que se chama Agora com Lacombe. Na quinta-feira passada, o entrevistado foi o senador bolsonarista Marcos Rogério, escudo do presidente da República na CPI da Pandemia. Lá, ouvimos a jornalista Regina Villela, uma das entrevistadoras, dizer o seguinte:

SENADOR EU QUERO DIZER AQUI UMA COISA. AQUELE SENADO ALÍ ESTÁ CHEIO DE GENTE FEIA. O SENHOR É, PELO MENOS, UM SENADOR BONITÃO. EU ESTAVA OLHANDO DAQUI… QUE CÍLIOS LINDOS O SENHOR TEM!

LACOMBE ACRESCENTA: FOI O QUE A MINHA PRODUTORA DISSE TAMBÉM!

E CRISTINA FECHA: É UM SENADOR GATO! O SENHOR É UM SENADOR GATO!

Osvaldo ficava impressionado com o capricho com que cuidávamos, eu e meu irmão, da criação de pombos. Todos eram registrados num caderno de capa dura, data de nascimento, nome, nome do pai e da mãe: Asa Branca, filho de Marronzinho e Branquinha, Pintada, filha de Preta e Aleijadinho.

Osvaldo prometeu, naquela tarde, que no dia seguinte, um domingo, ele iria ao Mercado Central comprar um casal de pombos japoneses, como chamávamos as pombas da raça coleirinha, nosso sonho. Elas custavam caro e a gente só as observava em gaiolas no corredor de bichos vivos do Mercado Central.

Lavamos o pombal com Creolina e sabão português e deixamos tudo prontinho para receber o casal de pombos japoneses prometido por Osvaldo.

Não dormi aquela noite, aflito e ansioso nos meus 12 anos de idade, só pensando nas pombinhas no meu pombal.

A notícia chegou no domingo cedo, minha mãe com o olhar assustado anunciou que Osvaldo havia sido assassinado num pequeno hotel no centro de Belo Horizonte. O corpo apareceu caído no corredor do hotel, com um único tiro. Minha mãe repetia sem parar:

Não levaram nada, o dinheiro que ele tinha na carteira, o relógio no pulso, o lenço de pano no bolso de trás da calça, o pente, os documentos, nada.

O que aumentava o mistério.

Osvaldo trabalhava com o meu pai no Serviço de Meteorologia, mas sabíamos pouco dele. Nunca o vimos com namorada, não sabíamos quem eram os pais dele, se tinha irmãos ou parentes. Só sabíamos que ele era de Ouro Preto.

Numa época de vacas magras, Osvaldo morou no quarto que havia no porão da nossa casa, no bairro do Carmo. Foi nessa época que ele passou a ensinar francês para minha irmã mais velha, que estudava no Colegio Sion. Nunca soubemos onde Osvaldo aprendera francês, uma língua requintada na época.

Mataram Osvaldo!

Nenhuma linha nos jornais, nunca soubemos se houve perícia ou investigação sobre o caso. Ele foi enterrado em Ouro Preto e a cena que ficou na memória foi a de Maria Ferreira, colega de Meteorologia, que levou para o velório uma cesta de salgadinhos – empadas, coxinhas, pasteizinhos português e quibes – e algumas garrafas de pinga. Era a última homenagem a Osvaldo, que adorava uma pinguinha mineira, todos os dias ao cair da tarde.

Osvaldo morto, minha mãe começou a sonhar com ele.

Contou para ela, aflita que estava sem saber onde estava a carteira que perdera, cheia de dinheiro e documentos.

Está dentro da poltrona de couro, lá na repartição! Disse ele no sonho. Minha mãe acordou assustada e, ao chegar o serviço, o meu pai pediu ajuda a Mateus para revirar o sofá. Reviraram e a carteira caiu no chão.

Minha irmã estava ansiosa com a prova oral que teria no dia seguinte, quando minha mãe acordou e disse a ela: Sonhei com Osvaldo dizendo que cairia o ponto de número 9. Era uma época em que as pessoas estudavam pontos e na hora da prova oral, retiravam um número de um saquinho de pano e tinham que dissertar sobre o assunto.

Minha irmã decorou o ponto de número 9 e quando retirou o papel do fundo do saco, ficou pálida ao ponto de a freira perguntar se ela estava bem. Sim, ela se recuperou e recitou o ponto 9, de cabo a rabo. Nota 10.

Minha mãe sonhou com Osvaldo dizendo que ele teria de ir embora a meia noite em ponto. Sobressaltada, ela acordou e, segundos depois, ouviu as 12 baladas do relógio que ficava na copa da minha casa.

O último sonho que minha mãe teve com Osvaldo, antes dela morrer, foi com ele dizendo claramente: Quem me matou foi o Ricardo!

 Que Ricardo? perguntou ela. Ele não respondeu.

Seis décadas depois, minha paixão ainda são as pombas coleirinha que vejo ciscando na Praça Cornélia, livres, leves e soltas. Mas a a dúvida nunca saiu do meu pensamento:

Que Ricardo?

 

 

 

 

 

O SOL DO FIM DE SEMANA

Chamou isto de trabalhar em causa própria

É cada vez maior o rolo sobre a compra de vacinas no Brasil

Nunca tinha visto paciente dar entrevista ao vivo no leito de um hospital

Pátria Armada Brasil

A Terra em fúria 1

A Terra em fúria 2

Linn da Quebrada na capa da Ilustrada

Triplica o fundo e sai de férias

É uma tropa dentro do governo

O governo tem fome de quê?

A Terra em fúria 3

Money! Money! Money!

Entendeu a jogada?

A Terra em fúria 4

Vista assim do alto, mais parece o céu no chão

Chico Caruso na primeira página

Na capa do jornal cubano Granma: Venceremos! De novo!

Na capa da Economist, Joe Biden de olho na China

Na revista semanal de informação italiana, a China papa-tudo

Na capa da francesa Télérama, os 400 anos de La Fontaine

O reverendo Amilton na capa da Carta Capital e a polêmica Olimpíada de Tóquio, na capa da Veja

A Companhia das Letras reuniu em dois luxuosos volumes, todos os contos do escritor Julio Cortázar

O SOL está ouvindo I Love You Earth

No logo do Google de hoje, uma homenagem aos 101 anos de Elizeth Cardoso