PEQUENO GRANDE

Um dos maiores e mais importantes jornais do Reino Unido, chegou hoje menor às mãos dos leitores. The Guardian, que tinha o tamanho Berliner, hoje ganhou o formato tabloide, menor ainda. A justificativa da direção do jornal foi clara: “Ao invés de cortar jornalistas, cortamos o papel mas não diminuímos a qualidade”.

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SE ACHAR MELHOR, A GENTE TIRA

Se o leitor procurar nas 30 páginas da edição de hoje, a notícia de que o ex-presidente da Odebrecht, Pedro Novos, afirmou à Polícia Federal que o senador José Serra pediu e recebeu 52,4 milhões de reais para si e para o PSDB, não vai encontrar. É o jornal carioca pondo em prática a famosa frase “se achar melhor, a gente tira”. Perde o leitor, afunda o jornalismo.

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O PAPEL DO JORNAL

O jornal italiano La Repubblica, que passou recentemente por uma reforma gráfica surpreendente, transformando-se num dos jornais mais atraentes e empolgantes da Europa, não para de crescer. Está anunciando para quinta-feira, o lançamento de mais um novo caderno, o Food. Com isso, o jornal vai ganhando cada vez mais leitores, remando contra a maré virtual que por aqui, está acabando com o jornal de papel.

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ELA

O jornal O Globo anunciou, na semana passada e com grande entusiasmo, que a partir do domingo, dia 10, a revista de fim de semana – Ela – chegaria reformulada às mãos dos leitores. E chegou. Quem ontem folheou a revista, percebeu algumas mudanças gráficas. A revista ficou bonitinha, mas continua ordinária. Para quem acompanha com entusiasmo as revistas de fim de semana dos principais jornais do mundo – The Sunday Times Magazine, El País Semanal, Robinson (do La Repubblica), Süddeutsche Zeitung Magazine, M (do Le Monde) e The New York Times Magazine – para citar apenas algumas, teve, mais uma vez, uma grande decepção. A nova revista Ela, de O Globo, tem conteúdo jornalístico de aproximadamente 0,01%. Trata-se praticamente de um catálogo de compras, recheado com  poucas, muito poucas “matérias” fúteis. A nova Ela continua sendo um nada, apenas um folheto dentro de um jornal de domingo. Serve para dar uma folheadinha na praia e jogar fora.

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PLIN PLIN

O Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, bem que poderia inverter a ordem das coisas. Informar aos telespectadores, antes mesmo da reportagem ser exibida, o seguinte: “Informamos aos nossos telespectadores que todas as pessoas envolvidas no escândalo que vamos mostrar a seguir, desmentem tudo que será dito na reportagem”. De que adianta mostrar os escândalos e, no final da reportagem, dizer que todos desmentem o que foi dito? O telespectador acredita em quem?

OS ALCKIMISTAS ESTÃO CHEGANDO

A mídia em geral vinha pondo fé em Luciano Huck como uma solução para derrubar Lula, para ser o candidato da direita. Com o não do apresentador da TV Globo, não demorou muito, menos de 14 horas depois, a esperança chegou em Geraldo Alckmin, o eterno governador de São Paulo. Como num passe de página, ele surge nas primeiras páginas dos jornais, com uma cara feliz, de terno, bem comportado,  como se dissessem: “Aqui está a carta que tiramos da manga, vamos trabalhá-la”. Aguardemos as cenas do próximo capítulo. Se vão emplacar ou não, só o eleitor sabe.

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