O LIVRO DO SÁBADO

O menino caiu dentro do rio, ticum,

ficou todo molhado de peixe.

A água dava rasinha de meu pé.

Ler e reler o poeta matogrossense Manoel de Barros (1916/2014) é sempre um exercício fora do comum. É como ler um dicionário fora da ordem alfabética, formando palavras cruzadas. Quem quiser relembrar sua obra, vá na Ocupação Manoel de Barros no Itaú Cultura, Avenida Paulista, 149. É como viajar.

[Este livro foi lançado em 1960. A ilustração é de João, seu filho, então com 5 anos. Quem redigiu o título foi sua filha Martha, então com 9 anos]

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ABAIXO DA CRÍTICA

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Vi ontem no final de noite, a estréia do Programa do Porchat. O caneco é quase idêntico ao do Jô, a mesa e a poltrona são parecidas com a do Jô, o fundo do cenário é parecido com o do Jô, as brincadeiras com a banda são parecidas com a do Jô, a dancinha que o Jô às vezes faz é parecida  e o bordão “vem pra cá, fulano…” é o mesmo do Jô. Mas isso não é o mais chocante. O modelo de talk-show americano foi copiado em pequena ou grande escala em vários países do mundo. Mas o que, a meu ver, transformou o programa do Porchat num desastre? Ele, muito nervoso, fala sem parar. As intervenções em vídeo – a grande novidade do programa – são absolutamente sem graça e sem nexo, um teatrinho armado de quinta categoria. E o que é pior de tudo: os entrevistados. Para o programa de estréia, Porchat levou Sasha, filha de Xuxa, apresentadora da emissora, e Wesley Safadão, duas pessoas que não tem absolutamente nada a dizer. Aguardemos o segundo programa.

[foto Reprodução/TV Record]