LOUISE GLÜCK GANHA O NOBEL DE LITERATURA

A Academia Sueca anunciou na manhã desta quinta-feira, que a poetisa norte-americana Louise Glück, de 77 anos, é a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2020. O prêmio foi dado “por sua inconfundível voz poética que, com beleza austera, torna universal a existência individual”. Louise é considerada pela crítica americana como uma das escritoras mais talentosas da atualidade. A poetisa trabalha suas palavras em cima de solidão, relações familiares, divórcio e morte. No início dos anos 1990, ela ganhou o Pulitzer, o mais prestigiado prêmio literário dos Estados Unidos com o livro The Wild Iris. Publicou também Firstborn (1968), The House on Marshland (1975), The Garden (1976), Descending figure (1980), The Triumph of Achilles (1985) e Ararat (1990). Louise é a quarta mulher a ganhar o Nobel este ano. Andrea Ghez dividiu o prêmio de Física com outros dois cientistas, Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna venceram o Nobel de Química. 

BIBLIOTECA

Jackie Wullschlager traça em 700 páginas deste livro, o mais perfeito retrato-falado de um dos mais importantes artistas do século XX. Marc Chagall, nascido num povoado russo, filho de um comerciante de arenque, está aqui de corpo e alma e com tudo que havia em redor. Publicado pela Editora Globo. 

BIBLIOTECA

Em 2006, a Editora Record lançou cinco volumes reunindo a obra do escritor colombiano Gabriel García Márquez, fora dos livros. São textos publicados em jornais e revistas pelo mundo afora, anos a fio, jornalismo puro. Um dia, o Nobel disse: “Não quero ser lembrado por Cem Anos de Solidão, nem pelo prêmio da Academia Sueca, e sim pelo jornal. Nasci jornalista e hoje me sinto mais repórter do que nunca. Isso está no meu sangue, me atrai”. Quatorze anos depois do lançamento dos cinco volumes, a Record nos apresenta O Escândalo do Século, uma reunião de textos jornalísticos, todos impecáveis. Impecáveis porque ele se debruçava em cima de um pequeno texto durante horas, às vezes dias, até chegar à perfeição. Ler um artigo de Garcia Marquez hoje – e sempre – é puro prazer. Ele é capaz de transformar qualquer fato banal em notícia e literatura, sempre lado a lado. 

VI E GOSTEI

É sempre bom ficar de olho nas lives do Sempre um Papo. Ontem, por exemplo, o encontro foi entre o ator Thiago Lacerda e o escritor e roteirista Antônio Prata. Mediado por Afonso Borges, idealizador do Sempre um Papo, a conversa foi pra lá de divertida, cheia de literatura, ideias, política e trabalho. O papo é sempre bom. Se você sintoniza, não consegue mais desligar e quando acaba fica sempre aquele óóó… no ar, tipo quero mais. 

BOM DIA, TRISTEZA

Chega ao fim uma das revistas mais importantes de literatura do mundo, a francesa Magazine Littéraire. Nascida em 1966, dois anos antes do histórico Maio 68, a Magazine Littéraire passou por várias fases nos últimos anos. Virou LE Magazine Littéraire e, há dois anos transformou-se totalmente, virando Le Nouveau Magazine Littéraire, passando seu foco também à política e ao comportamento, mas  o forte continuou sendo a literatura. Através dos anos, seus dossiês de 20 páginas transformaram em verdadeira enciclopédias de Literatura. Passeou por todos os estilos, do romance a poesia, da ficção científica aos quadrinhos, e por todos os continentes. Neste junho de 2020, a Magazine Littéraire juntou-se à revista Lire, transformando em Lire Le Magazine Littéraire. A Lire, que nasceu nos anos 1970 como uma revista que apenas reproduzia um capítulo condensado de livros da atualidade, aos poucos, foi se transformando numa revista mensal de literatura. Restou pouco da Magazine Littéraire dentro da Lire, apenas o vazio e a falta que ela vai fazer. 

[foto Reprodução]

A ESTANTE DO BOULOS

Durante o Debate na GloboNews, sábado à noite, observamos na estante de Guilherme Boulos (PSOL), coordenador do MTST, os seguintes livros:

Trilogia Getúlio, de Lira Neto

Cartas da Prisão, de Nelson Mandela 

Minha Vida, biografia de Leon Trotsky

O Capital no Século XXI, de Thomas Piretty

O Homem que Amava os Cachorros, de Leonardo Padura

A Difícil Democracia, de Boaventura de Sousa Santos

Crime e Castigo, de Fiódor M.Dostoiévsky

Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães

[foto Boulos/Reprodução GloboNews]