UM LIVRO

BOB DYLAN – A YEAR AND A DAY

A luxuosa Taschen está colocando nas livrarias um livro que reúne as fotografias de Daniel Kramer e Robert Santelli, uma obra prima para os fãs. Kramer acompanhou Dylan durante os anos de 1964 e 1965, realizando a mais perfeita tradução do artista quando jovem.

[foto Daniel Kramer/Reprodução]

OK OK OK

Em meio a essa confusão generalizada em que vivemos no Brasil hoje, a notícia da chegada às lojas de um disco de inéditas de Gilberto Gil deve ser sempre festejada. Talvez poucas pessoas se lembram, mas a expressão Ok Ok Ok foi usada por Gil num disco de 1969, no início da gravação de 2001, música de Tom Zé e Rita Lee. Ouça:

 

A FALTA QUE ELE NOS FAZ

Só hoje, mais de dois meses depois, pude folhear a revista Carta Capital número 1000, de papel. Orgulhoso de ter participado dessa edição histórica, contando a minha paixão por revistas, fui saboreando cada página, deitado na rede da minha varanda. Uma boa surpresa encontrei nas páginas 72 e 73, com uma reunião de pessoas notáveis, cujo título é: Brasileiros que fazem falta. Fazem falta porque não estão mais entre nós e quando ainda estavam. eram pessoas notáveis. Lá estão reunidos numa galeria, brasileiros da importância de Celso Furtado, Dom Paulo Evaristo Arno, Sócrates, Rachel de Queiroz, Abdias do Nascimento, Leonel Brizola, entre outros. Embaixo, no cantinho da página 73, tive a grata surpresa de encontrar o jornalista Geneton Moraes Neto, amigo e companheiro de Show da Vida durante mais de dez anos. Sim, o meu amigo Geneton Moraes Neto faz mesmo muita falta, desde que morreu prematuramente em 2016. Estávamos trabalhando a ideia de criar um Memorial da Imprensa, unir seu arquivo ao meu, nossas lembranças e experiências. A vontade surgiu quando Geneton escreveu o prefácio do meu livro A Alma do Negócio, publicado pela Editora Globo. Depois de ler o livro e saber que todo aquele material reunido no livro pertencia ao meu arquivo pessoa, ele não teve dúvidas. Depois de um  jantar no restaurante Comida à Mineira, em Botafogo, saímos animadíssimos com a ideia e começamos a trocar e-mails freneticamente, todos eles com mil ideias. Foi quando, de repente, Geneton caiu doente, foi pro hospital e não saiu mais, até nos deixar. Sim, Geneton Moraes Neto faz muita falta. Eu não tenho mais com quem comentar, discutir a nossa imprensa e o jornalismo que fazem lá fora. Geneton era um craque e o time ficou desfalcado.

[foto Alberto Villas]

A FOICE E O MARTELO

Um dos grandes prazeres que tenho aqui em Florença, é caminhar pelas ruas e pelas ruelas da cidade e encontrar as livrarias. Grandes, pequenas, charmosas, muitas com o melhor café do mundo  ou comidinhas transadas deliciosas. Sou rato de livrarias e aqui, o prazer maior é entrar, sentir o cheiro, dar de cara com a simpatia dos donos e ir fuçando aqui e ali, descobrindo autores e folheando as novidades. Muitas delas são uma mistura de livrarias e sebos, com uma boa parte reservada aos livros usados, onde encontramos verdadeiras preciosidades. Essa semana, na seção de novidades, bati os olhos num livro, daqueles que a gente não resiste.

Em comemoração aos cem anos da Revolução Russa, festejados em outubro do ano passado, a Editora Centauria lançou La Storia del Comunismo, com pequenos perfis de comunistas históricos, alguns que não aparecem nos livros de História como comunistas de carteirinha, no sentido estrito da palavra. As ilustrações de Ivan Canu dão um charme especial ao livro que tem uma edição primorosa, marca registrada das editoras italianas. Reproduzo algumas abaixo.

Víctor Jara

Pier Paolo Pasolini

Yuri Gagarin

Pablo Neruda

Louis Aragon

Pablo Picasso

Patrice Lumumba

[fotos Reprodução]

 

 

ERRAMOS

A Folha de S.Paulo abre espaço para publicar fatos referentes aos 50 anos do ano de 1968 (aquele que não terminou), noticiados como se fossem fatos atuais. Uma boa ideia. Na página publicada nesta quarta-feira, uma boa reportagem mostra a morte do estudante Edson Luiz, aquele que virou um símbolo de 1968. Observa-se no entanto que a manchete de hoje – “PM mata estudante em confronto no Rio” – é bem mais realista que a manchete publicada há 50 anos: “Estudante morto em choque no Rio”.

[fotos Reprodução]