FIM DE SEMANA

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Lançado em 1973, Quem é Quem, de João Donato, que completou 83 anos esta semana, é considerado até hoje como sendo o seu Sgt. Pepper’s. Um disco que abriu caminho para uma carreira discreta mas sólida e impecável. Quem é Quem está sendo relançado em formato vinil, o que tem acontecido com vários Sgt. Pepper’s da música popular brasileira. Ouça!

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Treze meses dentro da TV, de Adriano Silva, é um livro surpreendente por ir contra a maré para contar uma história de fracasso. O jovem Adriano Silva, que tinha uma carreira promissora dentro da Editora Abril – era diretor do núcleo de revistas jovens – resolveu ir pra televisão. Para entender, criar e fazer, o que sempre foi seu forte. Acertou sua ida para a Rede Globo em 2006 e, animado, mudou-se de mala e cuia para a cidade conhecida como maravilhosa. Adriano assumiu o cargo de Chefe de Redação do Fantástico e foi à luta. Cheio de ideias, ele chegou e encontrou um gigante meio adormecido, em queda vertiginosa no Ibope, mais precisamente de 40 pontos para 32 pontos. Mas, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade, cuja morte completou trinta anos esta semana, havia uma pedra no caminho. Mais precisamente, algumas pedras. Nos treze meses que passou no Rio, ele fez das tripas coração para sacudir o gigante meio adormecido, principalmente acordar gente instalada há anos na zona de conforto. Adriano chegou para criar, para sacudir o coreto na expectativa de melhorar o programa e não conseguiu. Usando uma palavra bem adequada, ele foi fritado. E um dia, mais precisamente treze meses depois, foi chamado na sala da direção do programa e comunicado que estava demitido. Sem direito a resposta. Perplexo, Adriano tentou entender o que aconteceu e, com boa memória, reconstitui o “crime” no livro que está chegando às livrarias essa semana. O bom do livro é que ele dá nome aos bois e aponta caminhos para aqueles que estão começando na carreira, não cometerem os erros que ele cometeu. E ele explica um a um. Um livro altamente recomendável. Apenas uma última informação: O programa que ele pegou – mais ou menos em crise – com um Ibope de 32 pontos, hoje tem uma média de 22, isto é, dez pontos a menos. Para quem conhece os bastidores de TV, fica claro que o problema do Fantástico não era Adriano Silva.

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Uma das revistas mais bacanas de jazz, a francesa Jazz Magazine se curva ao psicodelismo dos Beatles de 1967 e consagra seu número de agosto aos cinquenta anos do lançamento de um dos discos mais importantes – se não o mais importante – do século.

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ESTÁTUA VIVA

Las Ramblas, Barcelona

[foto Alberto Villas]

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A turma do Caderno 2 do Estadão, em abril de 1986, mês em que o caderno foi lançado. No círculo vermelho, Álvaro de Moya, um dos maiores especialistas em quadrinhos do país, morto esta semana.

[foto Juvenal Pereira]

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[Anos 1960]

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FIM DE SEMANA

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Para quem é dos Beatles e dos Rolling Stones, depois de comemorar os cinquenta anos do Sgt Peppers, chegou a hora de comemorar meio século do primeiro disco do Pink Floyd. Psicodelismo puro.  Ouça!

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Não se trata de um livro oportunista. Apenas um rapaz latino-americano vinha sendo escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros, um dos mais respeitados do país, há algum tempo. Apenas foi atropelado pela morte inesperada do cantor e compositor cearense. Vida e obra de Belchior, com a pluma de Jotabê Medeiros, que dispensa comentários.

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Durante o ano de 1972, bichos grilos capitaneados por Luis Carlos Maciel, publicaram, no Brasil, uma edição tupiniquim do então tabloide americano Rolling Stone. Vivíamos o auge do hipismo, do psicodelismo e o sonho ainda não tinha acabado. O material reunido na coleção completa é raro e histórico. Viva o underground!

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EGGS

Supermercado em Londres

[foto Alberto Villas]

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O escritor Wander Priori engraxando sapatos no centro de Belo Horizonte

1988

[foto Fernando Rabelo]

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[Anos 1970]

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FIM DE SEMANA

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O novo disco do cantor e compositor Otto é um alento para a verdadeira música popular brasileira que andava meio devagar nos últimos tempos. Ouça e depois me diga.

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Oswaldo Aranha foi político, diplomata, ministro de Getúlio Vargas e capa da revista Time. Mas ficou conhecido do grande público, principalmente, por ter virado nome de filé nos restaurantes e por uma frase: “O Brasil é um deserto de homens e idéias”. Mas se você quiser saber que foi Oswaldo Aranha por inteiro, o livro de Pedro Corrêa do Lago é a dica. São 600 depoimentos e 500 imagens que contam sua história, de A a Z.

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Um número excepcional comemora os 50 anos do Suplemento Literário do Minas Gerais. Motivo para bater palmas e estourar Champagne.

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AVENIDA PAULISTA

Um detalhe de Alberto Villas

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[1983]

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[Anos 1970]

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FIM DE SEMANA

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Está chegando às lojas, em versão CD, o primeiro disco de um dos mais enigmáticos compositores da música popular brasileira, Geraldo Vandré. O disco, de 1964, mostra um Vandré passeando pela bossa nova, com canções já primorosas como Canção Nordestina, Fica Mal com Deus e Pequeno Concerto que Virou Canção. Uma obra-prima para colecionadores.

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Escrito por Kate Schatz e ilustrado por Miriam Klein Stahl, Mulheres Incríveis traça pequenos perfis de 44 mulheres que, como diz o título, são ou foram incríveis. Mulheres dos quatro cantos do mundo. Do Brasil, temos Elza Soares, a jogadora Marta, Debora Diniz, Maria da Penha e Sonia Bone Guajajara. O leitor vai encontrar nomes conhecidos como Frida Khalo e Miriam Makeba, mas nomes tão estranhos como Wangari Maathai ou Buffy Sainte-Marie. Mas todas com um ponto em comum: A força.

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Publicada na França nos anos 1970, Le Foi Parle não teve uma vida tão longa quanto merecida. Uma revista de arte e humor, com textos primorosos.

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BURRO N’ÁGUA

São Miguel dos Milagres, Alagoas

[foto Alberto Villas]

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Era um tempo em que o presidente da República convidava um cantor norte-americano do porte de Louis Armstrong para uma festa. O encontro com Pixinguinha se deu no dia 27 de novembro de 1957, no Palácio das Laranjeiras, no Rio, onde morava JK. A festa não tinha hora pra terminar.

[autor da foto não identificado]

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[Anos 1950]

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FIM DE SEMANA

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Em 1972, o Clube da Esquina estava engatinhando, pronto pra andar com as próprias pernas, quando o mineiro Lô Borges lançou o seu primeiro disco, conhecido como “o disco do tênis”. Quarenta e cinco anos depois, o disco volta ao mercado em formato vinil, com todo o capricho que ele merece. Ouça.

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Para comemorar os cinquenta anos do lançamento do disco pop mais emblemático do século, volta às livrarias o livro Paz, Amor e Sgt Pepper, de George Martin, considerado o quinto Beatle. Um passeio completo pela história dessa obra-prima.

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Depois de treze números, a edição brasileira da prestigiosa revista de literatura Granta, encerrou suas atividades. Mas uma boa notícia nos chega. A partir do ano que vem, a Granta Brasil volta às livrarias, depois de se unir com a edição portuguesa. Ela vai voltar – para nossa felicidade – com o nome de Granta em português, numa edição única para o Brasil e Portugal.

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O DESCASCADOR DE MANDIOCAS

Mercado Ver-o-Peso, Belém. PA

[foto Alberto Villas]

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OS BUARQUE DE HOLLANDA

[autor não identificado]

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[Anos 40]

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FIM DE SEMANA

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Aos poucos, em doses homeopáticas, Yoko Ono vai recolocando nas lojas de disco que ainda existem, a versão em vinil de cada um de seus inúmeros discos. Corria o ano de 1971, os Beatles separados de pouco tempo, quando ela lançou o álbum Fly, cheio de experiências e doces canções. Ouça Mr. Lennon.

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Para entender a injustiça que estão cometendo com o ex-presidente Lula, o livro é este. Cinco Mil Dias, organizado por Gilberto Maringoni e Juliano Medeiros. Depoimentos de mais de cinquenta personalidades,  entre acadêmicos, lideranças políticas e ativistas sociais, o livro é uma verdadeira aula de história contemporânea.

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Entre outubro de 1966 e agosto de 1971, a extinta Editora Efecê colocou nas bancas do Brasil uma revista “para homens” chamada FairPlay. Vendida dentro de um saco plástico opaco por determinação da censura militar, a revista que era considerada uma “revista de mulher pelada” tinha textos de Nelson Rodrigues, Millôr Fernandes, Ruy Castro, Vinícius de Moraes e daí pra frente. Acabou fechando por força da ditadura militar e deixou saudade.

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REFLEXO DE GIRONA

[foto Alberto Villas]

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[1980]

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[1955]

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FIM DE SEMANA

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Um pocket-show gravado na Casa de Francisca, em São Paulo, virou um grande disco de Cida Moreira: Soledade Solo. Músicas que vão de Milton Nascimento a Chico Buarque, de Belchior a Kurt Weill. Destaque para uma interpretação contundente de Cajuína. Existirmos, a que será que se destina?

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Os livrinhos da Coleção Memória e História, da Companhia das Letrinhas, são todos eles maravilhosos. Essa semana, a dica é Tomie: Cerejeiras na Noite, as memórias da nossa artista maior e eterna, Tomie Ohtake, escritas por Ana Miranda.

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No início dos anos 1970, uma revista que nasceu como porta-voz do supermercado Pão de Açúcar, focado em São Paulo, partiu pra carreira solo e foi um grande sucesso no mundo alternativo. A revista era pura criatividade e, a cada quinze dias, dava o tom da cidade: São Paulo está escorregando no tobogã, está descobrindo a comida japonesa, está em festa ou rebolando, feliz da vida. A Bondinho era tudo.

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FOI UM RIO QUE PASSOU NA MINHA VIDA

Belém, Pará

[foto Alberto Villas]

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Nos anos 1960, a música popular brasileira, viveu um de seus momentos mais áureos. A Realidade, revista mensal de reportagens da Editora Abril, reuniu alguns dos bambas para uma foto de capa. Saudade da Realidade e da música popular brasileira.

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[Anos 1960]

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RECUERDO

No início dos anos 1980, a Editora Brasiliense deu um salto enorme em nome da nossa cultura, publicando – em série – livros da maior importância, a maioria deles inéditos no Brasil. Havia a coleção Cantadas Literárias, Circo de Letras e Encanto Radical. No calçadão da Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo, ficava a Livraria Brasiliense que expunha, toda semana em sua vitrine, as novidades. Foram muitas. Tudo começou com Porcos com Asa, um divertido folhetim adolescente. VillasNews começa a mostrar, de tempos em tempos, o que a vitrine da Brasiliense mostrava e que deixou marcas profundas em toda uma geração. A ideia do jornalista e escritor Xico Sá era juntar um grupo para relembrar e homenagear um tempo dourado da literatura nossa de cada dia. Uma boa ideia.

 






FIM DE SEMANA

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Paris, por Alberto Villas

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1969

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Anos 1950