SHOW!

A reunião entre Gilberto Gil, Gal Costa e Nando Reis deu muito certo. O show que rodou por ai, agora virou CD duplo, transbordando de músicas bacanas que ganharam uma roupagem nova. O disco Trinca de Ases é um grande show e vice-versa.

[foto Reprodução]

MORTE ANUNCIADA

Mais uma revista que se vai. A inglesa NME, bíblia da música, criada em 1966, no auge dos Beatles, deixa de circular em papel. O anúncio foi feito para tristeza de milhares e milhares de leitores que mergulharam de cabeça no mundo pop durante todos esses anos. Uma tristeza.

[foto/NME número 1/Reprodução]

PAÍS TROPICAL

Quem não leu há vinte anos, é chegada a hora. E quem leu, vale a pena ler de novo. Com um novo – e mais bonito – projeto gráfico, Verdade Tropical, de Caetano Veloso volta mais gordo. Com um capítulo extra e atualíssimo, além de notas e observações sobre a edição original é, ao mesmo tempo, um passeio pela história do Brasil e da nossa música, uma das mais ricas do mundo.

[foto Reprodução]

REFAZENDO

Nas lojas de discos, uma edição comemorativa – em vinil – do disco Refavela, de Gilberto Gil. O LP, gravado há quarenta anos, guarda o vigor que sempre teve.

E nas livrarias, o livro do disco, de Maurício Barros de Castro, que conta tintin por Tintin, a história de um dos discos mais brilhantes do compositor baiano.

TROPICÁLIA, 50

Na boa reportagem sobre os cinquenta anos da Tropicália, publicada na edição de domingo de O Globo, ficaram de fora pequenos detalhes importantes. Por exemplo, a informação de que o cartaz da peça O Rei da Vela, montado pela primeira vez em 1967, virou capa do disco Estrangeiro, de Caetano Veloso, em 1989. E faltou também a informação de que Geléia Geral, música de Torquato Neto, era também o nome da coluna que o poeta assinava no Jornal do Brasil. A informação está, inclusive na letra da canção.

[reprodução VillasNews]

 

AS LISTAS

Desde que ele apareceu no cenário nacional, achava o poeta e compositor Renato Russo meio estranho. Sorumbático, triste, mas um ótimo poeta. A Companhia das Letras está colocando nas livrarias, uma faceta curiosa de Russo, seu lado homem-listas. Renato Russo escrevia em cadernos listas e mais listas, quase que diariamente. Fazia listas de livros que precisava ler, discos que precisava comprar, filmes que queria assistir. Sem contar, os afazeres. O livro das listas, de Renato Russo, é um apanhado desses escritor, em faz-simile e devidamente “traduzidos”, explicados para quem não viveu aqueles anos 80. Um documento e tanto para fãs, memorialistas e curiosos.

FIM DE SEMANA

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São Paulo tem dessas coisas. De repente, aparece uma grande cantora, grava um disco, fica quietinha no seu canto, estrela solitária. Não vira popstar mas é cultivada por poucos, talvez entendidos. É o caso de Regina Machado e o seu CD Multiplica-se Única, onde interpreta de maneira singular, nove canções de Tom Zé, de quem já foi vocalista. Ouça .

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O desgosto com o gestor de São Paulo é grande. Ele abandonou completamente as ciclovias do governo anterior, talvez por birra. Enquanto elas vão sumindo na poeira e na sujeira da cidade, leia o livro Eu sou a mudança. Altamente recomendável ao gestor.

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De tempos em tempos, as revistas francesas mudam de cara. Mudam o formato, o logotipo, o conteúdo, sempre acrescentando, nunca diminuindo. É o caso da revista semanal de cultura Les Inrockuptibles, que mudou essa semana. Pra melhor.

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Janelas de Havana

[foto Alberto Villas]

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Sigmund Freud e Carl Jung ao sair da sauna, 1907

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Anos 1960

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FIM DE SEMANA

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Em 1973, quando Raul Seixas lançou o seu primeiro disco solo – Krig-Ha-Bangolo! – Caetano Veloso, em entrevista ao semanário Opinião disse: “Esse disco do Raulzito é máximo”. Raul expunha ali por inteiro, de corpo e alma. O disco é cheio de letras curiosas, um balançar de coreto ainda em tempos sombrios de ditadura. Krig-Ha-Bandolo! virou um clássico e, 44 anos depois está voltando às lojas de discos em formato vinil, sem tirar nem por nada da edição original. Ouça.

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Quarenta e cinco anos depois de ter feito seu autorretrato para a capa de seu disco solo O último dia do resto da nossa vida, Rita Lee voltou a se refazer para a capa do livro Drops, que está sendo publicado pela Editora Globo. Depois do sucesso de sua auto biografia, menos de um ano depois ela lança um livro de contos que é a sua cara. Uma mistura de sonhos, realidade, curtições e ficção. Diversão garantida.

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Em meados dos anos 1970, o Brasil tinha várias revistas de literatura. Ficção, José, Inéditos, O Saco e Escrita. Escrita marcou época, revelando novos autores e fazendo bonito com artigos de peso sobre a nossa literatura. Deixou saudade.

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LENIN, BRANCO DE NEVE

São Petersburgo

[foto Maria Turchenkova]

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NOS TEMPOS DA CENSURA

Cálice, de Chico e Gil, censurada

[1973]

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[Anos 1970]

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