O ROCK NÃO ERROU

Muitas pedras rolaram desde aquele início dos anos 1960. Ganharam o mundo com muita satisfação. Todos perguntavam: você prefere os Beatles ou os Rolling Stones? Todos eram garotos que amavam os Beatles e os Rolling Stones. Forever! Para sempre!                                                 [Alberto Villas]

 

O ROCK NÃO ERROU

Frank Vincent Zappa, ou simplesmente Frank Zappa, foi o pai da invenção. Compositor, cantor, guitarrista, produtor e realizador. Realizou sessenta discos. Fez rock, Fusion, jazz, música eletrônica, música concreta e música clássica. Precisa dizer mais alguma coisa?

[Alberto Villas]

AGORA AUMENTA O SOM QUE ISSO É FRANK ZAPPA!

 

 

O ROCK NÃO ERROU


James Marshall Hendrix, o Jimi, viveu pouco, de 1942 a 1970, mas aprontou muito. Com suas experiências, conquistou o título de um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Até hoje sai nas capas das revistas de rock, de jazz e de blues. Um dia, colocou fogo na sua guitarra e incendiou o mundo. [Alberto Villas]

AGORA AUMENTA O SOM QUE ISSO É ROCK AND ROLL:

 

 

DISCOTECA

Em pleno 2020, encontrar onze canções inéditas de Adoniran Barbosa (1910/1082) só pode nos trazer felicidade. Nas vozes de Zeca Baleiro, Elza Soares e dos desconhecidos Amanda Pacífico, Ibarra, Di Melo, Illy, entre outros. Pelo nome das músicas já dá pra sentir o clima: Bares da Vida, Careca Velha, Vaso Quebrado, Feira Livre… Imperdível! O disco chama-se Onze. 

O ROCK NÃO ERROU

Um dia, Caetano contou em Sampa que quando ele aqui chegou, ainda não havia para ele Rita Lee. Seu nome completo e americanizado é Rita Lee Jones, quase Rick Lee Jones, a outra. Os mutantes Sergio e Arnaldo Dias Baptista contaram que Rita Lee foi passear, Rita Lee foi encontrar o amor. Ela é a mais perfeita tradução do nosso rock and roll. Lovely Rita! [Alberto Villas]                                                                                                                              

AGORA AUMENTA O SOM QUE ISSO É ROCK AND ROLL!

 

 

DISCOTECA

Canto da Praia uniu a genialidade de João Bosco com a de Hamilton de Holanda. A obra revisitada do mineiro de Ponte Nova é algo de surpreendente. A cada nova toda, João Bosco se reinventa em cima do já inventado. Uma surpresa que começa com Sinhá, passando por Incompatibilidade de Gênios, Coisa Feita, Gagabirô, chegando a Tudo se Transformou e Chega de Saudade

PAISAGEM DA JANELA

Da janela lateral
Do quarto de dormir
Vejo uma igreja
Um sinal de glória
Vejo um muro branco
E um vôo, pássaro
Vejo uma grade
Um velho sinal

Mensageiro natural
De coisas naturais
Quando eu falava
Dessas cores mórbidas
Quando eu falava
Desses homens sórdidos
Quando eu falava
Deste temporal
Você não escutou

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
Eu apenas era 

Cavaleiro marginal
Lavado em ribeirão
Cavaleiro negro
Que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor
De casa e árvore
Sem querer descanso
Nem dominical

Cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Conheci as torres
E os cemitérios
Conheci os homens
E os seus velórios
Quando olhava
Da janela lateral
Do quarto de dormir

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quer acreditar

[Fernando Brant/Lô Borges]

 

VINTE E UM

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
E, sem dúvida, sobretudo o verso
É o que pode lançar mundos no mundo
Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
Talvez isso nos livre de lançarmo-nos
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
Talvez isso nos livre de lançarmo-nos
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas
[Livros/Caetano Veloso]

VINTE

Na nossa casa amor-perfeito é mato
E o teto estrelado também tem luar
A nossa casa até parece um ninho
Vem um passarinho pra nos acordar
Na nossa casa passa um rio no meio
E o nosso leito pode ser o mar

A nossa casa é onde a gente está
A nossa casa é em todo lugar
A nossa casa é onde a gente está
A nossa casa é em todo lugar

A nossa casa é de carne e osso
Não precisa esforço para namorar
A nossa casa não é sua nem minha
Não tem campainha pra nos visitar
A nossa casa tem varanda dentro
Tem um pé de vento para respirar

A nossa casa é onde a gente está
A nossa casa é em todo lugar
A nossa casa é onde a gente está
A nossa casa é em todo lugar

[A Nossa Casa/Arnaldo Antunes]