MÚSICA, MAESTRO!

Um dos maiores tesouros do nosso país é a música popular brasileira. Não estou falando apenas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Chico Buarque. Estou falando de Tom, Vinicius, Baden, Edu, Wilson Batista, Noel Rosa, Pixinguinha, Jorge Benjor, Luiz Gonzaga, Monsueto, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Arnaldo Antunes, João Bosco, Ismael Silva, Paulinho da Viola, Rita Lee, Jackson do Pandeiro, Tom Zé, Walter Franco, Hermeto Paschoal e tantos outros. Quando pego o Le Monde de hoje e vejo uma reportagem de página inteira falando dos shows que nossos craques andam fazendo no verão europeu, morro de inveja. Morro de inveja quando ligo a TV e vejo as chamadas dos musicais prometidos pela Globo para o nosso tenebroso inverno. Porque será que só a segunda e a terceira divisão da nossa música aparece na tela da Globo? É grana? É falta de criatividade? É falta de conhecimento? Ou é mau gosto mesmo?

[foto Reprodução]

SHOW!

A reunião entre Gilberto Gil, Gal Costa e Nando Reis deu muito certo. O show que rodou por ai, agora virou CD duplo, transbordando de músicas bacanas que ganharam uma roupagem nova. O disco Trinca de Ases é um grande show e vice-versa.

[foto Reprodução]

MORTE ANUNCIADA

Mais uma revista que se vai. A inglesa NME, bíblia da música, criada em 1966, no auge dos Beatles, deixa de circular em papel. O anúncio foi feito para tristeza de milhares e milhares de leitores que mergulharam de cabeça no mundo pop durante todos esses anos. Uma tristeza.

[foto/NME número 1/Reprodução]

PAÍS TROPICAL

Quem não leu há vinte anos, é chegada a hora. E quem leu, vale a pena ler de novo. Com um novo – e mais bonito – projeto gráfico, Verdade Tropical, de Caetano Veloso volta mais gordo. Com um capítulo extra e atualíssimo, além de notas e observações sobre a edição original é, ao mesmo tempo, um passeio pela história do Brasil e da nossa música, uma das mais ricas do mundo.

[foto Reprodução]

REFAZENDO

Nas lojas de discos, uma edição comemorativa – em vinil – do disco Refavela, de Gilberto Gil. O LP, gravado há quarenta anos, guarda o vigor que sempre teve.

E nas livrarias, o livro do disco, de Maurício Barros de Castro, que conta tintin por Tintin, a história de um dos discos mais brilhantes do compositor baiano.

TROPICÁLIA, 50

Na boa reportagem sobre os cinquenta anos da Tropicália, publicada na edição de domingo de O Globo, ficaram de fora pequenos detalhes importantes. Por exemplo, a informação de que o cartaz da peça O Rei da Vela, montado pela primeira vez em 1967, virou capa do disco Estrangeiro, de Caetano Veloso, em 1989. E faltou também a informação de que Geléia Geral, música de Torquato Neto, era também o nome da coluna que o poeta assinava no Jornal do Brasil. A informação está, inclusive na letra da canção.

[reprodução VillasNews]

 

AS LISTAS

Desde que ele apareceu no cenário nacional, achava o poeta e compositor Renato Russo meio estranho. Sorumbático, triste, mas um ótimo poeta. A Companhia das Letras está colocando nas livrarias, uma faceta curiosa de Russo, seu lado homem-listas. Renato Russo escrevia em cadernos listas e mais listas, quase que diariamente. Fazia listas de livros que precisava ler, discos que precisava comprar, filmes que queria assistir. Sem contar, os afazeres. O livro das listas, de Renato Russo, é um apanhado desses escritor, em faz-simile e devidamente “traduzidos”, explicados para quem não viveu aqueles anos 80. Um documento e tanto para fãs, memorialistas e curiosos.

FIM DE SEMANA

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São Paulo tem dessas coisas. De repente, aparece uma grande cantora, grava um disco, fica quietinha no seu canto, estrela solitária. Não vira popstar mas é cultivada por poucos, talvez entendidos. É o caso de Regina Machado e o seu CD Multiplica-se Única, onde interpreta de maneira singular, nove canções de Tom Zé, de quem já foi vocalista. Ouça .

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O desgosto com o gestor de São Paulo é grande. Ele abandonou completamente as ciclovias do governo anterior, talvez por birra. Enquanto elas vão sumindo na poeira e na sujeira da cidade, leia o livro Eu sou a mudança. Altamente recomendável ao gestor.

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De tempos em tempos, as revistas francesas mudam de cara. Mudam o formato, o logotipo, o conteúdo, sempre acrescentando, nunca diminuindo. É o caso da revista semanal de cultura Les Inrockuptibles, que mudou essa semana. Pra melhor.

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Janelas de Havana

[foto Alberto Villas]

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Sigmund Freud e Carl Jung ao sair da sauna, 1907

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Anos 1960

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FIM DE SEMANA

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Em 1973, quando Raul Seixas lançou o seu primeiro disco solo – Krig-Ha-Bangolo! – Caetano Veloso, em entrevista ao semanário Opinião disse: “Esse disco do Raulzito é máximo”. Raul expunha ali por inteiro, de corpo e alma. O disco é cheio de letras curiosas, um balançar de coreto ainda em tempos sombrios de ditadura. Krig-Ha-Bandolo! virou um clássico e, 44 anos depois está voltando às lojas de discos em formato vinil, sem tirar nem por nada da edição original. Ouça.

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Quarenta e cinco anos depois de ter feito seu autorretrato para a capa de seu disco solo O último dia do resto da nossa vida, Rita Lee voltou a se refazer para a capa do livro Drops, que está sendo publicado pela Editora Globo. Depois do sucesso de sua auto biografia, menos de um ano depois ela lança um livro de contos que é a sua cara. Uma mistura de sonhos, realidade, curtições e ficção. Diversão garantida.

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Em meados dos anos 1970, o Brasil tinha várias revistas de literatura. Ficção, José, Inéditos, O Saco e Escrita. Escrita marcou época, revelando novos autores e fazendo bonito com artigos de peso sobre a nossa literatura. Deixou saudade.

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LENIN, BRANCO DE NEVE

São Petersburgo

[foto Maria Turchenkova]

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NOS TEMPOS DA CENSURA

Cálice, de Chico e Gil, censurada

[1973]

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[Anos 1970]

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