PAÍS TROPICAL

Quem não leu há vinte anos, é chegada a hora. E quem leu, vale a pena ler de novo. Com um novo – e mais bonito – projeto gráfico, Verdade Tropical, de Caetano Veloso volta mais gordo. Com um capítulo extra e atualíssimo, além de notas e observações sobre a edição original é, ao mesmo tempo, um passeio pela história do Brasil e da nossa música, uma das mais ricas do mundo.

[foto Reprodução]

REFAZENDO

Nas lojas de discos, uma edição comemorativa – em vinil – do disco Refavela, de Gilberto Gil. O LP, gravado há quarenta anos, guarda o vigor que sempre teve.

E nas livrarias, o livro do disco, de Maurício Barros de Castro, que conta tintin por Tintin, a história de um dos discos mais brilhantes do compositor baiano.

TROPICÁLIA, 50

Na boa reportagem sobre os cinquenta anos da Tropicália, publicada na edição de domingo de O Globo, ficaram de fora pequenos detalhes importantes. Por exemplo, a informação de que o cartaz da peça O Rei da Vela, montado pela primeira vez em 1967, virou capa do disco Estrangeiro, de Caetano Veloso, em 1989. E faltou também a informação de que Geléia Geral, música de Torquato Neto, era também o nome da coluna que o poeta assinava no Jornal do Brasil. A informação está, inclusive na letra da canção.

[reprodução VillasNews]

 

AS LISTAS

Desde que ele apareceu no cenário nacional, achava o poeta e compositor Renato Russo meio estranho. Sorumbático, triste, mas um ótimo poeta. A Companhia das Letras está colocando nas livrarias, uma faceta curiosa de Russo, seu lado homem-listas. Renato Russo escrevia em cadernos listas e mais listas, quase que diariamente. Fazia listas de livros que precisava ler, discos que precisava comprar, filmes que queria assistir. Sem contar, os afazeres. O livro das listas, de Renato Russo, é um apanhado desses escritor, em faz-simile e devidamente “traduzidos”, explicados para quem não viveu aqueles anos 80. Um documento e tanto para fãs, memorialistas e curiosos.

FIM DE SEMANA

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São Paulo tem dessas coisas. De repente, aparece uma grande cantora, grava um disco, fica quietinha no seu canto, estrela solitária. Não vira popstar mas é cultivada por poucos, talvez entendidos. É o caso de Regina Machado e o seu CD Multiplica-se Única, onde interpreta de maneira singular, nove canções de Tom Zé, de quem já foi vocalista. Ouça .

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O desgosto com o gestor de São Paulo é grande. Ele abandonou completamente as ciclovias do governo anterior, talvez por birra. Enquanto elas vão sumindo na poeira e na sujeira da cidade, leia o livro Eu sou a mudança. Altamente recomendável ao gestor.

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De tempos em tempos, as revistas francesas mudam de cara. Mudam o formato, o logotipo, o conteúdo, sempre acrescentando, nunca diminuindo. É o caso da revista semanal de cultura Les Inrockuptibles, que mudou essa semana. Pra melhor.

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Janelas de Havana

[foto Alberto Villas]

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Sigmund Freud e Carl Jung ao sair da sauna, 1907

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Anos 1960

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FIM DE SEMANA

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Em 1973, quando Raul Seixas lançou o seu primeiro disco solo – Krig-Ha-Bangolo! – Caetano Veloso, em entrevista ao semanário Opinião disse: “Esse disco do Raulzito é máximo”. Raul expunha ali por inteiro, de corpo e alma. O disco é cheio de letras curiosas, um balançar de coreto ainda em tempos sombrios de ditadura. Krig-Ha-Bandolo! virou um clássico e, 44 anos depois está voltando às lojas de discos em formato vinil, sem tirar nem por nada da edição original. Ouça.

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Quarenta e cinco anos depois de ter feito seu autorretrato para a capa de seu disco solo O último dia do resto da nossa vida, Rita Lee voltou a se refazer para a capa do livro Drops, que está sendo publicado pela Editora Globo. Depois do sucesso de sua auto biografia, menos de um ano depois ela lança um livro de contos que é a sua cara. Uma mistura de sonhos, realidade, curtições e ficção. Diversão garantida.

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Em meados dos anos 1970, o Brasil tinha várias revistas de literatura. Ficção, José, Inéditos, O Saco e Escrita. Escrita marcou época, revelando novos autores e fazendo bonito com artigos de peso sobre a nossa literatura. Deixou saudade.

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LENIN, BRANCO DE NEVE

São Petersburgo

[foto Maria Turchenkova]

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NOS TEMPOS DA CENSURA

Cálice, de Chico e Gil, censurada

[1973]

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[Anos 1970]

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FIM DE SEMANA

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Lançado em 1973, Quem é Quem, de João Donato, que completou 83 anos esta semana, é considerado até hoje como sendo o seu Sgt. Pepper’s. Um disco que abriu caminho para uma carreira discreta mas sólida e impecável. Quem é Quem está sendo relançado em formato vinil, o que tem acontecido com vários Sgt. Pepper’s da música popular brasileira. Ouça!

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Treze meses dentro da TV, de Adriano Silva, é um livro surpreendente por ir contra a maré para contar uma história de fracasso. O jovem Adriano Silva, que tinha uma carreira promissora dentro da Editora Abril – era diretor do núcleo de revistas jovens – resolveu ir pra televisão. Para entender, criar e fazer, o que sempre foi seu forte. Acertou sua ida para a Rede Globo em 2006 e, animado, mudou-se de mala e cuia para a cidade conhecida como maravilhosa. Adriano assumiu o cargo de Chefe de Redação do Fantástico e foi à luta. Cheio de ideias, ele chegou e encontrou um gigante meio adormecido, em queda vertiginosa no Ibope, mais precisamente de 40 pontos para 32 pontos. Mas, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade, cuja morte completou trinta anos esta semana, havia uma pedra no caminho. Mais precisamente, algumas pedras. Nos treze meses que passou no Rio, ele fez das tripas coração para sacudir o gigante meio adormecido, principalmente acordar gente instalada há anos na zona de conforto. Adriano chegou para criar, para sacudir o coreto na expectativa de melhorar o programa e não conseguiu. Usando uma palavra bem adequada, ele foi fritado. E um dia, mais precisamente treze meses depois, foi chamado na sala da direção do programa e comunicado que estava demitido. Sem direito a resposta. Perplexo, Adriano tentou entender o que aconteceu e, com boa memória, reconstitui o “crime” no livro que está chegando às livrarias essa semana. O bom do livro é que ele dá nome aos bois e aponta caminhos para aqueles que estão começando na carreira, não cometerem os erros que ele cometeu. E ele explica um a um. Um livro altamente recomendável. Apenas uma última informação: O programa que ele pegou – mais ou menos em crise – com um Ibope de 32 pontos, hoje tem uma média de 22, isto é, dez pontos a menos. Para quem conhece os bastidores de TV, fica claro que o problema do Fantástico não era Adriano Silva.

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Uma das revistas mais bacanas de jazz, a francesa Jazz Magazine se curva ao psicodelismo dos Beatles de 1967 e consagra seu número de agosto aos cinquenta anos do lançamento de um dos discos mais importantes – se não o mais importante – do século.

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ESTÁTUA VIVA

Las Ramblas, Barcelona

[foto Alberto Villas]

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A turma do Caderno 2 do Estadão, em abril de 1986, mês em que o caderno foi lançado. No círculo vermelho, Álvaro de Moya, um dos maiores especialistas em quadrinhos do país, morto esta semana.

[foto Juvenal Pereira]

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[Anos 1960]

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FIM DE SEMANA

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Para quem é dos Beatles e dos Rolling Stones, depois de comemorar os cinquenta anos do Sgt Peppers, chegou a hora de comemorar meio século do primeiro disco do Pink Floyd. Psicodelismo puro.  Ouça!

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Não se trata de um livro oportunista. Apenas um rapaz latino-americano vinha sendo escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros, um dos mais respeitados do país, há algum tempo. Apenas foi atropelado pela morte inesperada do cantor e compositor cearense. Vida e obra de Belchior, com a pluma de Jotabê Medeiros, que dispensa comentários.

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Durante o ano de 1972, bichos grilos capitaneados por Luis Carlos Maciel, publicaram, no Brasil, uma edição tupiniquim do então tabloide americano Rolling Stone. Vivíamos o auge do hipismo, do psicodelismo e o sonho ainda não tinha acabado. O material reunido na coleção completa é raro e histórico. Viva o underground!

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EGGS

Supermercado em Londres

[foto Alberto Villas]

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O escritor Wander Priori engraxando sapatos no centro de Belo Horizonte

1988

[foto Fernando Rabelo]

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[Anos 1970]

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FIM DE SEMANA

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O novo disco do cantor e compositor Otto é um alento para a verdadeira música popular brasileira que andava meio devagar nos últimos tempos. Ouça e depois me diga.

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Oswaldo Aranha foi político, diplomata, ministro de Getúlio Vargas e capa da revista Time. Mas ficou conhecido do grande público, principalmente, por ter virado nome de filé nos restaurantes e por uma frase: “O Brasil é um deserto de homens e idéias”. Mas se você quiser saber que foi Oswaldo Aranha por inteiro, o livro de Pedro Corrêa do Lago é a dica. São 600 depoimentos e 500 imagens que contam sua história, de A a Z.

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Um número excepcional comemora os 50 anos do Suplemento Literário do Minas Gerais. Motivo para bater palmas e estourar Champagne.

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AVENIDA PAULISTA

Um detalhe de Alberto Villas

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[1983]

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[Anos 1970]

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FIM DE SEMANA

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Está chegando às lojas, em versão CD, o primeiro disco de um dos mais enigmáticos compositores da música popular brasileira, Geraldo Vandré. O disco, de 1964, mostra um Vandré passeando pela bossa nova, com canções já primorosas como Canção Nordestina, Fica Mal com Deus e Pequeno Concerto que Virou Canção. Uma obra-prima para colecionadores.

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Escrito por Kate Schatz e ilustrado por Miriam Klein Stahl, Mulheres Incríveis traça pequenos perfis de 44 mulheres que, como diz o título, são ou foram incríveis. Mulheres dos quatro cantos do mundo. Do Brasil, temos Elza Soares, a jogadora Marta, Debora Diniz, Maria da Penha e Sonia Bone Guajajara. O leitor vai encontrar nomes conhecidos como Frida Khalo e Miriam Makeba, mas nomes tão estranhos como Wangari Maathai ou Buffy Sainte-Marie. Mas todas com um ponto em comum: A força.

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Publicada na França nos anos 1970, Le Foi Parle não teve uma vida tão longa quanto merecida. Uma revista de arte e humor, com textos primorosos.

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BURRO N’ÁGUA

São Miguel dos Milagres, Alagoas

[foto Alberto Villas]

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Era um tempo em que o presidente da República convidava um cantor norte-americano do porte de Louis Armstrong para uma festa. O encontro com Pixinguinha se deu no dia 27 de novembro de 1957, no Palácio das Laranjeiras, no Rio, onde morava JK. A festa não tinha hora pra terminar.

[autor da foto não identificado]

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[Anos 1950]

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