COLÍRIO

Depois de mais de três meses fora do circuito, voltei à ativa com algumas decepções pela cidade, que vou evitar de falar aqui. Mas ontem à tarde, depois do almoço, peguei o ônibus Clínicas na Rua Catão, o metrô na Vila Madalena e fui até o Instituto Moreira Sales, na Avenida Paulista. Um oásis dentro de uma São Paulo onde andamos respirando pó nos últimos dias. Ao subir a escala rolante, já sentimos o clima de paz e cultura que existe ali. Fomos ver três exposições: A primeira, um retrospectiva do fotógrafo maliano Seydou Keïta. A segunda, Conflitos: Fotografia e violência política no Brasil. E a terceira, São Paulo, fora de alcance, de Mauro Restiffe. Como gosto cada vez mais de fotografia, passei a tarde por ali me deliciando. Sem antes, comer uma salada de frutas com iogurte e mel e um copo de mate gelado, delicioso, na lanchonete ao lado da Livraria da Travessa. As exposições são todas gratuitas e recomendo muito. Você faz uma viagem pelo tempo, tudo em preto e branco. Voltei revitalizado. Ah, lembrando que na Travessa encontrei – finalmente – o primeiro número da revista Granta, que andava procurando.

[foto Alberto Villas]

A GUERRA

A guerra contra os canudinhos, que começou em Portugal, com o patrocínio da Claro, chega ao Brasil. O meio ambiente agradece. Lembrando que o título do caderno Rio Show, publicado pelo Globo, é ótimo.

[fotos Reprodução]

TÚMULO DO SAMBA

Não vemos o menor sentido, a Prefeitura de São Paulo usar a imagem da escultura de Oscar Niemeyer, uma mão sangrando representando a luta do povo latino-americano, para ilustrar painéis do carnaval da cidade. Quem criou o cartaz, seguramente não conhece a história.

[foto Alberto Villas]